subject: Na reta final [print this page] NA RETA FINAL NA RETA FINAL
Estamos s vsperas das eleies. Estamos por decidir quais sero os nossos prximos representantes e governantes, depois de termos recebidos tantas e tantas informaes, positivas e negativas, dos candidatos e dos que esto nos bastidores construindo as pginas de cada um deles.
Nas conversas com os amigos e conhecidos temos tido a oportunidade de saber o que leva cada um deles a escolher tal ou qual candidato. Sempre na maioria a seleo se d como produto da amizade, da simpatia ou da esperana. sempre o emocional conduzindo o racional, sem nos preocuparmos com as conseqncias desses mpetos da alma.
Depois, anos depois, estaremos sempre a reclamar deles, tendo eles muitas vezes at atendido os nossos pedidos e interesses. quando chega novamente a oportunidade de nos pronunciarmos efetivamente e, mais uma vez, os reconduzimos para mais adiante novamente nos queixarmos decepcionados.
preciso que todos entendam que eles esto l porque l os colocamos para cuidar dos nossos interesses, no para fazerem valer os interesses deles. Se eles no vierem a corresponder com as nossas expectativas, preciso que tenhamos a coragem de dizer-lhes no aos seus desejos de l permanecerem. No foram cumpridores dos compromissos que conosco assumiram e, portanto, no podem merecer a nossa confiana nem nossa misericrdia de mais uma chance.
O requisito mnimo que eles tm que atender o de serem livres e de bons costumes. Como tais, facilmente eles cumpririam os compromissos, porm, as tentaes so tamanhas, sem contar a m ndole de vrios deles, que suas condutas se tornam condenveis, afundando-os em mar de lama.
Nossos juzes tiveram a oportunidade de brecar os fichas-sujas da vida e faltou-lhes coragem para isto. Decidiram por no decidir, repassando-nos suas obrigaes. Ao agirem assim, faltaram com o compromisso da defesa constitucional, favorecendo aos candidatos descompromissados conosco para l retornarem ou chegarem por via oblqua, fazendo-se representar por seus cnjuges, parentes ou amigos interesseiros. Atravs destes continuaro no exerccio do poder ou do mandato.
Estamos pagando um preo muito alto por essa desdia, que ainda poder nos amargar com juros elevados de sofreguido. No possvel que a maioria esmagadora dos cidados brasileiros no reaja a to lamentvel desacerto. Pela falta de coragem de um relevante rgo do Poder Pblico, teremos que separar o joio do trigo, correndo o risco do joio permanecer por artifcios inteligentes, porm, malvolos.
De igual modo, corremos o risco de elegermos falsos lderes, que escanchados nos cavalos que os conduziram at agora, se aproveitam dos seus galopes para se dizerem continuadores da corrida. Se l chegarem, de certo daro continuidade ao desmanche da carta maior de nosso ordenamento jurdico, j tantas vezes ameaada sem que ningum com fora e legitimidade se alevante para dar-lhe combate.
O povo de novo est sendo massa de manobra dos que se dizem seus defensores e, incauto, haver de amargar desastroso futuro. Contrariamente, preciso subir a serra do discernimento para que tenhamos dias futuros melhores, livres, igualitrios e fraternos.