Para corroborar com o sentido, o teor, a riqueza e a abrangncia da mensagem contidos nesta obra, desejo, de incio, tecer algumas palavras a respeito do autor do livro, meu bondoso e dedicado amigo Joo Batista de Campos.
O primeiro contacto social com o Campos foi to marcante que mantemos at hoje uma slida e fecunda amizade. Desde que o conheci e at hoje, dificilmente passamos uma semana sem nos falarmos.
Na maior parte dos nossos contactos telefnicos, abordamos assuntos bblicos, rea de grande conhecimento do Campos, j que em sua juventude foi um dedicado pregador protestante. Por este motivo, todas as vezes que preparo os sermes a serem apresentados nas igrejas protestantes tradicionais (presbiteriana e metodista) nas quais exero o meu ministrio, nunca deixo de consultar o Campos que, com bondade, tolerncia e esprito verdadeiramente cristo, sempre me orienta com muita competncia na estruturao da mensagem a ser levada ao meu aprisco. Ainda que no quisesse, a divina providncia se encarregaria de fazer com que o Campos escrevesse esta obra de auto-ajuda a todos os que dela tomarem conhecimento. Uma mensagem que vale a pena ser lida e, sobretudo, vivida.
Muito do que aqui est escrito e proposto ajudou-me na superao da fase crtica da minha vida.
Hoje, estou convencido de que os ensinamentos sbios e cristos, contidos nesta obra foram os responsveis pelo meu reencontro na e com a vida. Sou reconhecido, portanto, pela honra em produzir este prefcio e agradecido ao irmo Campos que me fez ver o mundo sob uma nova ptica e at ousar ser feliz.
So Paulo, 10.01.2000
Paulo Q. Marques
Ph. D - Livre-docente da Universidade de So Paulo -
(USP)
Joo Batista de Campos, ou Campos, para os amigos, tem o dom da palavra e da audio, ele traz para o papel, ou melhor dizendo, para as teclas do seu computador, livros inteiros, com muita facilidade, sempre levando uma mensagem dignificante e teraputica, a quem dela necessita.
Seu autor to claro e cristalino como a mais pura gua que brota de uma nascente: nada esconde. Ele ! Campos no nos furta da fonte de seus aprendizados / ensinamentos, mostrando-nos ainda, o modo como chegar a eles.
Ao trmino do livro, e ainda sob o impacto do tamanho de sua humildade, pude perceber um dos alcances profundos de suas palavras, no que se refere a identificaes que existem entre duas ou mais almas. Como ele mesmo diz, nada deve ser to importante como o nosso irmo e, ajudando o prximo, estamos ajudando a ns mesmos, galgando degraus em nossa escalada espiritual.
Vejo ainda, que o mais importante, cair a semente em terra fecunda, e que possa vivificar e dar frutos. o que prope a obra de J.B.Campos nessa mensagem recebida. Que possa o Divino Mestre ilumin-lo para que possamos receber em breve outras obras to valiosas.
So Paulo, 14-01-2000
Cleide Monteiro Mouro
Psicloga Clnica
s vezes, at mesmo acidentalmente, nos deparamos com coisas to grandes e to formidveis que a nossa primeira reao ficar mansamente observando, procurando entender seu significado, sua mensagem e o porqu de nos ter sido dada a oportunidade de presenci-las. Parece-me que quanto mais evolumos na senda da vida, mais expostos ficamos a acontecimentos singulares, verdadeiramente mgicos e que encerram, em s s, sabedoria e ensinamentos que efetivamente no so nem deste tempo nem deste mundo.
Porm, neste quadrante de tempo em que nos dado viver, comum olhar-se e no ver; ouvir-se e no escutar. Na verdade, agindo como mquinas (insensveis e irracionais) nos vemos predispostos por condicionamentos fsicos, culturais e psicolgicos na mais total e absurda descrena, reduzindo os mais fantsticos acontecimentos simples fatos normais da vida.
E em meio a esse mundo mgico e maravilhoso que devo necessariamente inserir esse insigne mestre, o meu amigo e companheiro de jornada Joo Batista de Campos, que apenas num toque de mo e num abrao ao nos cumprimentar - nos transmite fora, energia, otimismo. E com suas palavras, quase sempre eivadas da mais primitiva simplicidade, nos lana num vo estratosfrico a planos e mundos pelos quais passamos repetidas vezes e que a vida presente nos fez esquecer.
Vale a pena conferir.
SP - 19/01/2000
Nicodemo Sposato Neto
Advogado - Jornalista, Assessor de Imprensa da Escola Politcnica da Universidade de So Paulo - (USP). Presidente da Avilesp.
Agradecimentos.
No tenho palavras para exprimir aos amigos que apreciaram esta modesta obra, e j que a emoo me estouva a mente, resumo o meu grande desejo, que brota do mais profundo de minh'alma - tudo de bom a esses generosos irmos de misso.
Sem cabotinismo, ou jactncia, esforo-me para deixar toda a honra e glria aos nossos Amparadores e principalmente ao nosso Pai, Deus o Criador de todas as coisas.
Com abraos campnios,
Campos
A DESCIDA DO EREMITA
- Amigo leitor, de onde viemos e para onde vamos?
Estes escritos tm a pretenso de lhe mostrar o caminho pelo qual, voc, caro amigo leitor, encontrar o seu prprio caminho rumo to almejada felicidade.
Voc poder achar este intrito um tanto petulante, porm, afirmamos-lhe, que nasceu do mo da nossa alma, creia!
Desejamos-lhe prazerosa leitura, com a honra desta dedicatria, pois, voc o causador maior do nosso ensejo de escrever.
A DESCIDA DO EREMITA
Captulo 1
A MONTANHA DOIRADA
L do alto, bem do alto da montanha descia o homem, tambm conhecido pela alcunha de: "O Homem da Montanha".
Descia para viver seu aprendizado, que era realmente muito diferente do convencional.
Houvera vivido longos dias no cume daquela montanha de porte mdio, pouco admirada pelos homens, talvez pelo desinteresse mineral exploratrio, oxal, interesses latentes e futurlogos por pedras britadas, mesmo assim l estava vivendo o eremita.
Vegetariano por fora circunstancial.
Jonas, o nome do profeta-horticultor, muito jovem ainda, subira ao monte e descobrira uma gruta, buraco da natureza, o qual, sem a menor sombra de dvida, passou a figurar como objeto de sua paixo.
Seu grande sonho, como ele prprio dizia, era a paleontologia.
Sendo residente contumaz daquela loca incrustada no granito refratrio e glido, sem fazer o menor sentido para alguns poucos conhecedores deste seu novo endereo que, somente por este simples fato, proferiam palavras ignominiosas a seu respeito, referenciando ao seu modo de vida to incomum.
Ao lado esquerdo daquela enxovia, a alguns metros, um escarpado com suas bordas floridas e uma beleza verdejante central, faziam-se notrios os valores vegetarianos de Jonas.
Um veio d'gua da grossora de polegar de pessoa normal, escorria de dentro da gruta, como se fosse gente grande em sua perenidade, cujo curso fora direcionado para o belo escarpado vergel, sendo pelo sistema de irrigao hidrulico, natural e por gravidade, confeccionado em mangueiras, imerso sob a Alameda das Formigas, com placa indicativa, estando grafado na entrada da caverna, somente um nmero, o: 1 (um).
Alameda das Formigas, nome este que Jonas arranjou para endereo, inspirado no grande formigueiro que existia no caminho que levava entrada daquela enorme caverna.
Ento, Jonas, movido pelo seu esprito parnasiano, escreveu estes versos inspirado nas formigas trabalhadeiras daquele local.
FORMIGA
Perturbas o homem
Tirando-lhe o alimento.
Atribulas o tanto,
Sem alento.
Atrs de inventos,
Ensacando vento.
Que no o socorrem.
Partindo para brigas,
Quais s lhe traz fadigas.
Em vo, luta inglria,
Ests na histria.
Na inocncia,
Haja sementes.
No teu conjunto
s um exrcito
No teu exerccio.
Ao sono de anjo
De homem-arcanjo.
Trabalhas,
Perturbas,
Derrubas.
E, o anjo dorme.
s operosa
Na inoperncia,
Passa indelvel,
O anjo acorda irritado.
- E, o seu invento?
Granulado ao relento.
Ou enterrado
Em forma lquida,
Porm, no liquida.
Oh. formiga,
V se te liga.,
Tenhas piedade.
O anjo, j foi Lua,
Avenidas e ruas,
No encontrou remdio.
Caiu no tdio,
Sem cair em si.
Coitado, no sabe nada,
aleijado
Pobre coitado,
um Saci.
Mas, tu formiga,
s a ferida,
Tenhas piedade.
Pobre do homem,
Anjo se acha.
- E agora?
J era hora.
Eis a pergunta:
Que aqui se encaixa:
- Quem o malvado?
- Quem luta por cima?
Eis nossa cisma:
- Quem luta por baixo?
Jonas, h anos fora pesquisar aquelas paredes granticas, e no seu encanto de viajor daquelas entranhas terrestres, no mais pensava em retorno, porm, agora descia ermito, extra-sensorial mais do que nunca, como que renascendo do tero empedernido daquela montanha encantada, das alturas de seus mil e oitocentos metros do nvel do mar.
E, l vinha ele para uma nova maneira de conduzir sua vida c embaixo, junto de outros mortais, e chegava com outros conhecimentos, os quais muitas pessoas ditas normais, nem imaginavam conhec-los
Vivendo por longos 14 anos de recluso intensa, por livre e espontnea vontade, dentro daquele submundo.
Para sua razovel sobrevivncia, Jonas se obrigara ao plantio de uma hortcola para o seu sustento, e como o tempo lhe era sobejo, no se esqueceu das flores, deixando assim o ptio de sua residncia requintado de muito egosmo, j que ali estava vivendo em plena solido, apesar de mirades de espritos estarem juntos dele, admirando suas odorficas e verdejantes plantas.
No recebia visita alguma, salvo: "uma na vida, outra na morte".
Ratificamos: o local era povoado por seus mentores espitirituais.
Consorciou a beleza e a utilidade daquelas plantas, pois, este rodeio de flores em volta de suas hortalias, era impregnado de muita sabedoria, pois, alm de evitar as pragas, embelezava o lugar encantado.
Jonas aprendera que, o Cravo de Defunto, nome vulgar desta bela flor, combatia vrios tipos de insetos nocivos s suas verduras, e que o Gergelim dizimava as formigas cortadeiras, e que o Girassol e a batata-doce cumpriam o mesmo papel etc.
A Montanha Doirada, como ele mesmo a batizara, era o seu verdadeiro paraso terrestre.
Porm, l vinha o ermito acompanhado do seu profundo esoterismo, montanha abaixo.
Nos seus primeiros dias de hbitat montanhs, notou que o local compunha-se de enorme quantidade de calcrio, proporcionando enormes galerias e largos corredores, fossado pela prpria natureza.
Jonas teve de se haver com o medo, frio, fome e outras preocupaes rotineiras de pessoas comuns, e at mesmo com a saudade que sentia da famlia, ao qual implorava o retorno de filho prdigo, porm, no perdulrio como fora aquele jovem da parbola do Mestre Maior, o Cristo. at porque, naquela situao nem tinha como gastar.
LUCAS [15]
13 Poucos dias depois, o filho mais moo ajuntando tudo, partiu para um pas distante, e ali desperdiou os seus bens, vivendo dissolutamente.
14 E, havendo ele dissipado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e comeou a passar necessidades.
15 Ento foi encontrar-se a um dos cidados daquele pas, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos.
16 E desejava encher o estmago com as alfarrobas que os porcos comiam; e ningum lhe dava nada.
17 Caindo, porm, em si, disse: Quantos empregados de meu pai tm abundncia de po, e eu aqui pereo de fome!
18 Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o cu e diante de ti;
19 j no sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados.
20 Levantou-se, pois, e foi para seu pai. Estando ele ainda longe, seu pai o viu, encheu-se de compaixo e, correndo, lanou-se-lhe ao pescoo e o beijou.
21 Disse-lhe o filho: Pai, pequei conta o cu e diante de ti; j no sou digno de ser chamado teu filho.
22 Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e alparcas nos ps;
23 trazei tambm o bezerro, cevado e matai-o; comamos, e regozijemo-nos,
24 porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado. E comearam a regozijar-se.
32 era justo, porm, regozijarmo-nos e alegramo-nos, porque este teu irmo estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado.
Qui, o bom-senso e a santimnia de Jonas, teria um futuro semelhante ao filho prdigo, desta bela parbola de Jesus.
J na sua maioridade, nada pudera ser feito contra a sua prpria vontade, por parte da famlia, a qual muito se empenhara para tal.
Seus pais, tentaram discretamente intern-lo numa clnica de repouso, alegando que o querido filho necessitava de um tratamento, por ser usurio de drogas, como se ele fosse dependente qumico, e este fato o deixou muito entristecido com seus pais, embora, no houvesse m inteno pelas partes genitoras.
Jonas, ruminou muito aquela escabrosa acusao paterna, que lhe doera n'alma, somente por amor aos pais, ele esqueceria o acontecido, e assim o fez.
Porm, naqueles momentos, Jonas ainda no estava preparado para perdoar aquele constrangimento, posto que estava ali para um aprimoramento espiritual.
Todavia, at entendeu o desentendimento dos seus queridos pais, que de tudo so capazes por um filho, pois, esperavam um futuro promissor e extraordinrio do garoto.
Mas, este, aps o encontro com o buraco da montanha, abandonara at seus estudos de egiptologia, e outros, que por ventura fossem o de fossar a terra
E, l descia o homem, aps 14 anos de pleno isolamento.
- Por que vinha Jonas, e para qu?
Pois bem, Jonas quando chegou l na caverna para seus estudos fsseis, passionalmente acabou encontrando algumas pedras semipreciosas, porm, elas no o impressionaram tanto, quanto a paz do lugar encantado.
(A paz em si, lhe era a maior riqueza, portanto, amava profundamente aquela paz.)
Escreveu ele, que aquela gruta era de grande magia, e que provocava delrio sobre o ser humano.
Enfronhado na idia de encontrar alguma coisa interessante que, pudesse acrescentar aos seus estudos, acabou achando outros valores.
No dia em que ali chegou, acabou envolvendo-se tanto com suas pesquisas que, notou j ser alta hora da noite, e apenas cochilou por pouco tempo, acabando por findar o seu pernoite, sem ter sido esta a sua inteno, pois no pretendia ali permanecer.
Mas, no dia subseqente se achou dormindo, recostado sobre uma lpide de pedra fria, pois, nela a natureza havia feito um trabalho realmente artstico e inigualvel, tornando-a reluzente e de rara beleza, que o mancebo ao ver a si mesmo refletido nela, ficou maravilhado, e se comparou a Narciso, o pai do narcisismo. Narciso, aquele que se vendo no reflexo d'gua, se acha o mximo.
Pensativo, recordando de seus sonhos, associando os acontecimentos como pura realidade, onde tudo se fundia.
Neste encantamento, Jonas se absteve da sua vida de muito luxo e mordomia, e por que no dizermos: luxria.
Abdicando de seus bens, que eram tantos, sendo um dos herdeiros mais jovens dos irmos, perdendo apenas pora o caula, fazendo parte de uma famlia abastada, e grande empresria, no vacilou em viver no ostracismo, rico em outras heranas que pertencem de fato e de direito a todos os filhos da grande me natureza.
Assim como qualquer herana leva certo tempo para que o seu herdeiro a receba, o mesmo acontece com a herana natural, que todos ns num determinado dia haveremos de receb-la.
No seu segundo dia de habitante de caverna, comeara sua grande atividade para se tornar um troglodita.
Sentiu fome, e teria de retornar ao seu lar, porm, seu pai o procurou, levando-lhe alimentos.
Havia ele, combinado com o prprio pai para ali fazerem aquela visita, porm, seu progenitor, no pde acompanh-lo a contento, por motivos de compromissos com negcios, mas reapresentou-se ao filho, impregnado de muitas preocupaes.
Ali naquele reencontro, Jonas procurou explicar ao pai que, gostaria muito de voltar ao seio familiar, porm, uma fora maior exigia que permanecesse por mais tempo no local, e o pai ficou abismado com tal atitude, repreendendo-o rigidamente, mostrando as necessidades de se preparar nos estudos, e na administrao das empresas da famlia:
- Jonas, fizemos de tudo para mantermo-lo dentro dos moldes normais de um ser comum, e, isso que voc nos d como retorno?
Pobre pai, estava chocado com aquela atitude do filho.
Porm, o jovem filho respondeu ao pai:
- Perdoe-me, papai, estou muito bem, no se preocupe, estou em casa, posto que toda esta terra lhe pertence.
Nisto, ele tinha toda razo, pois, aquela montanha repousava sobre as terras de uma das fazendas de seu pai, prxima uma cidadela.
Estagiando por mais um dia, que se prolongou por outros tantos, Jonas comeava o estudo da introspeco, inteligentemente no perdera aquela oportunidade, imbudo de um enorme desejo de saber.
- Saber o qu? Se os seu estudos empricos, ficaram bem longe do sop daquela montanha.
O silncio, e o frio daquele local solitrio, desajustaria qualquer cidado.
Em compensao, o Sol, conhecido pelos pobres mortais, como o Rei dos astros, visitava-o como se fosse o primeiro ser entre os rurais e urbanos, que o deixava em exultante regozijo.
Jonas, levantava-se l pelas 6 horas da manh, o que no tinha a menor importncia, pois, no era como seus irmos e pais, os quais tinham uma enorme obrigao social dentro das empresas, com a dura sina de prestar contas aos seus empregados e subordinados, alm das infindveis tributaes da vida, enfim no passavam de meros: "senhores-escravos".
Aos praticar seus relaxamentos, admirava os belos animais, que a fauna lhe presenteava, ao alcance de sua jovem viso, e que os mais atrevidos vinham at suas mos para delas receberem certos tipos de alimentos.
Captulo 2
O MAGNETISMO DAS PEDRAS
Naquela solido preciosa, olhando para as pedras, que apenas lhes serviam de talisms, com suas magnitudes magnticas, Jonas, pensava agora em assuntos que lhe eram novos, e comeava a conjeturar consigo mesmo, sobre a vida humana e seu verdadeiro sentido.
- De onde teria ele vindo, como e por qu?
Naquela indagao que se fazia naqueles comenos (momentos), enquanto perfurava aquelas pedras com suas ferramentas manuais, ao mesmo tempo em que uma britadeira mental como se fosse eltrica, perfurava-lhe o crebro.
Agora, um fato estranho lhe acontecia ao dormitar.
Na passagem do estado de conscincia ao estado de sono profundo, apareciam-lhe pessoas que elucidavam suas intrigantes perguntas.
- Como? Isso parece pura idiotice.
Idiotice, ou no, o homem iluminado descia.
No limiar do aprendizado, sofria muito com sua luta interior, ora se achando desequilibrado, ora crendo piamente nos seus devaneios.
s vezes, discutindo rispidamente com os personagens de suas vises, achando que seus ensinamentos lhe eram impostos.
Aqueles momentos de sonhos acordados, fizeram com que Jonas lutasse mais ainda, pois, eram desafiadores.
Pelejou demais com seu subconsciente, j meio desacreditando em suas vises, e julgando-as frutos de suas alucinaes, demncia ou qualquer coisa do gnero.
Na sua grande teimosia, resolveu arriscar tudo, para ver o final daquela histria, se que teria condies para tal faanha, jogando tudo, no perdera nada na sua pertincia, segurando firmemente a idia deste desafio, pensou:
- Como pode; o homem lutar tanto?
Estando ele no meio de pessoas e coisas, tem suas preocupaes e se estiver em completo isolamento, como o meu prprio caso, idem.
- Quantos problemos temos para resolver, hein?
Ali, iniciava uma luta renhida entre Jonas e seu interior, seu Eu Maior, seu Substrato, sua Essncia, seu Esprito.
Houveram muitas discusses entres eles e seus mentores, amparadores, enfim orientadores espirituais, bem como com os atrevidos e atrasados irmos do mundo etreo os quais necessitam de nossas luzes, tal qual ns de nossos mentores.
Ou melhor expressando: entidades menos esclarecidas e outras refertas de sabedoria e bondade.
Aqui vai uma adenda de Jonas: nada de alusivo, ou pejorativo a nenhuma alma existente, posto que apenas optamos e apelamos ao amor divino!
Perturbado, pensou: jogarei o que possuo para ver o final de tudo isto.
- Pois, de que me vale esta vida?
- De quanto tempo me valerei dela?
Tudo aqui me parece passageiro e muito rpido, no ficarei atrelado aos bons ensinamentos de meus pais, parentes e amigos. Quero mais!
A vida no pode se resumir em assuntos tacanhos, chatos e perecveis como vencer meus adversrios ou derrotar meus semelhante e depois erguer minha bandeira de vitria sobre humilhadas criaturas de minha prpria convivncia.
J vi isso antes, h milnios, pai vem sendo derrotado pelo filho, irmo matando irmo, e vai por a afora.
- Que vitrias so essas?
Podemos comear l nos primrdios do Velho Testamento bblico, Caim matou Abel, seu irmo.
Gnesis ; 4
8 Falou [Caim] com o seu irmo Abel. E, estando eles no campo, [Caim] se levantou contra o seu irmo Abel, e o matou.
A descida continuava, l vinha ele.
Captulo 3
BATISMO DO LAGO
Jonas se deleitava com o lago, que do lado destro da gruta, se firmava com o peso de grandes paquidermes, eram guas vindas de vrias vertentes, cujo peso de milhes de quilogramas, em litros, deixava o lugar muito leve e de uma beleza esplendorosa.
Jonas, deixara suas finssimas banheiras de hidromassagens, e at suas massagistas domsticas para desfrutar do Lago Verde, nome este testemunhado pelos seus amigos de aparies constantes, que numa bela noite estrelada, e na presena da trade, que forma as Tr Marias, da Constelao Estelar de rion, s margens do grande lago, confirmaram onomasticamente (referente a nome) em comemorao batismal de : Lago Verde.
Existia nas profundezas daquele lago, uma passagem que saa para dentro da caverna, por um tnel sifonado, situando-se ao mesmo nvel de um enorme salo subterrneo, posto que o lago situava-se num local mais baixo do que a entrada daquela gruta.
Aquelas guas eram de pureza assoberbada, realmente cristalina, e uma certa vez, Jonas mergulhou de olhos abertos e, qual sua surpresa ao notar o sifo forjado pela prpria natureza, e corajosamente foi investigar aquela passagem, e acabou saindo para o lado interno do salo e, ficou deslumbrado com tanta beleza natural.
Retornou pelo mesmo caminho, chegando novamente ao lago.
Jonas, durante o dia estudava as rochas, ouvindo os murmrios de muitas entidades desencarnadas que conheciam muito sobre pedras, e que lhe transmitiam seus conhecimentos de grandes utilidades, e que jamais aprenderia em lugares normais, onde habita a massa humana.
Estamos falando das energias rupestres, (das pedras).
Tambm, estava sempre pronto a receber de muitos mentores espirituais, mensagens de ordem tica e moral, as quais lhe trouxeram a grande estabilidade emocional de mestre extra-sensorial, que fora o valoroso Jonas.
E, a descida continuava, l vinha o conselheiro Jonas.
- Como possvel, algum deixar o amor familiar para se filiar ao nada?
O nada no existe, por isto ele se juntava ao todo universal, sem se preocupar com qualquer objeo que se lhe pudesse ser feita.
Foras estranhas seguravam-no ali, pois, era uma pessoa talhada para tais atividades, este aprendizado muito simples, porm, o ser humano, estando sempre envolvido com valores opostos, agem em suas lutas incessantes pela sobrevivncia, ou seja: pela nsia de muito possuir, sem se preocupar se vai sobrar aos famlicos e sequiosos irmos necessitados.
Por estas dedues todas, que Jonas descia montanha abaixo para passar seus conhecimentos na prtica, as suas grandes teorias j praticadas no mundos astral.
J acostumando-se ao o silncio natural, atendo-se aos cantos dos pssaros e ao zunir dos ventos, e s atitudes de outros animais, estava muito feliz com a ausncia humana, provando a si mesmo, que o homem um ser muito adaptvel s situaes diversas, sendo tudo possvel na vida de um homem ou mulher, desde de que tenham boa vontade.
Solitrio, conversava consigo mesmo, at atingir o pice da concentrao, pela qual encontrava-se com seres evoludos, que para se evolurem mais, teriam de transmitir seus ensinamentos aos seres preparados, como era o caso de Jonas.
Ensinos pragmticos e fiis, sem aumentar nem tirar, como nos ensina a cosmotica da verdade etrica.
E, isto tudo, para a evoluo de mestre e discpulo, ambos com o privilgio de receber e transmitir aprendizados, no af de galgarem os degraus da eternidade.
Pensava Jonas, como possvel tantos seres humanos se acotoverem, e atropelando uns aos outros, na maioria das vezes em solido total, atravs do estresse que muito coopera atravs de desesperadas preocupaes do cotidiano, e com tantas escolas, no aprenderem os procedimentos essenciais da vida simples de pessoas felizes, como os que tenho aprendido nesta minha pseudo solido, junto de meus verdadeiros companheiros de estrada eterna.
Longe de tudo, e de todos, obtenho tudo graciosamente, como o ar puro que respiro, a gua cristalina que bebo, a vista maravilhosa da paisagem natural que Deus Pai me tem concedido e incontveis bens.
Em sintonia com ondas etricas de vrios rtulos, vivendo em outras dimenses, Jonas aprendia desde a mais simples matemtica, ou aritmtica mais profunda anatomia humana.
Conseguindo, em muitas projees andar por muitos hospitais, indstrias e escolas deste nosso planeta, onde desaprovava o comodismo humano, pois, no estado em que se encontrava, tinha muito mais entusiasmo energtico para desenvolver a prpria evoluo de profissional deste nosso mundo.
Em outras esferas, aprendia muito sobre naves ocultas de locomoes espaciais, conhecidas aqui pelos humanos como Discos Voadores, desenvolvendo esses estudos todos, sem arredar os ps daquela loca, onde agora era o seu lar e laboratrio de ordem csmica, ou seja: laboratrio, que se encontra dentro de cada ser humano que, porventura queira aprender a us-lo.
Os sales naturais daquela loca eram fenomenais, com medidas gigantescas para estarem dentro de rochas de pedra.
Chegavam a medir 80 metros de largura por 110 de comprimento por 100 de altura, e traziam em si verdadeiras obras de arte, esculpidas pela natureza, brotando de seus trios estalagmites, como plantas que cresciam atravs de milnios, bem como estalactites, expondo lindssimos candelabros, que cintilavam pela luz advinda das aberturas de algumas fendas, abastecidas pela estrela menor e de quinta grandeza.
Lagos tranparentes, apresentavam suas guas cristalinas em tons azulados, formando outros matizes, conforme o sol ou a lua em tempos beneplcitos, iluminavam suas covas de alguns metros de profundidade.
Aquele lugar mistico, era considerado de singela beleza, ao rivaliz-lo com outros que Jonas j conhecera no mundo astral, sem sair de dentro daquela fortaleza.
Viajando por lugares espetaculares, a exemplo de um plano no qual esteve, visitando uma fbrica de alimentos sintticos, e do aproveitamento cclico da natureza daquele lugar, onde a unio daquele povo adiantado, era simplesmente invejvel.
Recepcionando muitos seres diferentes em suas aparncias, no se vexava em pedir conselhos, ajuda em sabedoria para para prestar auxlio aos seus irmos humanos, qui, humanidade.
Relatava Jonas somente em pensamento aos seus visitantes, que muitas vezes agraciavam-no com timas receitas de fazer o bem, atravs dos pensamentos energticos, que culminam em energizar ambientes, independentemente de distncia.
Assim, procurava influenciar seus pais e irmos em seus negcios, bem como nas suas atitudes humanitrias, sendo que nestas encontra-se a maior bem-aventurana humana, segundo os conceitos do eremita, e dos grandes luminares da humanidade.
Encontrava-se com msicos renomados, da clssica erudio musical, ouvia Chopin, List, Lobo e tantos outros e, at trocava idias com eles, sempre aprendendo com esses mestres melodiosos, atrevendo-se at em escrever algumas melodias, com seus parcos conhecimentos de fusas e semifusas mescladas com colcheias.
Agora, descia o eremita, para aplicar seus conhecimentos os quais aprendera no mundo extrafsico.
Estava por chegar o homem.
Aos descer, pensava sobremaneira num dos seus mais fiis companheiros, Ciraco, um co selvagem que, a mais de 7 anos apareceu no local para lhe fazer companhia, mais conhecido por Ciro, pois, este cognome (apelido) soava mais suave e lpido.
Na sua sabedoria, Jonas era amigo de Ciro, porm nem tanto ntimo, para no condicion-lo dependncia da amizade protecionista, como agem homens, pases e povos, onde o mais forte, torna-se mais forte ainda, e o mais fraco, mais fraco.
Captulo 4
ALA DAS PESQUISAS
Certo dia, Jonas encontrou um rocha de cor rosada e comeou a olh-la de maneira que sua viso ficou turva, baralhada, e naquele torpor foi transportado a um lugar de indescritvel beleza e conforto.
Maravilhado, menos desejo tinha de se retirar de dentro da caverna, como se existissem verdadeiros tesouros no mago daquelas rochas.
Chegando a um lugar chamado: Alas de Pesquisas Cibernticas, compostas de muitos mestres nestes assuntos.
Aprendeu muito com Tino, um grande mestre que lhe mostrou o mundo do futuro, atravs de um telo em outras dimenses, onde eles podiam adentr-lo e participar de todos os movimentos daquelas pessoas e, na prtica extrafsica, aprendeu muito sobre cculos aritmticos e financeiros, que o fez pensar:
- Nostradamus, Pitgoras, Scrates, Decartes. deveriam ter freqentados tais lugares, nos quais tenho me metido ultimamente, prevendo um futuro de maneira quase precisa, deixando escritas de suas vises, bem como outros seres iluminados, que vaticinaram o futuro da terra, porm, os homens esto extremamente distrados em seus negcios, para se darem conta destes fatos, realmente so o inconsciente coletivo que atravanca o progresso da humanidade, posto que a maioria pensa mal.
O que significa, ter eu sado l do ensino convencional, para vir aprender aqui no nada, num lugar extremamente diferente, assuntos ou matrias nas quais no tinha o mnimo prazer, e, aqui ao faz-lo, sinto-me na maior alegria.
E, este povo maravilhoso de senso e atitude simples, sem ferir uns aos outros, todas trabalhando em prol do prximo, isto deve ser o to decantado paraso divino do mundo religioso, onde se "consegue" pelo dzimo e ofertas, as indulgncias (compra do perdo) de pecados, aqui o mestre ironizou, pode crer.
Toda essa maravilha, dentro de um pequeno espao, representando os universos, como nada sabemos de nada.
Resmungou o ermito.
At ento, no se apercebera de quanta amplido de conscincia estava ganhando com essas experincias.
Como uma pessoa da Idade da Pedra, transladada a uma megalpole em sua parafernlia, com certeza ficaria apavorada dentro de seus parcos conhecimentos, diante de tantas mquinas, pois, seria plenamente subserviente a tantos deuses de ao.
Desta maneira, Jonas se preparava, at a contragosto para assombrar os mortais, c embaixo da Montanha Doirada.
E agora, mais do que nunca, descia o iluminado.
Naquela solitude clausura, que lhe daria um futuro promissor de grande alegria, continuava a visitar e ser visitado por seres que, esto bem perto dos humanos, esperando uma chance para se comunicarem, porm, a cegueira humana est realmente de portas fechadas para um resgate carmico mais rpido, o qual poder se procrastinar (prorrogar) por sculos, e at milnios, que pena, tanta cegueira.
Sempre acontece, de surgir um bom pensamento criativo em alguma cabea, e a se ouve: Eureca, eureca, (achei) ascendeu-se a famosa luzinha da inteligncia humana.
Quem recebe essa gloriosa luz nem sempre sabe o que est acontecendo, muito menos o seu processo criador, que logo cai no esquecimento.
Oxal, se pergunte a um psiclogo, que logo vai dando sua sbia explicao, revestida de grande autoridade:
"- Esse , o processo mnemnico aflorado do subconsciente. coisa e tal!"
Sendo sempre um diagnstico cheio de lgica, porm, sem maiores detalhes e explicaes convincentes, apenas, palavras de um profissional que passou a vida toda estudando para expressar dizeres bonitos e verdadeiros, dentro de seus conceitos acadmicos padronizados.
Captulo 5
AS APARIES
Jonas, pouco se importando com os ditos e os no ditos, aprofundava-se em seus estudos esotricos, dizendo para si, que os homens sempre sofismam sobre seus pensamentos e, em suas patranhas no deixam que outros pobres mortais possam unir outras cabeas, tambm mortais, para se instrurem unilateralmente, pelo medo de serem sobrepujados. (, a malvola concorrncia invejosa dos humanos).
No entanto, impondo seus ensinos aos seres condicionados, posto que o homem aculturado j fez coisas absurdas e destrutivas no decorrer da histria da humanidade.
Porm, Jonas estava pronto e descia pelos caminhos ngremes da montanha.
Existia bem defronte boca da caverna, uma plataforma na qual Jonas trabalhara com as prprias mos, lapindando o granito, quem sabe o que cinzelar um material to duro, pode imaginar o que deve ter passado o nosso obstinado ermito, transformando-o em uma confortvel poltrona de pedra, para troglodita (morador de caverna). claro.
Localizava-se na direo do sol poente, ali passava longas horas em contemplativa meditao extrafsica, afrouxava suas poucas peas de roupa, e mirando a verdejante paisagem, respirava profundamente, at entrar em xtase e ser conduzido esferas inefveis, Ciro, seu fiel guardio tambm o fitava em profunda concentrao, e como fiel vigia postava-se dele a uns 20 metros de distncia.
E, s vezes o prprio guru, se dizia: - Como gostaria de ter a fidelidade de Ciro!
Ciro, vivia normalmente da caa e de legumes que Jonas lhe ofertava de quando em quando.
Jonas, tinha tambm um plantel de galinhas caipiras, que completava sua dieta ovo-vegetariana.
Suas poedeiras tinham nomes como: Zefa Zenaide Romilda e, outros respeitveis, e elas ficavam bem guardadas de Ciro e de outros animais silvestres como raposas, jaguatiricas etc. Precatadamente, Jonas evitava os gatunos noctvagos, sem se esquecer de velar por Terncio, o rei do galinheiro.
Suprimento de apoio era fornecido pelo seu nababo (ricao) papai, que prontamente o mandava atravs de seus motoristas, que deixavam sob a responsabilidade de alguns moradores do local, que eram especialistas em escalar aquela pequena montanha, com pagamento vista pela entrega do suprimento.
E, tambm atuavam como mensageiro ao guru, o qual chamavam de: "O Guru Maluco".
Voltando a falar de seus galinceos, moradores em reparties bem organizadas, divisando com outras, onde ficavam algumas codornas, angolas e perus, aquele galinheiro era bem construdo, induzida por mos mestras vindas do cosmo, sendo um verdadeiro artesanato, coisa de artista mesmo.
E, l se encontrava Jonas em seu arepago ("tribuna"), distitudo da presena humana, porm, em estado alterado de conscincia, vislumbrava uma multido, e falava a uma nao, um grande povo, dissertando sobre suas vises para outras vises, porm, aquilo era de uma realeza sem limites, a ponto do guru pensar viver puras iluses nesta vida de homens mortais e, que a prpria realidade de tudo seria suas verdadeiras vises.
- E, no seriam mesmas?
Jonas, tinha conscincia de que quase todos humanos, teriam e tero de chegar queles conhecimetos, mesmo que parcialmente, ou seja, na sua essncia tm a grande potencialidade em lidar com coisas extra-sensoriais, extrafsicas, ou com assuntos do mundo invisvel, do esprito etc. como ele estivera lidando em toda sua vida.
Nesta viso especfica, Jonas testemunhava aquelas pessoas com seus conhecimentos, atuava como um lder do mundo espiritual, bem como recebia tambm seus ensinamentos, deixando aquela tribuna, penetrava entre eles, cedendo o seu lugar de mestre para o de discpulo.
- Que surpresa seria tudo isso?
E, l vinha o iluminado.
Jonas, na curiosidade de poucas pessoas que o visitavam, descrevia suas vises, exortando-as de como e, quando deveriam agir no seu dia-a-dia, tornando-as mais felizes e bem com a vida.
Pregava que, somente atravs da meditao e da introspeco profunda, o ser humano chegaria ao autoconhecimento para desfrutar do equilbrio, paz, alegria, amor e uma enorme verborragia, se assim o quisermos.
Essas atitudes, concorriam ainda mais para cham-lo de estafermo, mentecapto, energmeno, louco, desvairado, bem. seus adjetivos eram muitos, pelo simples fato de terem cime de algum que chegou mais perto de Deus, assim falaram do Filho do Homem, de Scrates, Gandhi, Buda, Maom, e tantos mil.
A inveja, sobre o ser que se ilumina, sacrificial pela prpria ignorncia do homem, que faz sofrer aquele que j sabe sofrer, mas no resiste o sofrimento da dor de sua prpria inveja por falta de sabedoria"
Ser invejoso, ser burro em demasia, e perdoe-nos os animais, que so inteligentes perto desses burros especficos.
Com o passar do tempo, seus amigos e familiares j o tachavam como uma pessoa de mente doentia, procurando evitar aquele assunto esdrxulo e hilrio, como costumavam-se expressar e s vezes escapava um verbete. "estapafrdio", sinonmia de pessoas metidas bestas, j que anteriormente aventamos sobre o to til amigo do homem, o burro, alis, um verbete que deveria ser banido do pejorativo, j que uma espcie de burro menor ainda, um jumento fez a Entrada Triunfal de Jesus cidade de Jerusalm:
Mateus: 21
MATEUS [21]
5 Dizei filha de Sio: Eis que a te vem o teu Rei, manso e montado em um jumento, em um jumentinho, cria de animal de carga.
6 Indo, pois, os discpulos e fazendo como Jesus lhes ordenara,
7 trouxeram a jumenta e o jumentinho, e sobre eles puseram os seus mantos, e Jesus montou.
8 E a maior parte da multido estendeu os seus mantos pelo caminho; e outros cortavam ramos de rvores, e os espalhavam pelo caminho.
9 E as multides, tanto as que o precediam como as que o seguiam, clamavam, dizendo: Hosana ao Filho de Davi! bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!
Captulo 6
O LARPIO
Numa de suas vises, Jonas saiu em projeo astral, (semelhante a um sonho, embora, carea de profunda explicao ao laico no assunto), continuando: e pairou sobre uma cidade a ele desconhecida.
Porm, leu na sua entrada a j conhecida frase: "Bem-vindo" a Maraj.
E das alturas, com olhar aquilino, (olhar de guia), via a movimentao do povo, descontraidamente notava as atitudes mais triviais das pessoas.
Ao espiar uma feira-livre, notou que um senhor, j de certa idade, roubava algumas frutas, colocando-as sutilmente em uma sacola.
Tomou a deciso de seguir aquele velho, larpio, na curiosidade de averiguar ainda mais aquele senhor em suas atitudes.
Era um senhor de cabelos brancos, e de boa postura, bem trajado e dentro da moda, acima de qualquer suspeita.
O mestre se perguntou:
- O que levaria tal criatura agir quela maneira compulsiva?
Aps vrios furtos, o gatuno enveredou-se por um lugar ermo da cidade, indo ter com uma famlia pauprrima, encontrando-se com muitas crianas maltrapilhas e desnutridas.
Qual foi a surpresa de Jonas, aquele homem de certa elegncia e respeitabilidade, simplesmente distribuiu o fruto do furto com aquelas crianas, que alegremente se atiravam em seus braos.
Porm, o "Robin Wood" (personagem que roubava dos ricos para distribuir aos pobres) evadira-se rapidamente do local, enquanto, Jonas continuou a segui-lo em esprito, por assim dizer, o gatuno adentrou-se numa casa normal de pessoas simples, e Jonas tomou outro destino que no ferisse a cosmotica de projetor de mundos astrais, invadindo sua privacidade familiar.
Pensou muito, sobre aquela projeo e, decidiu que continuaria com suas investigaes, porm, com anuncia de seus mentores astrais, assim que os encontrasse, como de fato era uma ocorrncia corriqueira na vida do projetor-eremita encontr-los, e assim o fez.
- Sirkis, por acaso, voc conhece um senhor que reside na rua Tamoyo, na cidade de Maraj?
- Sim, o senhor Freij!
- A sua curiosidade sobre essa pessoa bastante interessante, pois, este um homem que serve de exemplo s religes.
estas, pelos seus prprios ensinos, fatalmente so induzidas a um julgamento prvio, como o caso de Freij.
Porm, quero frisar e muito bem frisado, que jamais tive a inteno de aludir que os atos desse senhor sejam corretos.
Mas, deixo para voc, meu caro conservo Jonas, que medite sobre coisas como essas, que so anmalas aos ensinos apregoados pelos religiosos, e at mesmo pelos ensinos das leis, que regem os homens em suas jurisprudncias.
Falarei sobre esse senhor Freij, que conceitua seus atos como se eles fossem os mais ntegros de todos, ele um homem aposentado, tendo um modesto salrio.
Esse vcio, que alguns chamam de doena de cleptomania, Freij o adquiriu em sua juventude, na nefasta inteno de ajudar aos menos favorecidos, embora, no entenda a lei de causas e efeitos, j que nem tudo possvel ser feito antes de seu tempo, conquanto, tenhamos de dispender esforos no el de trazer o bem e a paz em todos os planos de vidas universais.
Se est pensando, que somente voc viu Freij furtando, est redondamente enganado, ele j foi pego muitas vezes e at j ficou preso pelos seus atos de furtar alimentos para repartir com os pobres, porm, depois que a populao teve cincia de sua cleptomania e a sua causa, hipocritamente passou a fazer vistas grossas, colocando panos quentes sobre suas atitudes em funo dos miserveis daquela cidade.
- Ser que, os lesados feirantes no cometem o mesmo delito, sem sequer dividir com mais ningum o produto de seus roubos camuflados pelas qualidades, medidas, pesos e preos de suas mercadorias?
- Sem nenhuma aluso induo ao crime, no existe nessas situaes todas, nenhuma espcie de compensao?
- Quem poderia ser o justo pretor dessas causas?
Pois, Jonas descia montanha abaixo, justamente para expor seu aprendizado aos ignorantes irmos, que faziam uso de muita hipocrisia, que a maneira mais cruel de se pregar mentiras, ou mentir a si prprio, sem nenhuma repulsa ou mazela queles que tanto o pejoraram em suas atitudes de anacoreta (eremita ermito isolado).
Jonas, num de seus encontros com Agnelo, um desses seres de alta evoluo espiritual, dotado de grande sabedoria csmica e de espirituosidade fora de srie, porm, com peso em seus ditames, pois, jamais fora leviano em suas palavras e, Jonas aprendeu mais uma lio.
Ambos, andarilhavam aleatoriamente por uma bela e tranqila avenida arborizada, criada com muita arte e pacincia ecolgica, quando repentinamente, foram convidados por algum, a visitarem uma fbrica de mquinas de confeccionar roupas, aceitando aquele convite puderam testificar a simplicidade artesanal daquele eficiente trabalho, apesar de serem computadorizados, fez com que Jonas ficasse meditativo, fazendo-o se perguntar:
- Por que um automvel terreno, tem de ter tantas peas?
- Ser, mesmo necessrio tanta complicao?
Aqueles teares eram de uma simplicidade to grande, que o deixou deveras incomodado, ao ver seus testes "in loco" a rapidez e a perfeio daquela produo de teste que o deixou pasmo.
Conduziram Jonas a uma sala, pedindo sempre a sua autorizao, no que sempre foi muito cordato, introduziram em sua caixa craniana um minsculo aparelho, como se fora um "chip" de computador e, lhe disseram que aps aquela pequena e simples cirurgia, ele entenderia melhor aqueles processos, mas sua curiosidade era tanta que o fez perguntar:
- Mestre Crispim, por que tanto ritual, tantos dogmas, tendo em vista tanta potencialidade, ou poder em suas mos?
Apesar de Jonas, no ter se expressado corretamente, Crispim lia muito bem seus pensamentos e lhe respondeu:
- Meu filho Jonas, at no acasalamento, que representa a maior simbologia da criao divina, existem os rituais, principalmente no mundo animal, sendo que no ato sexual entre homem e mulher nada deixa a desejar, pois, sem o jogo do amor, o prazer no teria a mesma intensidade virtual, ou etrica, sentimentos inexplicveis pela sabedoria humana.
Na dana, no ato de ouvir maviosas melodias, tudo isto tem a funo de alimentar a alma, at nas refeies convencionais, se no houver uma espcie de ritual, uma preparao psicossomtica, certamente o alimento no ter uma boa digesto, pois, se tudo fosse simplificado de modo que dispensssemos o tempo a ser usado, estaramos em plena ociosidade psicofisiolgica, e no vamos esquecer o velho ditado: "cabea fazia , oficina do Diabo".
- Quanto a esta cirurgia, Jonas, muito normal a praticarmos em crebros humanos, que so inconscientes, e que por aqui passaram sem se dar conta, e hoje so prsperos em diversas reas humanas, desde o mais alto altrusta ao nababo senhor de muitos bens.
- Voc ter de aprender tanto, at seus irmos o chamarem de: O Iluminado, porm, no se envaidea, posto que voc no passa de mais um deles, simples mortal, portanto, seja humilde!
Receber intuio muito aguada, que deixar os sbios boquiabertos, pois, ter o seu campo vibracional aberto somente para as boas e inteligentes manifestaes, que o faro um ser maravilhoso aos olhos de seus semelhante, mas jamais se esquea, cuidado com a vaidade, mormente aquela recheada de hipocrisia.
Eis, uma adenda de relevada importncia consciencial: "enquanto, voc se regozijar no bem do seu prximo, este mesmo irmo, no ter o seu nobre sentimento, pois, enciumado tentar atribuir-lhe prejuzos".
Seus irmos no enxergam muito bem, so caolhos, de espritos medocres, por este motivo dever descer Jonas, desa desse seu pedestal chamado: Montanha Doirada, chegada a sua hora.
O verdadeiro artista no tem apego s suas obras, tanto que tudo o que pensarmos j existem plasmados em alguma parte dos universos, qualquer de nossos pensamentos ficam registrados no etreo, nunca mais desaparecem, so seres vivos, somos deuses e, deus na sua essncia criador, creia, e analise bem o que nos disse o salmista Davi, ratificado por Jesus: " Vs sois deuses filhos do Altssimo".
Salmos: 82
6 Eu disse: [Vs sois deuses], e filhos do Altssimo, todos vs.
Joo: 10
34 Tornou-lhes Jesus: No est escrito na vossa lei: Eu disse: [Vs sois deuses]?
Tudo aquilo que voc tem visto, ouvido, e pronunciado fica gravado no seu subconsciente, ou alma, ou no cosmo.
Voc, no seu pouco tempo em que viver, ser to nfimo perto da longevidade que ter em outras esferas astrais.
Ao retornar ao seu plano fsico, ser um ser de grande versatilidade, podendo exercer muitas profisses, principalmente a de ensinar coisas duradouras, que alentaro muitas almas cambaias pelo sofrimento material.
Ser de extrema criativida, porm, no pense que estar criando alguma coisa nova, no se envaidea, tudo o que fizer j criao divina, e apenas ser transmitido a voc, que um privilegiado instrumento nas mos de Deus.
Esta , uma verdade quase absoluta, porm, paradoxal, tudo est a bem perto de voc, como se voc estivesse debaixo de um p de frutas, porm, como existem muitas rvores frutferas, sobejam muitos frutos e passam desapercebidos pela fartura, e no seu desinteresse, esses frutos despencam de seus galhos, apodrecendo, trasformam-se em hmus, composto orgnico que alimentar muitas outras espcies de vidas, portanto, este, o ciclo de eterna movimentao, onde nada se perde e tudo se transforma, como j afirmava o grande "Darwin".
Tudo est em constante movimento, as pedras, os homens, sua pele, nada , ou est esttico, esta estagnao no existe na natureza csmica.
Porm, essa aparncia cclica no se repete na realidade, o tempo e o espao fazem grandes mudanas nessas aparentes repeties.
Jonas, depois de outras andanas, voltou e recordou dos neurnios.
Captulo 7
OS NEURNIOS
Certa feita, sob o teto de pedra de sua residncia, econtrava-se Jonas em estado alterado de conscincia, como costumeiramente praticava, estimulando seu eu maior a deixar seu corpo, com muita conscincia, pois, esta prtica estava lhe dando muita sabedoria e, como haveria de ser bastante bvio, estava radiante.
Saindo para um passeio ali no interior uterino de pedra, que era seu vestibular, o qual estava prestando para transmissor de conscincia, ou seja: mestre em projeciologia consciencial, ou melhor, ensinar como se viver em conscincia quase plena, seno, plena mesmo, ao padro humano.
Cujo aprendizado, d ao aprendiz uma aura personalizada, forte e suave ao mesmo tempo, e de sabedoria, quanto tica pessoal.
Seria a arte de espargir energia sobre outras entidades, a fim de ajud-las e tambm receber ajuda.
Somente a simples presena de pessoas destas prticas, at mesmo inconscientemente, j deixa qualquer ambiente impregnado de rara tranqilidade e racionalidade, donde procede o bom-senso e o equilbrio, reinando a paz no local.
Inibindo qualquer resqucio de sentimentos baixos, que assaltam as pessoas supreendentemente.
Da, fato notrio, porm, imperceptvel pela maioria, na admirao das pessoas ditas carismticas.
Naquela divagao, foi tomado de sbito por um claro muito intenso, porm, suportvel, e seres reluzentes em cores variadas locomoviam cumprimentando-se mutuamente com suas mo, porm, muito rapidamente. Jonas apreciando aqueles movimentos, colocou-se entre eles, e como um deles, mas longe de acompanh-los em sua agilidade, e teceu comparaes:
- Seriam estes seres, neurnios de alguma cabea inteligente?
Notava que, aquelas criaturas de formato meio homem, meio rob, pois, suas fisionomias diferenciavam e muito da de Jonas, levavam e traziam informaoes em suas mos, semelhantemente aos antigos carteiros, porm, com uma rapidez indescritvel.
Correspondendo entre si de forma anacrnica e sem sincronismo convencional, algo bastante estranho, pois ao confrontar em sua mente, com a maquinria por ele conhecida, nada batia com nada, diferente por no seguir um rtmo compassado, prprio e peculiar ao executar determinado servio em srie, ali aqueles correspondentes agiam de forma totalmente descompassada e, nem por isto havia alguma coliso, a exemplo do trnsito automobilstico que Jonas conhecia muito bem, em seus antigos passeios pelas belas avenidas de grandes cidades, apesar das desastrosas e mortais colises.
Voltou a repetir a mesma frase:
- Como no sabemos nada de nada!
E l vinha o visionrio.
Rivalizou tudo aquilo com eltrodo, ou eletrdio tambm conhecido vulgarmente pelos professores e engenheiros como eletrodo, fazendo uma comparao entre o prazer e a dor, o sofrer e o gozar, entendendo-se que se faz necessrio esse eletrodo, o qual pode provocar estmulo de prazer ou dor, e conforme sua dosagem podem redundar no mesmo efeito.
Concluindo que, o perigo do desequilbrio do prazer, pode se transformar em dor e vice-versa.
Da o sistema penitencirio estar falido, posto que no reabilita pelo processo fustigatrio, pois, o criminoso realmente sadomasoquista, sentindo o prazer de sofrer e de fazer sofrer.
Estas condies impostas pela desgraada filosofia do egosmo humano, estraalha at com a constituio de uma nao.
Conjeturou com seus botes:
- O que daria maior prazer ao homem, ingerir 5 quilogramas de mel de uma s vez, ou outro tanto do mais puro molho de pimenta?
Neste momento uma voz lhe fala:
- Descer em breve, neurnio Jonas, pois ter de expor aquilo que aprendeu aqui em seus dias granticos.
Jonas, achava muito mais confortvel o seu aprendizado do que ir ensinar muitas cabeas ocas, que certamente o chamariam de aloprado.
Tentou ali uma discusso com aquela voz, debaixo da fortaleza de pedra, porm, amistosamente entendeu que deveria deixar o seu egosmo de apenas aprender confortavelmente, ficando no anonimato e, que deveria distribuir o que aprendera graciosamente com seus irmos, somente isto validaria seus conhecimentos.
E, foi lhe dito tambm:
- Meu caro Jonas, preste muito ateno!
- De que lhe valeriam muitos bens dessa vida terrena, se somente voc habitasse a face desse planeta?
- Apenas seria o herdeiro de tudo, e da, para que lhe serviriam tantos bens?
- Portanto, descer meu querido irmo e, ver quanta alegria o espera.
Sair do seu aconchego petrificado, lhe seria desconfortante sobremaneira, porm, recordou-se de suas primeiras lies, do frio cortante lhe fustigando o corpo, a fome lhe assolando o estmago, a falta de algum remdio que, de costume sempre usava, at ento no tinha conscincia que a doena um fantasma do psicossoma.
Acostumara-se de tal maneira com a nova vida que relutara em voltar.
- Mas, l vinha o sbio Jonas.
Rapidamente confirmou, tanto faz dar na cabea, como na cabea dar, no fundo tanto fez como tanto faz. dor, prazer, cus e infernos, o meu e todos os problemas humanos residem na ignorncia e no medo.
Captulo 8
A DESCIDA
Compenetrado descia Jonas.
O caminho era um tanto complicado e o seu corao estava um tanto apertado por ter de deixar o lugar que tanto lhe aprazia.
Juntou um pouco das galinhas que lhe sobraram, pois, j havia doado uma parte delas aos rapazes que s vezes lhe traziam raes e outros alimentos e at correspondncias etc.
Despediu-se de Ciro desta vez descia mesmo!
A passos lentos deslizava l de cima, no caminho encontrou com algumas pessoas que o cumprimentaram, e Jonas lhes perguntou como faria para chegar at a prxima cidadela, pois, h muito no andava por aquele caminho.
Sua prosa era somente para chamar ateno daqueles campesinos, para poder conversar com aquelas pessoas simples e humildes.