CONSCIÊNCIA CÓSMICA: O BEM ABSOLUTO
CONSCINCIA CSMICA: O BEM ABSOLUTO
CONSCINCIA CSMICA: O BEM ABSOLUTO
Ora, se admitimos (e dizemos puder constatar) que existe um bem
absoluto (entendendo-se, natural e obviamente, absoluto como
invarivel infinito e eterno), ento, assim como o tempo e o espao,
o mal relativo. Sendo assim, o mal s acontece temporariamente no
tempo e espao e, consequentemente, no pode ser absoluto, pois, se o
bem absoluto, o mal tambm no pode igualmente ser ou vice-versa. Ou
seja, neste caso, o mal jamais ser eterno.
Enfim, ou o bem absoluto ou o mal o . Se o bem absoluto, esta sua
condio elimina automaticamente um provvel estado absoluto do mal.
Se Deus (ou uma inteligncia superior que denominamos assim)
absoluto, origem de todo bem, ento, no pode existir opostamente um
mal absoluto e, muito menos, um comandante supremo do mal. Afinal, o
absoluto no pode ser fracionado.
Se partirmos da premissa de que o bem absoluto, ento, o mal no
pode ter permanncia nem sobrevida nos planos espirituais nos nveis
superiores (de conscincia), portanto. A escurido a ausncia da
conscincia, bem como, a presena da conscincia o seu oposto, a
luz. Isto implica deduzir que no existe o mal absoluto nos planos
espirituais (da mente pura ou absoluta). Sendo assim, no pode
existir, por exemplo, um "senhor das trevas", comandante supremo do
mal, apesar de toda crena que afirme tal existncia.
O dualismo s aparece quando o absoluto se manifesta no universo da
relatividade. Ou melhor, quando a conscincia enxerga o absoluto de
forma fracionada, submetida que estar s referncias do tempo e
espao.
Evidentemente que, neste caso, podemos supor que no existem nem bem
nem o mal absolutos. Paradoxalmente, contudo, no existindo o mal
absoluto tambm podemos afirmar ento que h um bem absoluto
justamente por no existir um mal absoluto. Afinal, a ausncia de um
faz com o que o outro exista.
A polaridade o princpio bsico de toda e qualquer manifestao. A
polaridade ocorre na referncia presena e ausncia. Consideramos
positivo ou negativo tal ou qual condio.
A presena de algo indica a ausncia do seu oposto ou vice-versa.
A escurido, por exemplo, apenas a ausncia da luz. A escurido
representa a inconscincia e a luz, a conscincia. Sabemos que a
conscincia manifesta apresenta vrios nveis. Situamos o mal e o bem
nos extremos opostos destes nveis.
Esta oposio bem x mal resultante da conscincia (presena) ou de
sua falta (ausncia). Ou seja, o dualismo existe em virtude da
oposio conhecimento x ignorncia.
Dizemos que o mal a falta de conscincia, ou seja, resultante da
ignorncia e que o bem justamente o contrrio, o conhecimento (ou
conscincia). Mais adequado a palavra oriental para tal condio da
apreenso do conhecimento: iluminao.
O mal, portanto, a ausncia do bem. Como disse o filsofo grego
Scrates, a ignorncia, a raiz de todo mal. Usando uma alegoria, o
escuro (a ignorncia) existe at que a luz (o conhecimento) o elimine.
O maior impedimento ao conhecimento, ou seja, a expanso da luz a
crena.
A crena, portanto, em demnios, por exemplo, no passa de fruto da
ignorncia. Bom lembrarmos a Idade Mdia e as fogueiras da
inquisio.
O melhor exorcismo, que eliminou de vez nas pessoas de bom-senso a
crena em demnios foi feito por Galileu Galilei, Nicolau Coprnico,
Ren Descartes, Isac Newton, Francis Bacon, etc, na Idade Moderna,
atravs do conhecimento, apesar desta tolice resistir at os dias de
hoje, obviamente amparada pela ignorncia.
Enfim, onde existe o bem no existe o mal.
Bom lembrarmos as palavras de Osho:
"A primeira coisa que te ser revelado, se meditares sobre as trevas,
que as trevas no existem, no tm qualquer existncia. mais
misteriosa as trevas do que a luz, e no tm absolutamente existncia
pelo contrrio, no passa de ausncia de luz".
Em outras palavras, se existe um Deus absoluto, ento, no pode
existir uma sua oposio, por exemplo, como o diabo.
Sendo absoluto, tudo Deus e Deus tudo.
O que, neste caso, dizemos ser um mal, trata-se de uma violao das
Leis Csmicas (as leis naturais) e suas conseqentes reaes
negativas. Ou seja, o mal uma desarmonizao, ou melhor, o bem
opostamente a harmonia com os princpios absolutos, a Conscincia
Csmica, divina. Em outras palavras, o mal est na inconscincia e
existir at quando a tomada de conscincia o elimine de vez.
A concluso deste raciocnio de que o diabo representa
alegoricamente apenas a falta de conscincia (a ignorncia) e, assim,
de fato no tem nenhuma existncia efetiva. Afinal, Deus (ou a Mente
Csmica) sendo onipresente, onisciente e onipotente j encerra em si a
verdade ltima de todo universo, sua origem e fim. Portanto, a partir
desta premissa, no pode existir nenhum tipo de fragmentao desta sua
essncia: a Conscincia Csmica (a Conscincia de Deus), toda pureza,
toda bondade, eterna e infinita.
E, no h melhor e mais significativa palavra para designar o
despertar da conscincia do que "iluminao", quando, enfim, a luz
elimina de vez toda maldade e toda obscuridade, promotora de todos os
males humanos.
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