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"Viver uma eterna luta para chegar a lugar nenhum e conquistar coisa alguma."
Geani Carla Di Benedetto.
Efmero Bem Mal
Somos to frgeis, emocional e psicologicamente, e ao mesmo tempo to soberbos e donos de si! "Vestimos" a capa da superioridade como os heris imortais que ns mesmos criamos.
Travamos uma luta diria do bem contra o mal, ou vice-versa, quando, na verdade, jamais haver um vencedor, pois o bem se torna mal e o mal se torna bem... Dentro da convenincia de cada um.
So infinitos os oprimidos e os opressores que transformaram mentes, mudaram comportamentos. Alguns fizeram a diferena porque acreditavam num ideal. Mas, ningum muda ningum, somos meros instrumentos que acionam em nossos semelhantes aquilo que pulsa em seus peitos, numa grande coincidncia de desejos. O tempo torna-se fugaz. Amor e dio se confundem.
Vivemos numa eterna escurido acerca de quem somos, do que certo ou errado, do que queremos e do que podemos, no conseguimos nos libertar dos rtulos impostos por aqueles que sempre esperam muito de ns. Ou daqueles que nada esperam. Este eterno conflito nos aniquila e nos paralisa.
A certeza da escolha apenas um artifcio, pois na verdade nossas atitudes so instintivas, so impulsivas, carregadas de histrias pessoais e intransferveis.
A mesma linha vermelha que separa os indivduos por gangues e ou grupos ideolgicos capaz de un-los na dor e no preconceito, no grau de esperana e na certeza de que todos, sem exceo, teremos um nico fim; o prprio fim.
Porm, nossa espcie foi mimoseada com o mais belo de todos os sentimentos, o mais nobre e, por ser nobre, so poucos os que o reconhecem e o vivencia; o AMOR. Sentimento mgico, que nos pega de surpresa para romper com valores sem valor. Ns o desejamos e o rejeitamos. O tememos.
A "efemeridade" faz parte de ns, pois est justamente em nossas atitudes ambiciosas e individualistas, atuando tal qual um vrus invisvel e indestrutvel. Infringimos as regras para benefcios prprios e nunca por um bem comum. Exterminamos-nos mutuamente.
As mudanas provocadas nas pessoas e de certa forma, nas instituies pblicas, momentnea e utpica, no sobrevive aos instintos destrutivos do homem.
E assim, eu concluo:
"O ser humano est longe da racionalidade real da palavra e sim, de que se trata de uma espcie fadada a extino por si s. Somos efmeros por que no somos verdadeiros."