subject: Ciclos: uma breve anĂ¡lise [print this page] Ciclos: uma breve anlise. Ciclos: uma breve anlise.
Durante a histria da educao sempre houve mecanismos externos e internos que direcionaram seu rumo e isto sempre influenciou o currculo, pois neste, realiza-se o choque de interesses: do governo, do professor e do aluno. No entanto, necessrio a discusso, sobre os novos rumos da educao. Os trs pontos que influenciaram a educao, discutidos anteriormente: a descoberta do Brasil escravos para a extrao; o escravismo: educao para plantao e industrializao: educao propedutica, estas nos ajudaram a antever que a educao est intimamente relacionada aos interesses econmicos. Fato de muita relevncia, pois, de acordo com nossas pesquisas a educao nunca foi desvinculada destes fatores.
Assim, necessrio observar quais so as mudanas tecnolgicas e os interesses econmicos desta nova fase histrica, pois atravs destas, podemos repensar a formao do professor. Segundo Hargreaves (2004), a educao deve ser pensada para a sociedade do conhecimento, para lidar com informaes em tempo real e no mundo inteiro a qualquer momento. Deve ter finalidades. Neste aspecto, concordamos com Tardif (2007), quando este afirma que todo trabalho deve ter uma finalidade, afinal o trabalho docente deve realmente ter objetivos: a produo cultural da humanidade, reflexes sobre a sociedade e aspectos polticos, todos sobre o eixo da formao humana. De acordo com.Almeida (2001), na formao inicial de professores deve-se muni-los de vrias cincias para iluminar os obstculos da profisso, segundo ele, as tecnologias seriam os caminhos, pois com estas ferramentas pode-se enfrentar o futuro incerto. Assim, com estas, o professor deve aprender a selecionar as melhores informaes para transform-las em conhecimento, logo, seus alunos devem aprender a selecionar as informaes pertinentes para responderem as suas perguntas.
Em contraste educao propedutica, deve-se pensar a educao para responder aos desafios da era da informao e que corresponda s necessidades dos alunos, do governo e do mundo. Tarefa imensa, mas possvel. Acreditamos que na formao do professor o primeiro passo. Na formao do professor devemos considerar os ciclos de aprendizagem, pois estes privilegiam a aprendizagem de acordo com o ritmo individual, pressupe um perodo maior para a aprendizagem, com margem para o aluno recuperar-se na construo de seu conhecimento. Deve-se pensar nisto na formao inicial. Somos adeptos do ciclo, porque alm de considerar a aprendizagem individual, cremos que os professores devem decidir em qual ciclo vo desenvolver seu trabalho junto aos alunos.
Assim, acreditamos nos apontamentos de Freitas (2003), quando este afirma que necessrio considerar com muita relevncia as idades dos alunos, pois s preocupaes de cada idade ou ciclos so diferentes, as necessidades intelectuais e fsicas de um pr-adolescente no so muito parecidas com as de um adolescente prestes a ingressar em sua vida profissional. relevante considerar a formao educacional dividida em ciclos, assim, como tambm necessrio formar professores sob esta perspectiva. Conduzir a educao por ciclos e no seriada favorvel ao desenvolvimento do aluno, pois considera que o discente tem seu tempo de aprendizagem, neste ponto, consideramos de muita relevncia, que o professor deva ser formado nas humanidades, porm com opo para trabalhar com o ciclo que for de sua satisfao.
Esta proposta realizada no ensino fundamental e mdio no Estado e Municpio de So Paulo, a diviso realizada nas escolas pblicas, no ensino bsico, foi constituda da seguinte maneira: 1 4 sries (1ciclo), pedagogos devem ser os responsveis pela educao; da 5 8 sries (2ciclo) e no ensino mdio (3ciclo) professores especialistas por matria. Nos dois ltimos ciclos necessrio observar que os professores atuam indiscriminadamente em todos as sries. De acordo com os apontamentos de Nbrega (2010), os professores devem adequar-se s necessidades dos alunos, assim, consideramos, neste aspecto, que os professores, na formao inicial, desenvolvam pesquisas relativas aos ciclos que desejam atuar, pois, desta maneira, escolhero o ciclo que mais esto adequados para responderem s necessidades dos alunos. Assim, sob este aspecto, torna-se relevante reavaliar o currculo da docncia, pois alm das formaes humanas e profissionais interessante possibilitar ao professor a escolha de qual faixa etria e qual grupo discente pode atuar.
REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS
ALMEIDA, F. J. O Educador: magnanimidades e ambigidades. So Paulo, Perspec. [on-line]. 2001, v.15, n.2, pp.92 95. Retirado em 25/04/2010 no: http://www.scielo.br/pdf/spp/v15n2/8582.pdf
FREITAS, Luiz Carlos. Ciclos, Seriao e Avaliao: confrontos e lgicas; So Paulo: Moderna, 2003.
HARGREAVES, Andy. O ensino na sociedade do conhecimento: educao na era da insegurana; trad. Roberto Cataldo Costa, Porto Alegre: Artmed, 2004.
TARDIF, Maurice; LESSARD, Claude. O Trabalho docente: elementos para uma teoria da docncia como profisso de interaes humanas. Petrpolis, RJ: Vozes, 2007.