subject: PRECISAMOS MUDAR NOSSO JORNALISMO " URGENTE" [print this page] Oh! Pobre jornal tu no s mais o mesmoOh! Pobre jornal tu no s mais o mesmo. Lembro-me que entrei na redao de um jornal, o diretor me pediu para fazer uma reportagem policial numa determinada delegacia, fui investigar, descobri que a reportagem que ele me pediu j tinha sido noticiada a dois dias atrs.; legal eu descobri o fato , o diretor gostou e me colocou como reprter policial ( foca linguagem jornalstica) a partir daquele dia, vejam fui buscar a noticia na sua origem, passei horas a fio tentando descobrir um caso passado. Para mim o jornalismo isso investigativo, descobrir a noticia, informar bem ao povo e acima de tudo ser tico., pois sua funo para informar ao povo . O jornalismo atual est fundamentado numa retrica dos filsofos sofistas "Por isso, Para se relacionarem com o mundo e com os outros humanos, os homens devem valer-se de um instrumento - a linguagem, para persuadir os outros de suas prprias idias e opinies. Scrates, Aristteles e Plato, foram contra as idias sofistas que criaram sua tica prpria ao mudar comportamentos. Como se pode observar, senso moral e conscincia moral so inseparveis da vida cultural, uma vez que esta define para os membros de uma cultura os valores positivo e negativos que devem respeitar e desejar ou detestar e desprezar. Para que haja conduta tica preciso que exista o agente consciente, isto , aquele que conhece a diferena entre o bem e mal, certo e errado, permitido e proibido. A pessoa moral , s pode existir se preencher as seguintes condies: " Ser consciente de si e dos outros, isto , ser capaz de reflexo e de reconhecer a existncia dos outros como sujeitos ticos iguais a si. Ser dotado de vontade, para controlar e orientar desejos, impulsos e tendncias. A tica do jornalista a mesma do cidado. O jornalismo participa da construo social, por isso entre vrios fatos apurados s alguns sero publicados ou veiculados, levando em considerao critrios com a caracterstica do veiculo. Suas rotinas de produo e a prpria presuno de quem o seu pblico. Portanto no tratamos a realidade objetivamente como alguns acreditam. No jornalismo, a objetividade no surgiu para negar a subjetividade, mas sim reconhecer a sua inevitabilidade. Seu verdadeiro significado est ligado idia de que os fatos so construdos de forma to complexa e subjetiva que no se pode cultu-los como expresso absoluta da realidade. Pelo contrario, preciso desconfiar desses fatos e propor um mtodo que assegure algum rigor ao report-los. Com esse esprito foram criadas as tcnicas do LEAD E DA PIRMIDE invertida na virada do sculo 19 para o 20. Elas substituram o jornalismo opinativo pelo factual, priorizando a descrio objetiva dos fatos. Mas, conforme deixou claro o jornalista americano WALTER LIPPMANN, que sistematizou essas tcnicas em 1920, no livro PUBLIC OPINION, "o mtodo que deveria ser objetivo, no o reprter".Vivemos numa sociedade onde as reportagens viraram manipulao da opinio publica As normas jornalsticas tem muito mais importncia do que preferncias pessoais na seleo e filtragem de noticias. A objetividade surge porque h uma percepo de que os fatos so subjetivos, ento podemos concluir que eles so mediados por indivduos com interesses, carncias, preconceitos e, inclusive ideologias. Nesse sentido inevitvel a existncia de batalhas ideolgicas nas redaes, mesmo que amenizadas por um conjunto de procedimentos profissionais. O bom jornalismo se caracteriza pela eficiente administrao e respeito tica. Palavra grega ethos significa aquilo que predominante nas atitudes e sentimentos dos indivduos de um determinado meio, mas tambm o esprito que move o coletivo. Ou seja, H sempre uma ligao vital entre o individuo e a comunidade, que haja mais respeito pelo publico e construam um bom Jornal.