subject: PRECONCEITOS QUE DESAFIAM A ARTE [print this page] Um dos fatores que levam distoro em relao obra de arte o preconceito motivado pelo "novo" e a induo s opinies contraria a certas obras, principalmente por elas serem de agrado do grande publico. Existe uma irritabilidade por parte de alguns "intelectuais" de que quando o hermetismo est ausente e a informao captada com facilidade ela no possua contedo preciso. Como se a arte no pudesse evoluir presa as linguagens de "fcil" compreenso. A razo disto est na rejeio aos chamados materiais, instrumentos e suportes tradicionais em funo de outros mais modernos vindos com o desenvolvimento da tecnologia.
O artista iniciante na sua grande maioria busca o sucesso rpido e com isto no pretende em hiptese alguma passar por estgios necessrios para compreender a extenso da arte e familiariza-se com seus mltiplos exerccios. Um dos fatores que proporciona esta postura so os processos subjetivos adotados atualmente inclusive pelo mercado. Nada mais cmodo que esquecer as qualidades e voltar-se para uma linguagem sem profundidade, descartvel. Esta permisso surge mediante a um consentimento crtico que no desenvolve uma anlise mais profunda acerca da tarefa artstica, ora do momento em que h uma mostra, ou seja, o trabalho exposto deve haver opinies independes dos erros e acertos.
A criao, certamente utiliza-se de processos objetivo-subjetivo do artista e tem como fonte para o seu processo de linguagem alm da ideia que complementa o pensamento um aprendizado e tentativas criativas que podem ser mais complexas. Cabe, pois avaliar coerentemente os estgios que possam trazer tona tnicas que sirvam para avaliar a criao. Estas fases so mltiplas, interminveis e fazem parte de um mergulho na busca e sedimentao de identidades que completem o avano da qualidade e o embasamento esttico visual.
Vicente de Percia prmio Master de Literatura, crtico de arte, poeta, contista possui inmeros ttulos publicados. Em 2010 proferiu conferncias abordando a relao da palavra ativando a imagem e os sons. Direcionou para produo contempornea como escritores do ne de Ceclia Meireles, Florbela Espanca, Pedro Nava, Samuel Becket, Antonin Artaud etc. Publicou ensaiosliterrios, msica clssica,artes plsticas neste ltimo tem dedica-se avaliao do ps- moderno.Como artista plstico deu segmento os "Mandalas", visto como ncleo,inserindo-se em vrios atelieres e preservando seu estilo sem adotar um policiamento esttico, ou seja desterritorizando como classificou o crtico mexicanoJosMaria Mejhias emtexto em catlogo sobre sua obra.Em 2010 esta sua fase marcou presena em coletivas e leiles no Brasil e exterior. (Artigonal SC #3574045)