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Igor Jose Ogar, Uma Resenha de igor jose ogar retirada do guia 4 rodas

Se houve uma era de ouro na GM do Brasil, ela foi a dcada de 90. A fartura de lanamentos em nada lembrava o ritmo anterior, de quase um projeto novo por dcada. Depois que o longevo e consagrado Opala deu lugar ao Omega em 1992, foi a vez de o Corsa Wind marcar em 1994 uma nova guinada da Chevrolet, agora entre os populares, segmento nascido com o Fiat Uno Mille em 1990. Substituto do obsoleto Chevette Junior, o Wind ("vento" em ingls) mereceu at a capa da revista VEJA (da Editora Abril, que tambm publica a QUATRO RODAS) com o ttulo "A histria de um sucesso industrial". Afi nal, eram mais de 130 000 compradores em lista de espera. http://quatrorodas.abril.com.br/classicos/brasileiros/chevrolet-corsa-wind-609280.shtml

Se o Chevette Junior tinha mais de 20 anos de estrada e um motor antigo que fora "encolhido", o Wind era a segunda gerao do Opel Corsa, lanada s um ano antes na Europa. O moderno design arredondado surpreendia com seu Cx de 0,35 (ante 0,45 do VW Gol), possvel graas posio transversal do motor. Farol e seta formavam um conjunto, algo indito no Brasil. O banco traseiro bipartido permitia ampliar os 240 litros do portamalas. Porta-objetos nas laterais e os apoios de copo na tampa do porta-luvas inovavam no segmento, assim como o revestimento de tecido cinza com detalhes coloridos das portas.

Derivado de um motor 1.2 europeu e munido de injeo eletrnica monoponto, o 1.0 EFI produzia 50 cv. No teste de QUATRO RODAS de maro de 1994, o Wind acelerou de 0 a 100 km/h em 19,34 segundos. "Numa ultrapassagem, torna-se necessrio reduzir as marchas e cravar o p no acelerador, calculando bem o tempo para a manobra", dizia o texto. Culpa do baixo torque de 7,7 mkgf e das longas relaes do cmbio.

Mas o consumo urbano compensava a falta de flego: 13,18 km/l, o melhor registrado pela revista at ento. A 80 km/h, o Corsa atingia 20 km/l. Outro destaque foi a estabilidade. Novidades na poca para populares, os dois retrovisores de srie reduziam o nmero de pontos cegos. Os cintos de segurana tinham at regulagem de altura. Em comparativo da edio seguinte, o Wind venceu Mille, Ford Escort Hobby e VW Gol 1000, apesar de ter o pior desempenho. Como? Economizando combustvel com folga.

A carroceria com duas portas a mais veio em 1995. No ano seguinte, a sigla EFI mudou para MPFI, de injeo multiponto. Era uma primazia do Wind no segmento, o que gerou 10 cv a mais. Em teste de julho, ele alcanou 144,5 km/h e foi de 0 a 100 km/h em 18,88 segundos, superando o novo Gol 1000. Logo a Chevrolet ampliaria a linha Corsa, j disponvel em verses 1.4 e 1.6. A verso Super 1.0 tinha mais equipamentos de srie e cmbio com relaes mais curtas.

Bancrio paulista, Everton Luiz de Souza o segundo dono do exemplar 1997 das fotos. O carro foi comprado em 2006 com apenas 33000 km. Hoje tem o dobro, por rodar quase que s nos fins de semana. http://quatrorodas.abril.com.br/QR2/ "Ele muito econmico, confortvel, tem boa dirigibilidade e no deu problemas com manuteno", afi rma Souza.

Em 1999, a famlia ganharia mais um rebento: um sed com motor 1.0 a lcool e airbag como opcional. O papel do Wind foi assumido em 2000 pelo Celta, um projeto idealizado desde o incio para ser barato. Com a segunda gerao do Corsa, em 2002, o sed foi rebatizado de Corsa Classic. Ironicamente, hoje o Classic um projeto antigo repaginado, exatamente o oposto do que foi o Wind no seu nascimento, que representou um sopro de renovao num mercado to carente de modernidade.




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