subject: " 'AIDS mata!' Eu sei, (...) mas eu estou viva!" [print this page] Dezesseis anos e uma juventude a ser aproveitada como qualquer adolescente, certo? Errado. A vida de Valria Piassa Polizzi tomou rumos bem diferentes. Essa reviravolta contada com detalhes tocantes pela prpria adolescente em seu livro Depois daquela Viagem lanado em 1999 pela editora tica.
O drama de Valria mais um dos inclusos nas estatsticas dos aidticos, cerca de 33 milhes de pessoas infectadas no planeta, segundo a agncia de notcia da AIDS[1]. Porm, quando contraiu o vrus, por volta de 1988, o preconceito se apresentava mais frio e perceptvel (no, no estou afirmando que hoje o indivduo soro positivo totalmente aceitvel na sociedade), mas eram outros tempos.
Na dcada que Valria viveu os primeiros meses aps a descoberta, contrair esse vrus era freqente para os grupos de riscos. E, segundo a prpria autora, seriam os homossexuais. Camisinha? No foi ela que provocou esse "naufrgio" na vida da jovem, e sim a falta dela. Piassa afirma convicta de que o seu namorado aconselhou no us-la por ela ser usada somente por "putas". Sim, p-u-t-a-s, logo Valeria no precisava dela.
O certo que contar para a famlia no era uma questo de falar ou no. Era pela necessidade que o problema se apresentava.
Conviver com vrus era mais fcil do que fingir que no tinha, pelo menos para Valria. E foi em busca de novos tratamentos que ela embarcou com culturas diversas na tentativa tambm de motivar a sua vida. Afinal, ela est com AIDS, mas no estava morta.
Ento, estudou jornalismo (sua paixo da adolescncia), casou-se e foi morar com um austraco. Alm disso, percorreu o pas palestrando com a finalidade de orientar os jovens a no correrem os riscos que ela mesma sentiu, at hoje, que no so poucos. Publicou alguns livros, foi colunista da revista Atrevida e, atualmente, trabalha na Agncia de Notcias da AIDS.
Como se pode notar, ela no ficou de braos cruzados, tambm nem pudera porque precisa ficar esperanosa por mais e mais pesquisas que resultem na vacina efetiva. No em busca da cura, mas pela chance de poder saber que ser menos propensa a transmitir o vrus.