A sociedade me despreza,todos se afastam de mim chamam de trombadinha e muitas coisas enfim. trocam de governantes mais a vida sempre assim vivo na incerteza,no sei qual ser meu fim. durmo pelas caladas,pontes e viadutos hoje,sobrevivi porm,no sei se vou tornar-me adulto.quero fazer um pedido ajude-me por favor,no posso contar com ningum por isso sou o que sou,se a sociedade e as autoridades no fizerem nada,amanh ser muito pior pois simplesmente no tenho ningum ao meu redor, no me culpe pelo que sou pois, no me restou alternativa, meus pais me abandonaram,nem se importaram com a minha vida,meu colcho a calada, o cobertor o papelo,passam por mim mil pessoas mas nem uma estende a mo,quando me aprossimo pra pedir quem sabe um po, alargam as passadas apertam a bola no peito como se eu fosse um ladro.j nem sei por quanto tempo vou conseguir suportar,espero por um milagre, por mais dura que a vida seja no posso me entregar,pois a grande maioria de meninos como eu,fumam crack,cheiram cola,pra esquentar as noites frias, pra no v passar a hora esquecer a agnia, pouco pouco se vicia quando ver j se perdeu. passo fome sinto frio,convivo com o perigo me sinto completamente s,no sei o que um amigo queria ter a chance que tem tantas outras crianas. estudar,comer,brincar com nada mais me preocupar.sonho em ter uma famlia assim como tens a tua.Agradea sempre a Deus por no ser um menino de rua.
escreve poesias em linguagem popular,para que todos entendam o que esto lendo,at mesmo uma criana. tem como preferncia escrever em forma de poema coisas reais que acontece no dia-a-dia. (Artigonal SC #2921251)