Technoman? ou o Homem festim
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Technoman? ou o Homem festimO advento tecnolgico e todo arsenal disponvel pelo conhecimento cientfico e humano acumulado suscitam muita curiosidade e perplexidade, sobretudo por parte daqueles que no dispem do mnimo contato com os princpios e procedimentos cientficos aplicados, sejam em que campos se notem. A eminncia efetiva da cincia desmistifica de um lado ao explicar uma srie vasta de relaes outrora relegadas superstio pelo estranhamento e indeterminao causal a propulsionar as imaginaes mais fabulosas e as fantasias mais delirantes. A tecnologia autonomizada mostra-se presente no cotidiano de tal modo que os avanos mais significativos da cincia mantem-se restritos num uso estratgico entre segurana, monoplio, e polticas reclusas dos Estados contemporaneos.
A cada insero de uma novidade tecnolgica o impacto ressoa e gera epifania aos mais incautos. A religio, visto que fundada no mito e na iluso, em pressupostos indemostrveis, dogmtica, achata-se frente a Razo eficiente, da cincia, como entedimento e manipulao do mundo. Demandas emotivas da iluso vital que mantinha-se circunsrcita ao domnio da religio continuam sua presso subjetiva logrando um aporte suficiente que possa estancar esse vo evasivo das angustias do sujeito. O fetichismo que consta de uma das extremidades da relao religiosa sofre deslocamento em cujo mago est uma substituio ocultada.
A tecnologia se aperfeioa como resultado do aperfeioamento das atividades humanas ao mesmo tempo em que serve de ferramenta esse aperfeioamento. Mas esse aperfeioamento s o conquanto uma disposio prvia do sujeito a se mostrar ad omini. Este sujeito aquele que se inclinar a cada ferramenta til a auxiliar seu aperfeioamento cuja resultante mantm o ciclo vital o aperfeiomento das atividades no produto dessas prticas. A tecnologia ambivalente como o sujeito. Ela, tecnologia, pode ser mesmo um veneno, uma mquina alienante a um indivduo acomodado, em vez de ajud-lo a melhorar sua vida com entendimento profcuo do mundo. Nessa inverso, o que causa visto como efeito, o produtor visto como produto, o homem malogra-se como mero efeito da tcnica.
A inteligncia que funda e promove a Cincia se confunde com ela, quando no aquela erroneamente vista como determinada por essa. Assim, a demanda ilusria da incria iludida v na cincia sua panacia prometica, e o fetiche religioso transfigura-se em fetiche tecnolgico, e exatamente por aqueles indviduos que nada entendem de cincia e que pouco ou nada tm que ver com sua produo! (Eu sou pela cincia).
A iluso religiosa se realiza como epifania ignorante numa projeo inadvertida sobre a cincia, esse fazer racional que acaba por ser involuntariamente receptculo ignominioso da pseudo-razo eufrica e jubilatria do fanatismo incauto. Por fim, a Cincia, sem querer, serve para irrealizar a Razo justo onde esta jamais parece ter existido, realizar o delrio mtico como precesso do mundo na tecnologia enquanto precursora do Homem. A Cincia pouco serve desrazo, serve seno como mstica ou pseudotranscendncia.
A cincia s desperta os que (j) esto acordados! A Cincia consegue explicar o mundo e vencer a ignorncia com o Entendimento, s no consegue ainda entender a ignorncia da ignorncia para venc-la! A cincia ainda ignorante sobre a Ignorncia! Precisaramos entender o Entendimento!
FELLIPE KNOPP,
Ateu
Postado porTHEORIKNDOXAS
Technoman? ou o Homem festim
Por:
FELLIPE KNOPPPerfil do Autor
Filho (natural)de William Knopp e Glria da Costa Knopp, e nascido na cidade do Rio de Janeiro, em 17 de Junho de 1983, o autor pode ser considerado um jovem intelectual de alta produtividade. Graduado em Comunicao social (Jor.), dedica-se reflexo terica nas diversas modalidades que compem a heterogeneidade de sua rea de interesse. Tem uma estreita aproximao com os temas e autores que discutem a vida social contemporanea, como Guy Debord, Baudrillard, Adorno, Horkheimer, Lyotard, e tambm psicanlise estrutural partir de Lacan. Knopp dedica-se tambmPoesiadesde a infncia (10 ou 11 anos), o que lhe confere uma produosignificativa, tanto do ponto de vista quantitativo quanto qualitativo (mormente), logra estabelecer uma concepo esttica prpria, mas comoresultado de um amadurecimento inetelectualconquantoinvestido ao fazerpotico. Produziu tambm alguns vdeos sobre questes atuais, como hiperrealidade, simulao, fetichismo, representao e tica, ponto de apoio fundamental s suas exegeses e anlises crticas. Fellipe Knopp autoafirma-se um ctico-libertrio e defende o juzo de que o conhecimento nose restringefronteiras profissionais ou "ideologistas", nem pode ser cercado de modo nominalista : "Cincia Razo aplicada, o que se estuda so relaes! O que se difere fundamentalmenteso os modos de tratamento!",atesta. O autordeclara-se heterossexual e ateu.
email(s) do autor:
knoppfk@gmail.com;
mr.knopp@gmail.com ;
fellipeknopp@hotmail.com(Artigonal SC #3380986)
Fonte do Artigo -
http://www.artigonal.com/educacao-artigos/technoman-ou-o-homem-festim-3380986.html
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