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A atual cidade de Martinpolis tem como me a ferrovia e como pai o caf. Foi exatamente por causa desse binmio, caf-ferrovia, que ela surgiu, cresceu e hoje uma progressista cidade de mais de 22.000 habitantes.

A ferrovia era a Estrada de Ferro Sorocabana, que implantou estaes de dez a quiinze quilmetros uma da outra, em plena mata virgem. O caf era, na poca, a lavoura mais importante do Estado de So Paulo, os capitalistas procuravam desesperadamente terras virgens para colonizar e vender stios e fazendas para quem quisesse implantar novas lavouras.

A E.F. Sorocabana foi espalhando seus trilhos nos espiges, desde Salto Grande, onde chegou em 1910, at Porto Tibiri (atual Porto Epitcio), nas barrancas do Rio Paran, onde chegou em 1922.

Em Martinpolis, que na poca se chamava Estao de Jos Teodoro, homenagem a um grande posseiro de meados do sculo 19, a ferrovia chegou na manh de 05 de agosto de 1917. O incio do povoado s ocorreu sete anos depois da chegada dos trilhos. O Coronel Joo Gomes Martins, um portugus da Ilha da Madeira, adquiriu a fazenda de dez mil alqueires fronteiria estao, no dia 17 de novembro de 1924, iniciando o loteamento. Contratou agrimensores e fez o arruamento do insipiente povoado de Jos Teodoro, retalhando o restante da propriedade em chcaras, stios e fazendas., denominando-a Ncleo Colonial Boa Ventura, da Colonizao Martins.

Os primeiros moradores da zona rural do ento povoado de Jos Teodoro (atual Martinpolis), que compraram terras em fins de 1924 e durante o ano de 1925, foram as famlias Tudisco, Saram, Quaranta, Valentim, Baptistela, Senteio, Ogata, Esposito, Junqueira, Trucolo, Fiorindo, Caldeira e Escrcia.

Na zona urbana, os primeiros comerciantes foram as famlias Contini, Felisari e Reginato, com suas olarias, Parente e Senteio com armazm de secos e molhados e ainda as famlias Bidia, Figueira, Yanagui, Andrade, Falkemback, Lopes e Girotto.

Duas grandes correntes de lavradores vieram para c. Uma, os japoneses, formaram uma colnia numerosa at a dcada de 1960, eram atrados pelo funcionrio da Colonizao Martins de nome Tomikichi Ogata, responsvel pela Seo Japonesa. Outro funcionrio da Colonizao, chamado Eugenio de Melo, era fluminense e atraia crescentes levas de moradores das regies serranas do Rio de Janeiro para Martinpolis. Ambos influenciavam seus conterrneos, mostrando a eles que mesmo com pouco dinheiro e muita disposio para vencer, poderiam comprar seu prprio pedao de terras de cultivo.

Um levantamento efetuado em 15.11.1927 constatou a existncia de 1.395 habitantes, entre zona urbana e rural. Descrevia ainda que o povoado possua 3 olarias, 2 serrarias, 1 monho de fub, 4 casas de secos e molhados, 1 padaria, 1 garagem, 13 automveis e caminhes, 1 carpintaria, 1 oficina mecnica, 1 hotel e 1 ferreiro.

Os anos foram passando e, apenas cinco anos depois do incio do loteamento, o povoado de Jos Teodoro comeou a alar vo rumo sua independncia. O primeiro passo foi a transformao em distrito de paz, o que foi conseguido em 20 de dezembro de 1929, pela Lei Estadual 2.392, pertencendo ao municpio e comarca de Presidente Prudente

O distrito passou a se destacar na produo de caf e algodo e a luta era pela emancipao total. Conseguiram o intento quando, pelo Decreto 9775, de 30 de novembro de 1938, publicado no Dirio Oficial de 19 de dezembro de 1938, o ento distrito de Jos Teodoro passou a ser o municpio de Martinpolis. A instalao oficial ocorreu em 29 de janeiro de 1939 e judicialmente continuou a pertencer comarca de Presidente Prudente.

A mudana de nome da cidade foi uma reinvidicao em homenagem ao seu colonizador, Joo Gomes Martins, que havia falecido dois anos anos, em 1937. Martinpolis significa "terra dos Martins".

Na poca vigorava no Brasil a ditadura Vargas e no havia eleies diretas para escolha de prefeitos e vereadores. Os prefeitos eram nomeados pelo interventor estadual e no existia Cmara de Vereadores. O primeiro prefeito nomeado foi o farmacutico Octvio Gonalves de Oliveira. Aps seu mandato foram nomeados outros, como Dr. Joo Grande de Mello, Jos Victor Pedrozo Chagas, Eleazar Galvo, Oscar Cabral, Antonio Angelini, este em 17.04.1947, ficando at a realizao de eleies municipais.

Em 01 de janeiro de 1948 finalmente tomou posse o primeiro prefeito eleito pelo povo, em eleies livres, o comerciante Joo Batista Berbert, que ficou no cargo at dezembro de 1951. Os prefeitos eleitos em seguida foram Francisco Belo Galindo, Arlindo de Oliveira, Silvio Genaro, Estefnio Alves Portela, Antonino Leite Oliveira, Adelino Simes de Carvalho Filho, Dr. Jos Carlos Macuco Janini, Luiz Antonio Leite Oliveira, Dr. Arthur Galvo de Melo, Antonio Leal Cordeiro, Jos Valentim Neto e o atual Antonio Leal Cordeiro, que governa a cidade pela terceira vez.

O decreto 14.334, de 30 de novembro de 1944, criou a comarca de Martinpolis. Era a 140 comarca do Estado. Instalada oficialmente em 13 de junho de 1945, tinha sob sua jurisdio o municpio de Regente Feij que, por sua vez, possuia os distritos de Indiana, Caiabu e Taciba, hoje municpios autnomos.

O juiz instalador foi o Dr. Olavo Ferreira Prado. Atualmente a nossa comarca tem sob sua jurisdio apenas o vizinho municpio de Indiana.

Martinpolis hoje um municpio com rea territorial de 1.256 km2, um dos mais extensos do Estado de So Paulo. O caf, que ocasionou o surgimento da cidade, hoje produzido em escala reduzida, apenas meia dzia de propriedades. O algodo, que sucedeu o caf e que j foi chamado de "ouro branco" nas dcadas de 1940 a 1960, tambm pouco produzido atualmente, devido problemas de terras exauridas, altos custos de produo e preo irrisrio na venda da colheita. Martinpolis bateu recordes de produo no ano de 1955, quando foi o maior municpio produtor do Estado de So Paulo, com 2.389.200 arrobas colhidas, em 51.600 ha. plantados. Outra lavoura que teve expressiva produo nas dcadas de 1960 e 1970 foi o amendoim.

Lavouras de milho e feijo so cultivadas no municpio, mas a produo no expressiva. A pecuria, principalmente de corte, o que tem predominado atualmente. No entanto, essa primazia est cedendo espao, nos ltimos cinco anos, para as lavouras de cana-de-acar. H vrias usinas de acar e lcool situadas em municpios vizinhos que arrendam terras para o plantio de cana em nosso territrio. Tambm est em implantao, no nosso municpio, uma usina de acar, que j provocou o surgimento de milhares de alqueires de novas lavouras de cana. Muitos fazendeiros esto desistindo da criao de gado de corte e acreditando na cana-de-acar para obter uma renda anual satisfatria, sem muito trabalho.

(Texto extrado do livro MARTINPOLIS, SUA HISTRIA E SUA GENTE, autoria de Jos Carlos Daltozo, editado em 1999).

http://www.martinopolis.sp.gov.br/site/index.php?p=fotos/index

http://www.portalmartinopolis.com.br/Foto.aspx?tipo=1

Martinpolis

Por: Adriano Ramos

Perfil do Autor

Corretor de Seguros Para Pessoas, Coaching do Clube dos Revendedores de So Paulo, Consultor Grfico, Palestrante.

adri_ramos@bol.com.br (Artigonal SC #3220869)

Fonte do Artigo - http://www.artigonal.com/destinos-de-viagem-artigos/martinopolis-3220869.html




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