subject: " ESCOLA, EDUCAÇÃO, FAMÍLIA E SOCIEDADE " [print this page]
"ESCOLA, EDUCAO ,FAMLIA E SOCIEDADE"
A funo educacional da Escola tem sido destacada por sculos de relacionamento positivo com a famlia e com a sociedade. Pais e mestres tm sido os pilares da formao intelectual e moral de geraes de homens probos e competentes que dignificaram e honraram a Espcie Humana, iluminando com a sua inteligncia e honradez a poltica, as cincias e as artes. Nem preciso cit-los; pois, quem ainda no se alienou e possui, pelo menos, uma dzia de neurnios, tm na memria os nomes, os feitos, as imagens e os exemplos positivos e gratificantes daqueles grandes Homens. Lamentavelmente, eles se foram e pouco ou nenhum descendes deixaram.
Os prprios termos acima: "probos", "competentes" "honradez" e "moral" ; viraram palavres nestes tempos escuros e obscuros em que vivemos. A Escola tem tido um papel meritrio e muito decisivo na formao da personalidade do futuro cidado. Nos dias atuais, com as crescentes dificuldades da famlia, em que a me est to ausente do lar quanto o pai; cada vez mais se recorre s instituies de ensino, no s para capacitarem mais cedo os seus filhos para competirem com os filhos dos outros pais (todos ns nos tornamos rivais dos outros e de ns mesmos); como, para aliviar os pais do cansativo cuidado que a criao do homem requer, principalmente em um Pas carente de tudo. Assim, desde cedo, a escola interfere no indivduo, na famlia e na Sociedade.
Quando falo de Escola, Indivduo, Famlia e Sociedade; no me refiro a termos abstratos, como normalmente costumam falar os demagogos eleitoreiros e nos fantasiosos livros de escritores "bonzinhos", que querem agradar a todos. Quando falo neles, tenho em mente que Escola; aquela onde estudam o meu filho e o seu; Indivduo;sou eu, o vizinho,o colega o amigo, o parente, etc. A Famlia; a minha, a sua e, a nossa. A Sociedade a que me refiro; esta, na qual estamos inseridos, em que pesa nos ombros de cada um de ns, a responsabilidade dos acertos e fracassos (hoje, mais estes, que aqueles). Este esclarecimento importante porque, geralmente, quando se usa termos genricos, como: "povo", "sociedade", "pas", "nao" e outros; tendemos a nos distanciar dos significados prticos e humanos, como se no pertencssemos ao grupo de que falamos.
Agindo dessa forma, somos levados a deixar com os outros a resoluo de problemas que so pertinentes a cada pessoa e a cada famlia. A Escola se insere neste contexto dialtico. So os seus funcionrios, professores, diretores e proprietrios, como pessoas individualizadas num todo, que interferem na formao de cada um de seus alunos que so os nossos filhos; os futuros cidados, membros de uma Sociedade que exige deles honestidade, competncia, carter, etc., para sobreviver. No de se espantar que estejamos em franca falncia social, cultural, econmica e mental. Todas essas pessoas do meio educacional, acima citados, influenciam nossos filhos, nossas famlias e toda a sociedade, com os seus pensamentos, idias, virtudes, sentimentos e defeitos. Transmitem, incorporando ao educando, principalmente s crianas (as nossas), os modelos de comportamento que elas,mais tarde,iro atuar como cidados.
Ora, cada componente escolar e educacional recebeu e recebe, por sua vez, o condicionamento do meio em que viveu e vive. A Sociedade (ns, voc e os outros) sempre foi condicionada e condicionante. A nossa poca assustadoramente pior, devido a proporo gigantesca de estmulos negativos condicionantes que nos atingem, a cada segundo de nossa vida. O condicionamento negativo se tornou to comum que j no mais percebemos a nossa desestruturao fsica e mental. Acostumamo-nos, acomodamo-nos e no percebemos a nossa prpria decrepitude. H muito que estamos morrendo de carncia tica, moral e espiritual. Sou tentado a crer que os nossos ltimos representantes desses valores de firmeza, coragem diante do perigo, intrepidez e bravura; se foram com os nossos esquecidos "pracinhas" que lutaram e se imolaram pela liberdade, nos campos de batalha, na ltima guerra mundial. Muitas vezes somos levados a pensar e a agir, no de acordo com a nossa conscincia e conhecimento; mas, to somente, pela presso de interesses polticos,financeiros e comerciais; bem como, induzidos por grupos majoritrios, nem sempre sbios e competentes para to importante misso.
A televiso tornou-se o maior e mais intensivo veculo de condicionamento negativo, notadamente das pessoas mais novas. Raros so os pais que se preocupam com o que os seus filhos andam fazendo,lendo, vendo na televiso, no cinema e na Internet. Pelo contrrio, geralmente deixam-nos aos cuidados de terceiros, culturalmente inaptos e/ou dessa "bab eletrnica", que horas a fio, recebem estmulos negativos de toda espcie, moldando suas frgeis personalidades para o comportamento nocivo a si e, aos demais. Para venderem seus produtos, os comerciantes e a TV utilizam-se de todos os meios publicitrios condicionantes, afrontando e ridicularizando at os mais sagrados smbolos religiosos. Esses mercadores de iluso s respeitam mesmo os smbolos militares, por medo da reao destes. Tudo indica que os comerciantes e a TV temem mais os generais que a Deus; por saberem que o Criador mais benevolente e paciente com os seus filhos; mesmo com os perversos. Imaginemos o que gravam os crebros dessas crianas que passam horas diante de um televisor; so condicionadas at na alimentao! Sabe-se que os produtos alimentcios propagados e condicionados pela TV no so os naturais; mas sim, o que contrrio boa sade. Uma infinidade de produtos coloridos, bonitos e apetitosos, apresentados por pessoas fortes e bonitas por fora, em flagrante desrespeito Natureza. Substancialmente artificiais, eles enchem de fantasia as mentes, os olhos e os estmagos das nossas crianas (e de muitos adultos),cujas famlias iro,mais tarde, gastar dinheiro e preocupaes com dentistas, mdicos e psiclogos, no tratamento de suas insanidades fsicas,deformidades corpreas ,deformaes morais e mentais. Sem falarmos de inmeros outros tipos de condicionamentos no menos graves, que os exemplos da mdia nos impem, como a agressividade, a violncia e a sexualidade precoce e compulsiva. Voltemos interferncia da escola na formao da personalidade dos nossos filhos. Qualquer Instituio composta de pessoas e so elas que iro direcionar as regras de conduta e a finalidade dessa Instituio; obedecendo, claro, a proporo do poder hierrquico de cada um dos seus componentes. A Escola como qualquer organizao, se comporta de acordo com as regras, exigncias e presses exercidas por seu contexto social. E a nossa sociedade no vem sendo modelo de candura e virtudes para ningum; basta que acompanhemos os noticirios jornalsticos de cada dia. Agora, vamos imaginar uma famlia que seja mais conscientizada, mentalmente evoluda e culturalmente aprimorada que matricule o seu filho na poca adequada sua socializao e culturao. nesse estgio que vamos nos defrontar com um dos maiores problemas educacional, negligenciado pela maioria dos pais e educadores. Uma criana desse tipo, que esteja recebendo de seus pais uma educao moral, cvica, religiosa e alimentar ( o que rarssimo,hoje em dia) ; encontrar enorme resistncia contra todos esses seus princpios familiares positivos; no s por parte dos seus colegas,professores,supervisores e diretores; bem como, dos outros pais que, por ignorncia ou desleixo no cultivaram positivamente as mentes de seus filhos. Ao contrrio das pocas passadas em que o colgio moldava, positivamente, a personalidade infantil; em nossos dias ele vem se tornando, paradoxalmente, em iniciador e modelador dos maus costumes. Isto porque, no convvio escolar que a criana levada a se comportar, sob pena de sofrer represlia, de acordo com a maioria dos outros alunos que so criados por seus pais num autntico ambiente de permissividade, onde tudo pode e nada deve ser proibido; para no "causar danos" a esses futuros agressores sociais. Da que surgem muitos delinqentes que, gerados na falsa psicologia da liberalidade ou libertinagem, no tm limites nos seus comportamentos pblicos. Procure observar como se comportam nos ptios, recreio,caladas, nas sadas escolares e at dentro das salas de aula ! Veja a algazarra que fazem durante as aulas; como se vestem; o desacato, ameaas e agresses a professores; palavres, pichaes, depredaes, etc. Se olharmos os alunos da maioria das escolas pblicas; veremos que estamos fritos em gordura "trans"! Quem mora perto de alguma e tiver, ao menos, uma dzia de neurnios; entender o que estamos dizendo! Note os danos que causam ao meio ambiente! Infelizmente, no incio da escolaridade e no que deveria ser a sua socializao, que a criana tomar conhecimento e se familiarizar com os palavres, grias, palavras chulas, desobedincia, vcios, desrespeito a tudo e a todos e com os alimentos artificiais. Por mais que pais cuidadosos e responsveis queiram evitar que seus filhos sigam os maus exemplos dos colegas de escola; no conseguiro livr-los das conseqncias que sofrero no futuro; fruto da criao e imaturidade dos outros pais. Na escola, os filhos imaturos dos pais imaturos, repetem as palavras, cenas e exemplos que vem na TV, nas revistas, vdeos e palavreados que escutam nas suas famlias desestruturadas. Ento, desde cedo, "brincaro" de esmurrar, chutar os outros, gritar, "ficar", beijar e "sexuar"; sob os olhares modernistas, permissivos e libertinos de todos, inclusive de seus pais; que at aplaudiro, com orgulho, os "ensaios" precoces de erotismo,vulgaridade e agressividade de seus "rebentos"(palavra bem apropriada para defini-los; pois, que iro,de fato, se arrebentar e arrebentar os outros ( vide o comportamento dos "moykanos" ao sarem de um jogo de futebol ou em algum baile "fank", "fenk", "fink", "fonk" ou "funk" !). Quanto aos meninos; seus pais se orgulharo das "estripulias" que faro com as filhas dos outros. Enquanto isso, os pais destas filhas, vtimas desses coleguinhas erotizados precocemente pela TV,filmes,vdeos,internet,etc., e por suas famlias "liberais"; tambm iro sofrer, quando suas filhinhas, tambm erotizadas precocemente pelos colegas e por estes pais, chegarem adolescncia, cheias de problemas psicossomticos. Um pequeno exemplo disso serve para enfatizar o dilema : na clnica, tratei de uma dessas meninas, com 16 anos, trazidas por seus pais, pelos motivos de tentativas de aborto e de suicdio;depresso, distrbios psicossomticos e outros. Este um caso clssico que ocorre, aos milhares, em nosso Pas, decorrentes dos fatores que procuramos mostrar neste Trabalho. Enquanto esses pais se orgulham da "macheza" de seus filhinhos; os pais das menininhas, vtimas dessa "macheza", sofrero com elas as conseqncias mentais e materiais do erotismo precoce. As crianas que levam merenda natural(frutas,sucos,etc.) so discriminadas e ridicularizadas pelos demais,recebendo crticas dos colegas; o que leva os seus pais a cederem, diante das presses, fruto da inconscincia dos demais. Sabemos que no existem culpados. Nem os professores,nem o colgio e nem mesmo os pais imaturos; j que no desejam,conscientemente, a runa de seus alunos e filhos. Pelo contrrio, todos eles almejam a sade e o aprimoramento psicofsico das crianas. O que acontece que todos pressionam entre si; nesta Sociedade exteriorizada e artificialmente competitiva. No se trata de uma competio sadia; como por exemplo, para ver quem descobre um antdoto contra a fome ou um remdio que sane a violncia de seus filhos; ou mesmo a cura do cncer! Mas; o que se v uma competio doentia e perversa que se contenta em disputas vazias, ocas, nulas e inconseqentes como: quem tem mais e melhores casas e carros; quem mais bonitinho ou bonitinha; quem se veste melhor e mais caro;quem tem o "topete" mais alto e espetado; quem tem o "traseiro" e a "dianteira" mais recheada; quem manda mais em que, e em quem; enfim, o reinado da Iniqidade ! Todos so algozes e vtimas de si mesmo. Muitos pais, por comodidade e ignorncia preferem colocar nas merendeiras dos seus filhos alimentos j prontos, empacotados, enlatados e engarrafados, pois requer menos trabalho e raciocnio que os alimentos naturais e caseiros. Muitos deles so vtimas da falta de conhecimento dos valores nutritivos dos mesmos e sobre a prpria sade fsica e mental; prejudicando os seus filhos e a si mesmos. , justamente isto que a direo dos colgios argumenta, quando questionada por algum pai mais conscientizado. A Escola sofre presso dos pais inconseqentes (a maioria) e alienados quanto educao e alimentao dos seus filhos. Creio que todos os professores e diretores de colgio gostariam de lidar com crianas fsica e mentalmente sadias, educadas e nutridas, filhos de pais conscientes e maduros, que dariam menos trabalho, prejuzos e responsabilidade. Sabemos que isso est cada vez mais difcil de encontrarmos, pois a famlia, com poucas excees, perdeu a capacidade de criar e modelar homens ticos, cidados responsveis e honrados. O colgio, assim como os polticos,governantes, autoridades, pais ou qualquer Instituio, representa o contexto social; o momento histrico em que se situam. Ns os merecemos, por pior que sejam e se comportem; assim, como eles nos merecem. No estou insinuando que devemos ficar omissos, acomodados ou subservientes diante das exigncias ou presses descabidas de outrem! Uma s pessoa que reage contra a injustia e a insanidade dos demais; valer muito mais que milhes de acovardados,ignorantes,acomodados e omissos.