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O docente do ensino superior: As relaes interpessoais e o Multiculturalismo

Wagner Guimares Santos

MBA em anlise, projeto e gerncia de projetos de sistemas

Resumo: Este texto mostra a compreenso de como o docente do ensino superior formado, como as relaes interpessoais ajudam no desenvolvimento do seu trabalho e como ligar com o multiculturalismo.

Palavras Chaves: Relao interpessoal, ensino superior, Multiculturalismo, docente, harmonia, cultura

Abstract: This text shows an understanding of how the teaching of higher education is formed, such as interpersonal relationships help in the development of their work and how to connect with multiculturalism

Key-Words:

Interpersonal relations, higher education, multiculturalism, teaching, harmony, culture, living together, working environment, open relational

1. Introduo

Ao longo dos tempos tnhamos os professores como o centro da educao e do saber. Muitos assim como os prprios tinham e davam exemplos de docentes que dotado do saber viam os alunos como pessoas ignorantes que no tinham perspectiva suficiente de aprendizado.

Ao longo deste texto conheceremos algumas caractersticas de nossos docentes e como as relaes interpessoais e o multiculturalismo mostram um novo docente do ensino superior.

1. O docente e suas relaes interpessoais

Sabemos que o homem fruto do meio em que vive sendo regulado por necessidades bsicas que podem ser motivadas ou no: As necessidades fisiolgicas, psicolgicas e auto-realizao; como investida para atingir o prprio potencial de auto-desenvolvimento.

O professor no diferente, uma vez que uma derivao do ser humano, ou seja, recebe a caracterstica do homem com uma classe[1]passa suas caractersticas para uma subclasse.

O professor pode motivar o aluno tanto quanto o discpulo pode motivar seu mestre atravs de uma relao interpessoal, visando o crescimento do mesmo. Cada pessoa pode ser motivada atravs de diversas necessidades e cabe ao educador captar e trabalhar isso no aluno, como Gil diz: " motivador: Ele confia em sua habilidade para fazer a diferena na vida dos estudantes e implacavelmente pressiona e persuade os estudantes a manter o comportamento e as expectativas no nvel mais alto possvel".

As relaes interpessoais se valem do bem estar de uma rede de relacionamento cujo autor principal o prprio ser humano, no caso em particular do ensino podemos nomear alguns participantes tais como: alunos, docentes, pais e afins. Para que a relao interpessoal do professor seja bem sucedida, alguns aspectos devem ser preservados como: a convivncia no meio de trabalho, a abertura relacional do aluno para com o docente, harmonia intelectual do professor.

O docente deve ser valer de inmeras interaes para que a relao aluno-professor seja a mais bem sucedida possvel, uma vez que no havendo afinidade entre ambos a assimilao dos alunos ficar prejudicada.

Convivncia no meio de trabalho.

A convivncia no meio de trabalho deve ser a melhor possvel, sejam elas imobilirias e sociais. A imobiliria referencia pelo local em si de trabalho (Instalaes, mveis, decoraes etc.). No tocante ao social presumido que o ambiente social deva ser levado pelos lderes com um ambiente amigvel, onde as pessoas tenham a certeza que sero ajudadas pelos seus colegas de trabalho em alguma dificuldade do dia-a-dia, deixando em segundo plano ao valor comercial da profisso.

"Evidentemente, se tais elementos forem precrios, ningum trabalhar com moral elevado. Conforme a natureza do trabalho exigir-se- uma luminosidade, uma temperatura, um grau de umidade diferente, o que tambm dever estar de acordo com a regio onde se trabalha e a poca do ano." (Magalhes, p. 51)

b. Abertura relacional do aluno com o docente

Muitas vezes temos conhecimento de que o aluno no entendeu o contedo da matria, por mais que o professor se esforce. Ser que o defeito est no professor ou no aluno cuja suas angstias so trazidas para a sala de aula, deixando o aluno, ainda que sem perceber, que seus problemas interfiram na assimilao do contedo programtico?

Sabemos que o aluno tem problemas e que os trazem para a escola refletindo em suas notas, freqncia, cumprimento de prazos e relacionamento, a que o docente deve ser valer do atributo de conselheiro que sem dvidas nenhuma um dos atributos de excelncia do professor universitrio.

"Assim cabe ao professor atuar como conselheiro, ajudando os alunos na identificao das causas de problemas e no reconhecimento da necessidade de mudar. O aconselhamento refere-se no apenas s questes relacionadas disciplina que o professor ministra, mas tambm com a promoo de valores democrticos e com prtica cidad." (Gil, p. 25)

A personalidade tambm tem uma influncia nas relaes interpessoais entre alunos e docentes, vrias pesquisas vem confirmando, mesmo que impricamente, que so herdadadas geneticamente mas que podem ser moldadas com projetos desenvolvidos pelos educadores. Celso Antunes diz em 16 facciulo: "... cabe indagar se a personalidade do aluno, certamente elemento importante neste trabalho, deve algo hereditariedade ou dependente do ambiente e, portanto, transformvel pela educao. (p.17)".

Ainda assim o docente no deve desistir porque um aluno possui uma personalidade forte ou que sobreponha dele, visto que no mesmo fascculo ele diz que: "Cabe ao professor, com pacincia, personalidade, persistncia, objetividade e conhecimento, sobretudo, se trabalhados desde a infncia, silenciar desejos de ferocidade." (p.19)

c. Harmonia intelectual do professor

de bom tom que o docente esteja permanentemente munido de informaes em relao ao assunto que ministra no subestimando o conhecimento do aluno, assim como uma cozinheira quando faz um jantar, ainda que sem vista para a receita, sempre busca agradar o paladar do patro ou do cliente.

O segundo Paulo Freire "No h ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. (p.29)" isso significa que o professor moderno deve est constantemente pesquisando e se atualizando para dar um ensino de qualidade.

A harmonia intelectual do professor no d espao para os professores auto-suficiente, cujas ideologias giram em torno de si mesmo. Parte do princpio que a harmonia seja adquirida no s atravs de tcnicas de ensino, mas tambm por um bom planejamento disciplinar e de uma troca interpessoal professor-aluno.

2. A arte de ensinar

Um dos primeiros passos para que o docente possa ensinar se mostrar um aluno crtico, observador e pesquisador j que em suma, sua profisso possui uma inesgotvel fonte de discente querendo testar seus conhecimentos.

"No h ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que-fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo, educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda no conheo e comunicar ou anunciar a novidade." (Freire, p29)

A pesquisa faz parte da vida do docente moderno para que o mesmo tenha respeito pelos estudantes, uma vez que o docente um eterno estudante. O respeito vem de um profundo censo critico, pois ao fazer crticas, desenvolve-se a necessidade de evidenciar a favor ou contra o que se est propondo.

"Saber o que ensinar no transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua prpria produo ou sua construo." (Freire, p.47). O docente ao entrar na sala, neste caso, deve est preparado para todos os tipos de questionamento, curiosidades entre outras coisas que o aluno possa oferece, tudo porque o compromisso do docente de ensinar e no para uma simples transferncia de conhecimento.

Alm de o docente ser um pesquisador, de saber ensinar, tambm dever ter segurana, competncia profissional para que os discentes no se sintam prejudicado em seus conhecimentos.

O professor que no leva a srio sua formao, que no pesquisa, que no se esfora para estar altura de sua turma, segundo Paulo Freire "... o docente no tem fora moral para coordenar as atividades de sua classe." (p.92). No ponto continuativo Paulo Freire ainda diz que "Isto no significa, porm, que a opo e a prtica democrtica do professor ou professora sejam determinadas por sua competncia cientfica." (p.92), mas que ao analisar chega-se a concluso que a incompetncia profissional desqualifica a autoridade do professor.

A arte de ensinar no est presa somente as qualificaes do docente, mas tambm nas propriedades que lhe peculiar tais como: administrador, especialista, aprendiz, modelo de professor, facilitador de aprendizagem, assessor do estudante, conselheiro entre outros. (Gil, 2009).

Em suma, o ensinar um ato divino que se perpetua de gerao em gerao, desde quando o mundo mundo, onde nossos antecessores transferiram conhecimentos atravs de seus descendentes at nossa gerao.

3. O docente e o multiculturalismo

O conceito de cultura utilizado atualmente foi definido por Edwrd Tylor no vocbulo ingls culture: "... que considerado em sua acepo ampla etnogrfica abarca todo o contexto de conhecimento, crenas, arte, moral, leis, costumes ou qualquer habilidade ou tradio adquirido pelo homem como elemento de uma sociedade." (Cristiane Machado, p.18)

O Brasil, formado por vrios povos, constitudo por vrias culturas e muitas das vezes dividem o mesmo espao, ou seja, colnias que divergem nos seus costumes, tradies e crenas disputando o mesmo emprego, freqentando o mesmo elevado etc.

Como conseqncia dessa diferena cultural, o docente precisa est atento a marginalizao cultural estabelecida pela cultura dominante. Sabemos que a cultura dominante tende a estabelecer padres e muitas das vezes, sobrepondo atravs da fora fsica ou psicolgica.

O docente de hoje precisa est prevenido contra esses eventos e transformar as mais diversas culturas, dentro de sala, objeto de estudo para os prprios alunos, transformando-os em alunos multiculturais, ou seja, alunos que respeitam e faam respeitar suas crenas e costumes.

Segundo Cristina Machado "os professores devem sempre aproximar o contedo a ser transmitir e a realidade de seus alunos e no submeter explicao didtica a sua experincia de vida particular ou limitar-se a ser meros repetidores da engrenagem do ensino." (p.27)

Dessa forma, possvel evitar a debandagem escolar, com prtica de "matar aulas", da reprovao em massa entre outras aes que prejudicam o progresso educacional de uma sociedade.

Hoje no h espao para professores com deficincia cultural, ou seja, preciso que o professor tenha conhecimento considerado de algumas culturas, principalmente dos locais onde ministram suas aulas. Porque segunda Cristina Machado "Atravs da cultura podemos descobrir os problemas que as crianas provenientes de lares marginalizados enfrentam nos momentos de conflito entre padres culturais. (p. 29)

4. Consideraes Finais

O texto acima descreve em sntese, no como uma receita de bolo, mas como uma viso de como as relaes interpessoais e o multiculturalismo pode auxiliar no desenvolvimento do docente do ensino superior. Uma vez que conseguindo adequar a harmonia intelectual, um ambiente de trabalho ideal, alinhado a abertura relacional do discente ao docente e sobre tudo, que docente esteja consonante a cultura local podemos construir um ambiente ideal para a consumao dos fatos: a educao e a formao dos discentes.

Ao longo do texto de Cristina Machado vislumbrei um trecho que sintetiza que a "cultura deve ser a base que o ser humano deve caminhar e de desenvolver ao longo do processo histrico buscando sempre a realizao e o aprimoramento do ser." (p.33)

Conseqentemente, cultura no pode ser um amontoamento de informaes contradas por uma pessoa, e sim um difuso e ininterrupto processo de seleo e filtragem de diversos conhecimentos e experincias que passa a edificar a individualidade humana, onde o ser humano o sujeito de sua mutao e edificao. O multiculturalismo em suma fortalece o indivduo e a sociedade na procura e sobrevivncia de suas culturas.

A concluso deste artigo sugere que o docente seja capaz de desenvolver suas habilidades interpessoais alinhadas as mais diversas culturas no cotidiano de seu trabalho, no importando se dentro ou fora de sala de aula.

5. Bibliografia

Machado, Cristina Gomes: Multiculturalismo: muito alm da riqueza e da diferena/ Rio de Janeiro: DP&A, 2002.

ANTUNES, Celso. Relaes Interpessoais e Auto-estima; a sala de aula como um espao do crescimento integral. Fascculo 16 Petrpolis, RJ: Editoras Vozes, 2003.

ANTUNES, Celso. Como identificar em voc e em seus alunos as inteligncias mltiplas. Fascculo 4 Petrpolis, RJ: Editoras Vozes, 2004.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessrios prtica educativa. 24ed. So Paulo: Paz e Terra, 2002.

FREIRE, Paulo. Educao como prtica da liberdade. 22 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Indignao: cartas pedaggicas e outros escritos. So Paulo: UNESP, 2000.

GIL, Antnio Carlos. Didtica do Ensino Superior. So Paulo: Editora Atlas, 2009

MAGALHES, Celso. Tcnica da chefia e do comando. 9.ed. Rio de Janeiro: IBGE, 1990

[1] Expresso utilizada na informtica para caracterizar um determinado objeto do mundo externo para o mundo do interno dos sistemas de computador. Em orientao a objeto, uma classe uma estrutura que abstrai um conjunto de objetos com caractersticas similares. Uma classe define o comportamento de seus objetos atravs de mtodos e os estados possveis destes objetos atravs de atributos. Em outros termos, uma classe descreve os servios providos por seus objetos e quais informaes eles podem armazenar. Fonte: http://pt.wikipedia.org

O docente do ensino superior: As relaes interpessoais e o Multiculturalismo

Por: Wagner G. Santos

Perfil do Autor

Graduao em Tecnologia em Processamento de Dados pela Universidade Estcio de S (2005). Atualmente cursa a Ps-graduao na Faculdade Simonsen onde frequenta o Curso de MBA em Anlise, Projeto e Gerncia de Sistemas. Tem experincia na rea de Cincia da Computao, com nfase em Anlise de Sistemas. Hoje em dia, desempenha a funo de Analista de Sistema na implantao de projetos em Geoprocessamento. (Artigonal SC #3362756)

Fonte do Artigo - http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/o-docente-do-ensino-superior-as-relacoes-interpessoais-e-o-multiculturalismo-3362756.html




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