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VIAGEM A CURAAO
VIAGEM A CURAAO

Com o isolamento em que eu vivia no bairro, bem afastado do centro, sem luz, sem televiso, a gente se acostuma a ir dormir cedo. Eu ficava lendo at algumas horas mais tarde, a luz de vela, o que acabou prejudicando muito com a minha vista. Por isto eu ia dormir cedo quase todas as noites.

Em 1980 visitei um lugar chamado Curaao que at pouco tempo no sabia onde ficava. J havia procurado em mapas, em livros e no conseguindo descobrir onde ficava Curaao, mas ela existe e graas a Deus s vim a descobri-la recentemente pela Internet.

Vendo aquele lugar que achei muito bonito, resolvi descer e desci em linha vertical numa casa muito baixa, pintada de branca e muito velha. Cheguei at a calada, cheia de lodo e musgo. Encontrei uma menina de 7 e 8 anos de idade. Falei com ela, mas no me entendeu ou no me ouviu, ou no me viu. Tentei transmitir uma mensagem teleptica e ela disse que aquele lugar chamava-se Curaao. Fiquei olhando a paisagem quando a me da menina chamou-a . Ela foi atender. Eu agradeci a informao prestada e sa voando rumo ao centro do vilarejo. Chegando a uma esquina, vi um bar e l algo estranho ocorreu. Captei logo todas as informaes e desci a porta do bar. Um homem de quarenta anos ia neste momento apunhalando uma jovem, talvez de vinte anos de idade. "Pare" disse eu num tom rpido e brusco. O espanto do homem foi geral. Ele paralisou a mo ainda erguida enquanto eu puxava a jovem rapidamente para fora do bar e entreguei-a a sua me que estava na cozinha, ambas choravam. No sei se eles conseguiram me ver, mas cumpriram aquilo que eu estava orientando.

Voltei ao bar e fiquei olhando os homens que bebiam alguma coisa. O homem ainda estava espantado. Olhou-me novamente e novo espanto apoderou-se dele. Ele era a nica pessoa que me via, no sei como, pois ningum mais percebeu a minha presena.

Havia apenas um grande balco no bar, quatro ou cinco homens e o vendedor. Uma mesa velha encostada a um canto e a casa no possua pintura e o piso no existia: era de terra bem socada.

Terminada a ao sa novamente voando e dei uma volta por cima do lugarejo, ou seja, no centro. O lugar era muito bonito, havia muitas casas, todas muito baixas. Voltei novamente para casa e s agora depois de um ano que relatei este caso.

O que percebi que algumas pessoas me viram l ou pressentiram a minha presena, pois seguiram a orientao que eu lhes indicava.

VIAGEM A CURAAO

Por: Henrique Pompilio de Arajo

Perfil do Autor

(Artigonal SC #3218485)

Fonte do Artigo - http://www.artigonal.com/meditacao-artigos/viagem-a-curacao-3218485.html




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