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subject: O PROFESSOR MODERNO [print this page]


Estamos sempre em constante mudana, nunca paramos de nos aprimorarmos e de adquirir experincias, a cada segundo que se passa aprendemos algo de diferente. A melhor forma de trocarmos experincias e conhecer outras culturas est aberto ao aprendizado e no ter preconceito de conhecer novas culturas, pois cultura "um extenso e continuo processo de seleo e filtragem de conhecimentos e experincias, no somente de um individuo, mas, sobretudo de um grupo social". (Machado, 2002, p.31).

O docente moderno necessita pensar mais amplamente alm do contexto escolar e pensar no aluno interagido em sua sociedade e sua cultura, trazer a realidade e experincias de vida que o aluno tm para o mbito escolar, assim tornando mais produtivo o ato de possibilitar o aprendizado, pois "(...) ensinar no transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua prpria produo ou a sua construo".(Freire, 2010, p.47).

1- Aquisio de Experincias

Ns quando nascemos no trazemos conosco tudo o que seremos ou como ns vamos nos comportar diante de nossa famlia, amigos ou grupos que vamos conviver. Tudo vem da formao e do meio social que estamos habituados a conviver. A sociedade dita o que seremos, pois devido ao constante relacionamento com o meio e as pessoas desse grupo acabamos de ter caractersticas provenientes desse meio.

Cultura no apenas adquirir informaes e conhecimentos, segundo Machado (2002) a cultura,

(...) pressupe um longo e continuo processo de seleo e filtragem de conhecimentos e experincias, da qual resulta, por assim dizer, um complexo de ideias e smbolos que passa a integrar nossa prpria personalidade. (idem, p.22).

Machado (2002) vai alm ao dizer que,

(...) o ser humano o resultado do meio cultural em que foi socializado. Ele herdeiro de um longo processo acumulativo, que reflete o conhecimento e a experincia adquirida pelas numerosas geraes que o antecedem. A manipulao adequada e criativa desse patrimnio cultural permite as inovaes e as invenes. Estas no so, pois, o produto de uma ao isolada, mas o resultado do esforo de toda uma comunidade. (idem, p.24).

Todo o comportamento do individuo justificado pelo meio em que vive e das pessoas que faz parte desse grupo, pois seu grupo possui uma cultura com padres prprios.

2- Diferenas de Culturas

As culturas tm suas caractersticas prprias, diferenciadas umas das outras. No se pode haver discriminao entre culturas, devendo existir sim o multiculturalismo. Machado (2002) o define como "reconhecer a pluralidade de grupos sociais, tnicos e culturais que a compe". (idem, p.31).

Segundo Soares (2006) "no podemos tratar a diferena como desigualdade, ou melhor, a diferena deve ser celebrada, enquanto a desigualdade condenada". (Soares, 2006, p.2).

3- Professor Multicultural

Todo o conhecimento e experincias so adquiridos com o nosso passado e no com o futuro, dentro da sociedade em que ns vivemos.

Devemos sempre valorizar nossa cultura e o nosso mtodo de vida, entretanto devemos estar sempre aptos a conhecer e respeitar outras culturas, no podemos ter preconceito a outras culturas, pois conhecimento e sabedoria so uma das coisas mais valiosa que o ser humano pode ter.

Faz parte igualmente do pensar certo a rejeio mais decidida a qualquer forma de discriminao. A prtica preconceituosa de raa, de classe, de gnero ofende a substantividade do ser humano e nega radicalmente a democracia.(Freira, 2010, p.36).

Antunes (2003) define relaes interpessoais como sendo "o conjunto de procedimentos que, facilitando a comunicao e as linguagens, estabelece laos slidos nas relaes humanas" (p.9).

Todos ns temos problemas, todos ns temos uma identidade nica, com personalidade, carter e cultura que se difere de uma pessoa para outra."Cada pessoa , e sempre ser, um verdadeiro universo de individualidade; suas aes seus motivos, seus sentimentos constituem paradigma nico. (Antunes, 2003, p.9)."

Uma das tarefas mais importantes da prtica educativo-crtica propiciar as condies em que os educandos em suas relaes uns com os outros e todos com o professor ou professora ensaiam a experincia profunda de assumir-se. Assumir-se como ser scia e histrico, como ser pensante, comunicante, transformador, criador, realizador de sonhos, capaz de ter raiva porque capaz de amar. Assumir-se como sujeito porque capaz de reconhecer-se como objeto. A assuno de ns mesmos no significa a excluso dos outros. a "outredade" do "no eu", ou do tu, que faz assumir a radicalidade do meu eu. (Freire, 2010, p.41).

Dentro da sala de aula ns convivemos com vrias pessoas diferentes e manter um bom relacionamento com todos no uma tarefa das mais fceis. O educador precisa bom-senso para contornar algumas situaes que ocasionalmente aparecem.

O meu respeito de professor pessoa do educando, sua curiosidade, sua timidez, que no devo agravar com procedimentos inibidores, exige de mim o cultivo da humildade e da tolerncia. Como posso respeitar a curiosidade do educando se, carente de humildade e da real compreenso do papel da ignorncia na busca do saber, temo revelar o meu desconhecimento?(Freire, 2010, p.67).

Ser aberto a criticas, dar oportunidades aos educandos de expor suas idias, so caminhos que trazem o aluno para prximo do educador e assim comear a interagir melhor e comear a trocar experincias.

3.1 Papel do docente do ensino superior

Segundo Gil (2009) a profisso de professor no uma tarefa fcil e bastante complexa. Segundo esse autor,

Para que se possa avaliar adequadamente o desempenho de um professor universitrio, torna-se necessrio identificar os seus papeis, o que no constitui uma tarefa fcil, pois a profisso de professor bastante complexa, visto que implica o desempenho de mltiplos papeis. Em decorrncia ainda dessa profisso, seus papeis tendem a se alterar com muita freqncia. Assim, qualquer tentativa de caracterizar os papis dos professores universitrios tende a ser inevitavelmente incompleta. (idem, p.21).

O papel de educador fundamental em todas as reas da vida de um aluno, pois o professor, na maioria das vezes, se torna um exemplo, seja ele um dolo no qual todos querem seguir ou um carrasco no qual ele ser lembrado por toda a vida. Certamente o relacionamento entre alunos e professores contribui para um bem-estar dentro da sala de aula e "o respeito autonomia e dignidade de cada um imperativo tico e no um favor que podemos ou no conceder aos outros".(Freire, 2010, p.59).

4- Consideraes Finais

Nossa vida comparada ao oceano composto por varias ondas que se seguem e nos mostram o que nos vemos. Assim tambm caminha a nossa profisso, que est ligado famlia, amigos, esportes, em todos os grupos que ns nos relacionamos, tudo interfere em nossa vida profissional e ter um bom relacionamento com alunos, no s dentro de sala de aula, mas fora tambm muito importante para a realizao pessoal e profissional.

Ser um docente do ensino superior ser mais que um educador vai muito alm de lecionar uma simples matria na qual foi preparado a dar aula, o campo de atuao bem mais amplo do que podemos imaginar e o relacionamento entre aluno e professor papel fundamental para fluir um bom ambiente dentro de sala de aula.

5- Referencias Bibliogrficas

ANTUNES, Celso. Relaes interpessoais e autoestima: A sala de aula como um espao do crescimento integral.16 ed. Petropolis: Vozes, 2003.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessrios prtica educativa. 41 ed. So Paulo: Paz e Terra, 2010.

GIL, Antnio Carlos. Didtica do Ensino Superior. So Paulo: Editora Atlas, 2009.

Machado, Cristina Gomes. Multiculturalismo: muito alm da riqueza e da diferena. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.

Soares, Gloria. Dilogos Inter/multiculturais; rompendo a barreira do silencio. Rio de janeiro, 2006.

O PROFESSOR MODERNO

Por: cristiano senra

Perfil do Autor

Sou formado em Bacharelado em Sistemas de Informao, fao ps graduaoem MBA em Anlise, Projeto e Gerncia de Sistemas. (FIS)/Faculdades Integradas Simonsen.

(Artigonal SC #3286322)

Fonte do Artigo - http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/o-professor-moderno-3286322.html




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