Quando a equipe (ou o colaborador) não pega nem no tranco
Quando a equipe (ou o colaborador) no pega nem no tranco
Outro dia conversava com um amigo sobre generalidades e nestas horas que surgem as conexes entre o lado pessoal e o trabalho. Pode parecer piada mas no trabalho falamos do lado pessoal e fora dele (do trabalho) falamos nele (o trabalho). A vida assim mesmo...Ele me dizia da incapacidade de fazer toda a equipe se integrar com foco num s objetivo que princpio parece ser incapacidade do
lder em fazer isso acontecer. Nem sempre!
Manter a equipe motivada nem sempre fcil, mais difcil ainda fazer todos sonharem o mesmo sonho. Cada um de ns tem seus sonhos prprios e sua vontade de direcionar a carreira de forma diferente. Pense naquele profissional que faz muito bem as suas tarefas mas que no vai alm disso. No se empolga com qualquer atividade e sequer pensa em sair do patamar onde est. Pensou? Para os tempos de hoje pode parecer quase inaceitvel, mas olhe na sua empresa e veja se existe este personagem. Com certeza tem! E aquele que faz tudo certo mas direciona os resultados voltando-se para seus objetivos pessoais (s vezes conflitantes com o foco da empresa ou da gerncia ou at da superviso)? D para enumerar vrios exemplos que tomariam estas pginas e este no o objetivo maior. O foco aqui em esclarecer que muitos fatores so empecilhos para a substituio de algum que no se encaixa "exatamente" no perfil de trabalho desejado, em alguns casos estas divergncias s aparem tempos depois que o colaborador (agora nem to colaborador) comea a demonstrar os seus sonhos ou vontades. Administrar todo este conjunto no fcil. O bom desempenho demonstrado serve como ncora para aquele crculo: ouvir, treinar, motivar, criar novas perspectivas, etc. Tudo isso seria feito pelo prprio "chefe", o que torna tudo um pouco mais difcil. Em muitas empresas no to fcil passar por todo este processo de uma forma rpida e eficaz. Nmero reduzido de pessoas, muitas tarefas a serem executadas, falta de capacidade tcnica, so apenas alguns aspectos que devem ser considerados como empecilho a um resultado rpido. H ainda que se considerar que o prprio colaborador tem uma dificuldade de mudar seu comportamento (mudana algo que todos ns concordamos porm somos muito mais de ficar do jeito que est e esperar para ver no que vai dar).
J nas grandes corporaes estes mesmos fatores seriam tratados de uma forma um pouco diferente onde profissionais especializados fariam todo o trabalho de recuperao daquele colaborador perdido ou eles seriam descartados e substitudos com mais facilidade dando oportunidade a outro.
Qual o certo ou o errado neste jogo? Insistir na recuperao ou simplesmente descartar? O que se perde e o que se ganha? Sob a tica do desenvolvimento humano, todos tm algumas chances de recuperao ou re-integrao e a entra em jogo o
tempo que implacvel e imbatvel nesta jornada. Investir pode consumir boa parte do tempo que j escasso. Certamente uma vitria dupla quando h re-integrao ou re-alinhamento de direo ou foco. Tem-se o sabor amargo do recomeo sendo adocicado suavemente, dia aps dia, at o ponto certo em que podemos provar novamente com deleite as iguarias dispostas em nossa mesa. Uma vez compreendida a lio, tudo o que devemos fazer celebrar as novas conquistas em grupo. H, porm, um lado sombrio e muitas vezes frio que a demisso (s vezes mais doda para quem demite do que para quem demitido...). Insistir deve estar relacionado h um tempo especfico e a uma conversa franca com o colaborador para que j neste princpio haja uma orientao clara sob o ponto de vista do administrador. No estou falando de ameaa sob qualquer hiptese! Estou falando de conversar abertamente deixando alinhadas as novas perspectivas e expectativas para que o foco surja novamente. Nem sempre esta conversa to fcil quanto escrever sobre o assunto.
Para fazer funcionar um carro com falhas de motor de arranque certamente precisamos empurr-lo caso contrrio ele no vai sair do lugar, porm muito importante que na primeira oportunidade levemos este carro a uma oficina para seu reparo, caso contrrio, na prxima vez que tivermos que parar, vamos precisar empurr-lo novamente e isso no nada bom pois provoca desgastes fsicos e emocionais que s tendem a piorar a situao. bem melhor parar na oficina e fazer o reparo.
Na sua empresa isso no acontece? Nunca aconteceu? Ou ser que voc estava distrado enquanto tudo isso ocorria. O mais importante tomar a deciso o mais antecipadamente possvel para que o desgaste inicial no torne a ferida incurvel.
Bom... e se ele (o carro) no der reparo? Ento melhor partir para outro seja vista ou financiado.
Boa Sorte na sua prxima aquisio.
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