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LIXO: UMA RESPONSABILIDADE SOCIAL NO MEIO EM QUE VIVEMOS

INTRODUO

INTRODUO

Lixo, palavra de quatro letras, duas slabas e vrios desdobramentos Lixo deriva da palavra cinza. Na linguagem tcnica sinnimo de resduos slidos e representado por materiais descartados pelas atividades humanas. Os quais podem ser reciclados e parcialmente utilizados, tendo vrios benefcios, proteger a sade. Para muitos apenas algo que no tem nenhuma utilidade, j para outras pessoas, esse rejeito se converte em dinheiro, trabalho, arte, algo que pode e deve ser reutilizado. Dependem do ponto de vista de cada um de ns seres humanos. E para mostrar os desdobramentos que o lixo possui numa sociedade foi que surgiu a necessidade de escrever tal artigo e nele mostrar como trabalhada a questo do lixo na cidade de Amarante PI. O objetivo questionar as possibilidades e desafios da utilizao do lixo como meio de preservar a natureza.

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1 Graduada em Licenciatura Plena em Pedagogia, pela Universidade Estadual do Piau UESPI, aluna do curso de Ps Graduao Latu Sensu em Psicopedagogia pela FAME/MONTENEGRO

A pesquisa justifica-se, no entanto pela m utilizao do lixo na cidade de Amarante PI, visto que a populao carente em informaes

Neste trabalho utilizaram-se bases tericas que relatam e tratam do lixo. Foi realizada uma pesquisa de campo, mostrando como as pessoas acondicionam o lixo em suas casas e em outros ambientes como as ruas e os rios da cidade de Amarante PI. Durante a pesquisa verificou-se que numa cidade do tamanho de Amarante com 17.316 habitantes, tendo coleta de lixo regular em todas as ruas, no h necessidade de encontrar lixo pelas ruas, caladas e at mesmo nos rios que cercam a cidade. No decorrer do trabalho verificou-se que a populao carente de informaes sobre como acomodar o seu prprio lixo e separar aqueles para reciclagem. Das visitas, 20% responderam que sabem como acondicionar o lixo e escolher aquele para reciclar, 30% respondeu que joga tudo no caminho do lixo que passa nas ruas e 50% separam o lixo e ainda informam para aqueles que no sabem como a separao do mesmo. Sabemos que o lixo uma questo de conscincia. Cada um deve fazer a sua parte para melhorar a vida e a respirao do meio ambiente. E como se trata de uma questo coletiva, preciso muito empenho por parte da populao para que haja um bom resultado. Sendo assim teremos uma populao mais saudvel e feliz.

Desenvolvimento

A natureza no algo que est simplesmente fora da vida do homem. algo que est inserida na vida dos seres vivos. Em nossa sociedade, de carter urbano entendemos a natureza como aquilo que precisamos para sobreviver, pois se assim no fosse o que faramos para respirar? E nisto que est a necessidade de cuidar do meio em que vivemos. Este o ponto de partida deste artigo, ou seja, o que fazer com o lixo para que ele seja um meio de preservao e no de destruio. Na maioria das cidades damos ao lixo a mesma ateno que lhe dvamos na poca das cavernas. Lembrando que nessa poca o lixo no era apenas um problema, por que era muito pouco em sua quantidade e qualidade e a natureza com sua destreza faziam o papel de recicl-lo. Atualmente, vivemos num ambiente onde a natureza profundamente agredida. Toneladas de matrias-prima, provenientes dos mais diferentes lugares do planeta, so industrializadas e consumidas gerando rejeitos e resduos, que so comumente chamados lixo. Seria isto lixo mesmo? Lixo basicamente todo e qualquer

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material descartado, proveniente das atividades humanas. importante lembrar que o lixo gerado pelo homem apenas uma pequena parte da montanha gerada todos os dias, composta pelos resduos de outros setores. Os diferentes tipos de lixo se classificam de acordo com sua origem: dos espaos pblicos: como ruas e praas, o chamado 'lixo de varrio', com folhas, terras, entulhos. dos estabelecimentos comerciais: com restos de comida, embalagens, vidros, latas, papis.das casas: com papis, embalagens plsticas, vidros, latas e restos de alimentos. de composio variada, que depende dos materiais e processos usados. Dos hospitais, farmcias e casas de sade: um tipo especial de lixo, contendo agulhas, seringas, curativas; o chamado "lixo patognico", o que produz inmeras doenas. Como se percebe, em todo o lugar sai lixo. E se a este for dado um destino final inadequado? A produo de resduos inerente condio humana. Cada pessoa produz cerca de 300 quilos por ano e como um processo inexorvel, tornou-se um problema de difcil resposta, que exige a reeducao e comprometimento do cidado. O que acontece com o lixo depois que jogado na lixeira? O que se faz com as toneladas de lixo recolhido diariamente na cidade de Amarante? O tempo que a natureza leva para decompor alguns dos produtos. No h como no produzir lixo, mas podemos diminuir essa produo reduzindo o desperdcio, reutilizando sempre que possvel e separando os materiais reciclveis para a coleta do lixo. Cerca de 50% de todo material descartado como lixo pode ser recuperado como matria-prima, sendo reutilizado na fabricao de um novo produto. Quando pensamos na questo do lixo, o mais difcil de resolver, e o que vai demandar maior pesquisa, a destinao. Afinal de que adianta separar se no conhecemos o processo como um todo? Para onde vai o nosso lixo depois que o lixeiro passa? Conforme conceitua artigo da revista nova ESCOLA, agosto/ 2001.

"Reduzir - consumir menos fundamental. Hoje, o Brasil produz 88 milhes de toneladas de lixo por ano, cerca de 440 quilos por habitante;

Reutilizar - impossvel reduzir a zero a gerao de resduos. Mas muito do que jogamos fora deveria ser mais bem aproveitado. Potes e vasilhames de vidro e caixas de papelo podem ser teis em casa ou nas indstrias de reciclagem. E o destino de restos de comida, como cascas e folhas, tinha de ser com a compostagem; Reciclar o 'erre' mais conhecido sinnimo de economia de meteria-prima calcula-se em 5,8 bilhes de reais por ano o total que o Brasil deixa de arrecadar com materiais reciclveis". ( Revista Nova Escola, agosto 2001, p.16-17).

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Elas devem ser o fio condutor tanto de um trabalho escolar quanto de uma proposta de logstica. Afinal, se queremos participar devemos conhecer a fundo o processo de nossa cidade. No existem respostas universais. Dessa forma, no existe um sistema de coleta seletiva que possa ser considerado universal e aplicvel a toda e qualquer situao. Cada caso um caso, cada cidade tem a sua peculiaridade e as questes condicionantes devem ser minuciosamente estudadas antes de escolhermos este ou aquele desenho de logstica de coleta seletiva. Muita gente ainda pensa que a lata de lixo um lugar mgico que faz desaparecer, como uma varinha de condo, aquilo que jogamos fora, que no precisamos mais. Basta observarmos as reportagens na imprensa sobre o problema dos lixes e aterros sanitrios, para constatar que preciso fazer alguma coisa j, agora. Porque amanh pode ser tarde demais. O primeiro passo "reciclarmos" o conceito que temos de lixo, deixando de enxerg-lo como uma coisa suja e intil em sua totalidade.

Reduo do material enterrado ou jogado a cu aberto, evitando-se a poluio do ar, terra e gua. Reduo da extrao de recursos naturais que muitas vezes no so renovveis, como o petrleo. Reduo do desperdcio. Reduo do depsito de lixo em lugares clandestinos. Reduo do consumo de energia na produo. E gerao de renda, atravs da incluso social e da comercializao dos reciclveis, entre outras. A melhor forma de cuidar da natureza e cuidando tambm do nosso lixo. "O lixo tudo que se joga fora aps a limpeza e/ou varredura de casa, rua, etc.; entulho; coisas inteis, sem valor; lugar sujo, falta de asseio". (XIMENES, 2000, p. 545).

Scarlato e Pontin relatam que:

Mantidas as atuais prticas e taxas de explorao de recursos naturais de crescimento de produo e consumo, no h dvida de que o planeta terra no ter condio de manter a homeotase que garante os atuais padres de qualidade de vida nas cidades. Alguns sinais parecem j antecipar o que nos aguarda: a escassez de gua potvel, comprometimento acentuado da qualidade nas grandes metrpoles, a poluio co o lixo domstico, o que vir a debilitar a sobrevivncia de reas verde- bosque, parque e at mesmo prejudicar a arborizao das vias pblicas e a obteno de gua, tanto para finalidade industrial quanto domestica. (SACRLATO e PONTIN, 1999).

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Lixes, aterros sanitrios, incineradores, usinas de compostagem e de reciclagem. Eis alguns destinos dos resduos slidos que descartamos. Todas essas formas de disposio do lixo oferecem prs e contras para o ambiente. Os lixes, embora de baixo custo, expem os dejetos a cu aberto. Sua estrutura precria permite a disseminao de baratas, ratos, pernilongos e outros animais transmissores de doenas como leptospirose, febre tifide e micoses. Alm do mau cheiro, a decomposio de materiais orgnicos exsuda um lquido cido conhecido como chorume, que pode penetrar o solo e contaminar lenis freticos (veja infogrfico). Os aterros sanitrios so instalaes mais seguras, pois pressupem a proteo do subsolo pela colocao de uma enorme manta plstica impermevel sobre o terreno onde ser posto o lixo. Canaletas fazem escorrer o chorume e pequenas chamins liberam o gs metano, fruto da decomposio promovida por bactrias anaerbicas. Os detritos so dispostos em camadas que se alternam com camadas de terra e no ficam em contato com o ar. A manuteno dos aterros cara e h o desperdcio de metano e de lixo potencialmente reciclvel. Os incineradores reduzem em mais de 90% o volume do lixo e o calor da queima pode ser convertido em energia trmica. No entanto, os modelos antigos emitem gases como dioxinas e furanos, comprovadamente cancergenos. Os ambientalistas recusam o argumento de que so confiveis os filtros instalados nos equipamentos mais modernos. Usinas de compostagem transformam o resduo orgnico em adubo. O produto, dependendo da composio do lixo, pode ter um alto teor de metais pesados, substncias txicas que contaminam o solo e impregnam plantas. Uma vez consumido por animais herbvoros, o veneno das plantas pode chegar nossa mesa. Usinas de reciclagem processam uma parte do lixo, que viram novos artefatos.

Veja a seguir algumas fotos tiradas das ruas da cidade de Amarante, - PI onde as pessoas jogam lixo em meio s vias pblicas. O lixo algo que juntamos para vrios fins e neles esto a reciclagem ou mesmo o reaproveitamento com o as sacolas plsticas por exemplo que muitas vezes servem para vrias outras utilidades em casa. Outro exemplo comum a utilizao das garrafas pet de refrigerante para guardar sementes como feijo e outros tipos de alimentos e at mesmo como reservatrio de gua. Veja as fotos a seguir e logo abaixo sua identificao, mostrando como o desperdcio e o mau uso do lixo na cidade de Amarante PI.

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FIGURA 1 - O nylon leva mais de 30 anos para a natureza decompor , as embalagens longa vida e plstico embora sejam considerados materiais reciclveis, ainda no existem tcnicas que permitam a reutilizao plena. O PET pode ser transformado em fibra para roupas.

O plstico demora mais de 100 anos para se decompor.

Figura 2 - Borracha: tempo indeterminado Figura 3 Metal dura mais de cem anos para se decompor.

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Concluso

Ao escolher o tema "lixo: uma responsabilidade social no meio em que vivemos", os motivos encontrados para abordarmos este tema, foram muitos um deles foi a falta de compromisso da sociedade em est buscando caminhos para cuidar do meio em que vivemos, o que mais nos motivou foi o fato de termos visitado o lixo da cidade, totalmente exposto, a cu aberto, onde seres humanos, moscas, baratas, urubus, mosquitos e ratos, alm de inmeras bactrias, disputam pela sobrevivncia. E na cidade o desrespeito da populao em deixar restos de lixo de suas residncias fora na calada e at mesmo no meio da rua como mostra as fotos em anexo. Verificou-se, em visitas s escolas, municipais da cidade de Amarante, que no existe um trabalho de conscientizao no ambiente escolar, no que diz respeito a prtica de se colocar o lixo em recipientes prprios, uma vez que foi notria a atividade de se jogar o lixo nos corredores (principalmente papel), enquanto que, os recipientes especficos para o acondicionamento desse lixo, eram ignorados por alunos, alguns professores e funcionrios. Portanto, a frmula mais prtica de se resolver equao dos 3R's consiste em ensinar a poupar o planeta para que no haja uma catstrofe ecolgica devido ao acmulo de tanto lixo em locais indevidos, e isso s ser possvel com a conscientizao das autoridades e comunidade em geral sobre a importncia da reciclagem, bem como a prtica do reaproveitamento desse lixo.

Precisamos ter conscincia do que o lixo representa em nossa vida, e de quanto o lixo no tratado constitui agresso ao meio ambiente. Podemos fazer a seleo do lixo em nossa prpria casa. Alm de diminuir a quantidade de resduos nos depsitos de lixo, que interferem no meio ambiente, o reaproveitamento e a reciclagem representam economia, gerando empregos e renda para a cidade e para o pas como o Brasil, que um pais em desenvolvimento. No podemos simplesmente parar de pensar que as atuais reservas naturais de muitos materiais iro um dia se esgotar em breve e que devemos sempre est pensando na natureza que aos poucos est a perecer e tudo isso pelo simples fato de os seres humanos no estarem preocupados em cuidar do meio em que vive.

Lavoisier (1743-1794), "na natureza nada se perde, nada se cria; tudo se transforma."

REFERNCIAS

FIGUEIREDO, Paulo J. A Sociedade do lixo Os resduos, a questo Energtica e a Crise Ambiental. Editora UNIMP.

Revista Nova Escola, 2000. Coleo Meio Ambiente. Coleo a Embalagem e o Ambiente p- Tetra Pak Ps.

SCARLATO, Francisco Capuano; PONTIN, Joel Arnaldo. O ambiente urbano. So Paulo: Atual, 1999. ( Srie Meio Ambiente).

XIMENES, Srgio, 1954 Dicionrio da Lngua Portuguesa / Srgio Ximenes. 3. Ed. Ver. e ampl. So Paulo: Ediouro, 2001, p. 545.

Web grafia

www@lixo.com.br

LIXO: UMA RESPONSABILIDADE SOCIAL NO MEIO EM QUE VIVEMOS


Por: Maria Edilene Vilarinho

Perfil do Autor

(Artigonal SC #3162698)

Fonte do Artigo - http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/lixo-uma-responsabilidade-social-no-meio-em-que-vivemos-3162698.html
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