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CRUCIFICA-O, CRUCIFICA-O
CRUCIFICA-O, CRUCIFICA-O

Cada tipo de povo inventa suas leis penais para acabar com os exageros e os foras da lei da regio. Roma se especializou na penalidade da crucificao, mas no foram os romanos que criaram a crucificao. Esta modalidade de pena era proveniente da Prsia, da passou para os Fencios e de l para Roma.

A crucificao a penalidade mais dolorosa que j foi criada pelo ser humano. Era uma morte horrorosa e imposta queles que cometiam crimes brbaros e reservados somente para escravos, estrangeiros e em delitos como a sedio e a traio. Segundo os criadores, estas pessoas ficavam a alguns palmos longe da terra, pois eram indignos de ser morto em cima da terra, por ter um crime to hediondo. Era uma verdadeira humilhao para a famlia ter um membro crucificado. A pessoa condenada ficava com o peito arfante, os braos esticados, as pernas retesadas, sem poder respirar, sentindo dores por todos os lados, mas morria mais rpido pela asfixia.

Os romanos foram os povos que mais se especializaram nas crucificaes. As prises eram poucas, as falcatruas eram muitas, de modo que no cabia todo mundo nos presdios.

As crucificaes traziam ao povo sanguinrio da poca uma grande diverso. Ali era permitido bater nos condenados, cuspir, falar palavres e todo tipo de humilhaes possveis. quase impossvel imaginar como num lugar pode nascer um povo com sentimento to mesquinho como aquele. Como pode a pessoa se satisfazer vendo o terrvel sofrimento de seus irmos. Nem os animais so assim. E no eram somente as autoridades da poca no, era o povo em geral. O sentimento era comum naquele tempo.

A penalidade tpica dos judeus eram os apedrejamentos. Se no fosse atravs da cruz, Jesus teria morrido por apedrejamento, mas com o tempo esta modalidade de pena deixou de ser interessante poca, pois os condenados geralmente se viravam de costas e o grande pblico no poderia ver o rosto destas pessoas, por isto resolveram buscar uma pena mais interessante e que a pessoa no poderia se esconder e nem esconder partes do corpo ao ser morto. Buscaram a crucificao que foi trazida a Roma pelos povos Brbaros. Milhares de pessoas j tinham morrido na cruz antes de Jesus e este tipo de pena ainda permaneceu em Roma por muito tempo aps a morte de Cristo.

Com medo de perder as ovelhas daquele tempo, os sacerdotes corruptos resolveram condenar Jesus morte como traidor do reino, j que queria se tornar rei dos Judeus. S que os sacerdotes no tinham autoridade de matar ningum. Teria que ser feito pelas autoridades de Roma. De um lado estavam os dois sacerdotes Ans e Caifs, um posto acima estava o Procurador da Judia Pilatos e acima de Pilatos estava Herodes. Depois de realizar as falcatruas atravs da votao, Jesus seria levado a Pilatos para receber a condenao. O povo foi convocado pelos sacerdotes para acompanhar Jesus at o palcio de Pilatos. Por trs disso, muito dinheiro foi distribudo aos humildes para dizer bem alto: "Crucifica-o, crucifica-o". Pilatos no achou nenhum crime nele e enviou-o a Herodes que tambm no achou crime nele e devolveu-o a Pilatos com uma humilhante coroa de espinhos como se j o tivesse coroado rei dos Judeus.

Pilatos tentou fazer a troca de Jesus por Barrabs, um assaltante e estuprador feroz daquela poca. Este no era o objetivo dos sacerdotes, j que Barrabs no oferecia perigo algum a estes sacerdotes. O objetivo deles era mesmo matar Jesus. Por isto a gua da lavagem das mos de Pilatos tambm no adiantou nada e o mestre Jesus foi entregue ento a populao da poca comandada pelos sacerdotes para ser sacrificado.

Mais e mais alto gritavam a populao irresponsvel: "crucifica-o, crucifica-o" e mais dinheiro era distribudo pelos sacerdotes. Compraram a populao para crucificar o nosso Mestre.

Saindo do palcio de Pilatos, Jesus j recebeu socos e as muitas humilhaes. Foi-lhe entregue o grande madeiro e com chicotadas, obrigado a levar a cruz at o local onde seria condenado.

CRUCIFICA-O, CRUCIFICA-O

Por: Henrique Pompilio de Arajo

Perfil do Autor

(Artigonal SC #3220632)

Fonte do Artigo - http://www.artigonal.com/evangelho-artigos/crucifica-o-crucifica-o-3220632.html




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