subject: CASTRO ALVES,O POETA DA ESPERANÇA! [print this page] Em 1847,nascia, na Fazenda Cabaceiras, Antonio de Castro Alves,um dos maiores poetas brasileiros. Filho de mdico,o pai mudou-se ,mais tarde,para Muritiba,cidade do Recncavo Baiano,para que o filho aprendesse as primeiras letras. Em 1854 a famlia mudou-se para Salvador e o menino Cecu foi matriculado no Colgio Sebro;mas,logo foi transferido para o Ginsio Baiano,do emrito professor Ablio Csar Borges. vido leitor dos poetas franceses,como Vitor Hugo,aos 13 anos escreve sua primeira poesia. Indo estudar Direito no Recife,onde foi colega de Tobias Barreto,consegue publicar num jornal desta cidade,"A Destruio de Jerusalm",provavelmente influenciado por Torquato Tasso,clebre poeta italiano. Belo,elegante,vasta cabeleira negra,olhos pretos devoradores,o jovem fazia sucesso entre as mulheres;at a famosa atriz Eugnia Cmara,depois sua grande paixo,declamou versos seus no Teatro Santa Isabel. Em 1864,porm,coisas terrveis aconteceram.Seu irmo mais velho suicidou-se e ele contraiu uma tuberculose;aps a primeira hemoptise voltou Bahia,para tratar-se. Um ano depois volta para Recife com Fagundes Varela e declama "O Sculo" na abertura dos cursos jurdicos.Funda uma sociedade abolicionista. Comeam as viagens,Salvador,Rio de Janeiro,sempre em companhia da amada Eugnia Cmara. Quando ele aparecia nos saraus ou na platia dos teatros, belo e forte como um jovem heri,irrepreensivelmente vestido de negro que lhe ressaltava a palidez romntica,os homens o aplaudiam com vigor e as mulheres suspiravam,comovidas.Todos os que ouviam a sua voz melodiosa e retumbante,eram presas de fortssima comoo e prorrompiam em brados entusiasmados. Cursa o terceiro ano de Direito em So Paulo,na Faculdade do Largo de So Francisco. 1868 foi um ano produtivo. Escreveu e declamou "o Navio Negreiro",foi aprovado nos exames,seu poema "Gonzaga" estreou no Teatro So Jos e rompeu com Eugnia. Parece que a tragdia foi sua companheira,pois,ao sair para uma caada, pulando para atravessar um riacho,detonou sua prpria espingarda e baleou o p,que teve que ser amputado,sem anestesia. A conselho mdico vai para Curralinho;tenta a cura em Santa Isabel;melhor,volta para Salvador para o lanamento do seu livro "Espumas Flutuantes". Em 1871, aos 24 anos,morre o poeta maior da Literatura brasileira.Desaparecia to cedo a sua formosa mocidade e gnio;foi o guia e chefe dessa gerao de jovens desassombrados,que lutava pelo que considerava certo e pela liberdade dos despossudos. J o era no seu tempo como agora, idolatrado pelo povo;Sofreu com a inveja e a "panelinha" literria da poca,que existe e persiste at os nossos dias.Mas,a admirao annima e espontnea dos leitores o que interessa ao escritor porque o leva fama e posteridade. Os sbios distinguem e julgam;s o povo ratifica a justia ou o gosto dessas sentenas;a admirao popular nunca faltou a Castro Alves. Ainda hoje me emociono at s lgrimas quando recito "Ode ao Dois de Julho" ou "Navio Negreiro";do mesmo jeito que me emocionava nos idos de '60,quando na Escola Normal ou nos festejos do 2 de Julho era chamada a recit-los,em pblico.
Baiana,mulher,66 anos,professora,escritora Profissional,trilingue;gosto de arte,literatura,cinema,viagens. Livros Publicados: Livro de Famlia Textos Seletos Maktub Contos e Causos Membro da Academia Pooense de Letras (Artigonal SC #3310351)