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subject: Eu e a Pesquisa Acadêmico-Científica [print this page]



Introduo

Um dos pr-requisitos para ingresso nos Programas de Mestrado, de muitas Instituies de Ensino Superior, a apresentao de um pr- projeto ou at mesmo, projeto de pesquisa.

Difcil compreender que, na atual realidade educacional brasileira, somente neste nvel de ensino que ocorre maior iniciativa com relao pesquisa acadmico-cientficas. , pois, nos cursos de ps-graduao, que ser construdo o caminho do conhecido rumo ao desconhecido.

Acostumados que estamos a nos valer do senso comum, o fato que se apresenta de imediato a dificuldade de se entender o que se anuncia como pensamento rigoroso, que na construo da pesquisa aparece como um dos elementos principais de sua caracterizao.

No discurso acadmico, pesquisa marcha do conhecido para o desconhecido, um linear percurso entre partida e chegada. E, por se tratar de conhecimento, parte o sujeito (aquele que conhece) em busca do objeto (aquilo que se conhece), ao mesmo tempo que o objeto por suas propriedades, fornece ao sujeito os elementos que ele precisa para conhec-lo.

Por isto, h que se definir objetos, procedimentos metodolgicos e estar ciente de que necessrio valer-se de um corpo corpo conceitual, prprio a cada disciplina cientfica.

"Assim, antes de iniciar uma pesquisa, preciso saber pesquisar e, mais, o que se vai pesquisar" (PEREIRA, 2008, p.45).

Contudo, referncias documentais ricas em contedo e informaes sero insuficientes se o futuro pesquisador desconhecer esses aspectos, cruciais para a pesquisa. Pode-se estar de posse do dicionrio mais atualizado, mas, se o pesquisador no estiver de posse do termo correto a consultar de nada valer tal dicionrio.

Mas vale, acima de tudo a ressalva de Pereira (2008, p.23), quando afirma que nossas pesquisas no so voltadas para objetos e, sim, para sujeitos.

Por isto, no acredito em desconstruo do pensamento- soa como destruio. Prefiro referir-me reconstruo do pensamento.

Logo, nos primeiros contatos, entre orientador e orientando no Mestrado, so intrigantes e conflitantes os dilogos sobre o tema e o problema de pesquisa.

Procurar pelo objeto da pesquisa gera incerteza, frustrao. quando se descobre que a noo de objeto no est clara. Na maior parte das vezes, o prprio mestrando desconhece o objeto da prpria Cincia, na qual se formou.

Outra questo interessante, que convm observar aqui, que a maioria dos mestrandos no se v como pesquisador, j que ingressa, com certeza, num programa de Ps-Graduao por conta da exigncia para o exerccio da docncia superior. Assim, o esperado adquirir titulao para prosseguir na carreira docente. E, neste contexto, a frustrao perceptvel.

Ser pesquisador demanda dedicao, muita leitura e interpretao de textos cientficos e filosficos, que requerem ateno redobrada e domnio de terminologias prprias.

H que se saber, ainda, interpretar os diferentes tipos de discursos e de linguagens, com se depara.

Nesta perspectiva, ser pesquisador reconstruir seus prprios pensamentos. conhecer o pensamento de outros pesquisadores, que h milnios, sculos, dcadas, dias pesquisaram e escreveram.

Muito do que parece novo j foi pesquisado, avaliado e validado em um contexto cientfico. Posto isto, ser pesquisador nos dias atuais, tarefa rdua.

Contudo, preciso iniciar. E, de fato, ir em rumo ao desconhecido, para si e para a Humanidade.

E nesta perspectiva que incio minha trajetria na pesquisa acadmico-cientfica.

Pensamentos dirigidos pelo senso comum e a experincia como docente na rede Pblica de Ensino do Estado de So Paulo, fizeram-me pensar as Polticas Pblicas e a Prtica Docente. Realizo em meu projeto de pesquisa para ingresso no Programa de Mestrado, procuro co-relacionar a histria da Educao com a minha histria na Educao. Descrevo em breve relato as mudanas pelas quais a Educao vem passando nos ltimos trinta anos, a responsablidade ou inresponsabilidade dos poderes pblicos ao incentivo pesquisa, falta de pesquisa dos professores e consequentemente de alunos e o desnimo no exerccio da prtica docente.

Ao ingressar no mestrado na Universidade da Cidade de So Paulo, comea o que chamarei de "aclaramento" do pensamento, com o discurso dos professores que so unanimes em afirmar, a importncia primordial de se descobrir o objeto a ser pesquisado.

E tudo que parece ser conhecido, na verdade desconhecido, e a indagao esta em, qual meu objeto de pesquisa, como definir o tema, como seguir em uma marcha do conhecido rumo ao desconhecido, se neste momento no h o "conhecido". Este o momento em que os iniciantes na pesquisa acadmico-cientifca, comeam o discurso de desconstruo, o qual no compartilho. J que neste momento, que acredito que comeamos a nos construir pesquisadores.

J que a pesquisa iniciada na busca por um objeto, tema, problema, que seja relevante a ser pesquisado.

Para a comunidade acadmica o discurso no deve ser apenas atravs de expresso oral, mas sim atravs da dissertao. E neste contexto h toda uma estrutura e normas a serem seguidas para apresentao da dissertao.

No entanto neste percurso h de se considerar as modalidades do pensamento, que se apresentam como, mtico-dedutivo (afirma), filosfico-indutivo (dialoga) e cientifico-analgico (demonstra). Noutros termos, a marcha do conhecido rumo ao desconhecido acontece pelo sujeito por um destes pensamentos. E que o objeto relevante para a escolha do pensamento. E estes fatores devem ser observados, considerados na pesquisa acadmico-cientfica.

Ento ao iniciar este novo ensaio pesquisa e retomando a leitura de meu projeto de pesquisa percebo que no houve uma diretriz estabelecida, sem um objeto especifico. No tinha um um norte seguir com a minha pesquisa.

Na busca por um objeto. Deparo-me com a Pedagogia do Sujeito e assim com o sujeito- professor (PEREIRA, 2007). E este s fora descoberto atravs da pesquisa.

Quando abordada, sobre o meu objeto de pesquisa. Disse que gostaria de percorrer por caminhos que me levassem descobrir o "ser" educador. E logo nas primeiras aulas descubro que o "ser", tem conotao diferente da qual eu julgava saber

"Nada . O que esta deixando de ser, num fluir constante.(Heraclito). Enquanto que para Parmnides, diz que, "o ser , e o no ser no ". Assim o ser (eterno, imvel, infinito, imutvel, nico). No ser o ente.(fisico, objeto, real, concreto)".

Assim, meus pensamento no foram desconstrudo, mas sem "sombra" de dvida fez com que eu fosse em busca da objetividade da minha pesquisa. Que at ento estava amparada no tema Qualidade do Ensino e Pratica Docente.

Assim, fui me inteirar sobre A qualidade do Ensino. Ento a primeira frustrao, j que grande parte do referncial terico o qual tive acesso, relaciona a Qualidade do Ensino, um fator mais de mensurao, (definitivamente no este o caminho que pretendia percorrer).

Aqui meu pensamento de reestruturao do pensamento, acredito que saber o que no pesquisar, se d por meio de pesquisa. No deve ser entendido este como desconstruo. Mas sim uma organizao diferente da idia (sendo que a idia a maneira como o pensamento opera).

Contudo, preciso saber que em uma pesquisa acadmico-cientfica estes (pensamentos) devem ser sistematizados.

Que existem diferentes tipos de pesquisas estas podem ser, quantitativa, qualitativa, pesquisa-ao, histria de vida, formao de professores e estudo de caso. A escolha desta, retratar um pouco da caracterstica do pesquisador.

Comeo a entender que, a cincia do pensamento correto ocorre por meio da co-relao entre idia, juizo e raciocnio. Que o pensamento ocorre por movimento dedutivo, indutivo e analgico, assim os pensamentos sistematizados (idealismo, realismo e fenomenolgico) sero defindos pelo estilo pessoal de cada pesquisador.

Assim, surge o construir-se pesquisador. J que o pesquisador, a partir de referncias, ir adotando um estilo prprio de realizar e conduzir suas pesquisas.

A partir do meu encontro com o meu objeto de pesquisa Pedagogia do Sujeito (PEREIRA, 2007), e com o meu problema de pesquisa A construo do Professor luz da Pedagogia do Sujeito, pretendo, seguir em minha marcha.

Contudo, no por outro caminho que encontrarei o que idealizo, como professora da rede Pblica Estadual de Educao desde 1995, que o de apresentar, aos professores, um novo conceito em educao. No entanto, este s se afirmar quando os professores olharem para si e perceberem que necessrio iniciar pesquisa. Acredito que existe um "interesse", no Currculo da Secretaria do Estado de So Paulo, em difundir este conceito pesquisa, mas est implcito, para a maioria dos professores. Mas este seria assunto para um outro projeto de pesquisa, dada a extenso de fatos e interesses polticos, que envolve o assunto.

Com o auxlio precioso dos Doutores da Educao, meus professores e orientador, pretendo voar alto meu sonho de pesquisa. Inicio, com a certeza de me construir pesquisadora. Assim seguir, eu e a pesquisa.

Referncias Bibliogrficas

FURLANETTO, Ecleide; MENESES, Joo Gualberto de Carvalho; PEREIRA, Potiguara Accio. A Escola e o Aluno relaes entre sujeito-aluno e sujeito-professor. So Paulo: Averkamp, 2007

GATTI, Bernadete A. Ps-Graduao e pesquisa em Educao no Brasil, 1978-1981.CP 44,p.3-17, fev.1983.

PEREIRA, Potiguara Accio. O que pesquisa em educao? So Paulo, Editora Paulus, 2008.

Eu e a Pesquisa Acadmico-Cientfica

Por: katia simone oliveira silva

Perfil do Autor

Mestranda em Educao pela Universidade Cidade de So Paulo, professora da Secretaria da Educao do Estado de So Paulo. Pesquisa em andamento: A Construo do Professor Luz de uma Pedagogia do Sujeito. (Artigonal SC #3248389)

Fonte do Artigo - http://www.artigonal.com/ciencia-artigos/eu-e-a-pesquisa-academico-cientifica-3248389.html




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