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subject: LINGUAGEM, LÍNGUA, IDENTIDADE SOCIAL E DISCRIMINAÇÃO SOCIOCULTURAL [print this page]


INTRODUO
INTRODUO

No decorrer da colonizao do Brasil, a mistura de raas foi dando origem a mistura de diferentes lnguas, com isso o povo brasileiro foi construindo sua linguagem, sofrendo assim, vrias influncias e descriminaes quanto a maneira de falar, para melhor compreenso este artigo ir enfatizar o tema: Lngua. Sociedade. Variedades. Preconceito lingstico, com o objetivo de mostrar a sociedade como ocorreu esse processo de variao lingstica. O presente trabalho ser confeccionado a partir de pesquisas bibliogrficas, que posteriormente ser publicada na mdia, para contribuir com acadmicos, professores e comunidade santanense e com a prpria cincias.

1. LINGUAGEM E LNGUA

1.1. Linguagem sistema de sinais susceptveis de servirem de comunicao entre os indivduos; idioma, lngua.

1.2. Lngua conjunto de palavras expresses usadas por um povo em sua comunicao.

Onde quer que exista um povo, territrio, pas, nao ou outro qualquer lugar, sempre estar presente uma determinada lngua, que representara uma diversidade lingstica enorme, mas, que de nenhuma maneira deixar de ocorrer seu principal fundamento da linguagem, a comunicao.

O processo de grande importncia que desenvolve-se entre as sociedades na maneira de comunicam-se, esta presente em um sistema chamado de signos vocais, tambm conhecido como signos lingsticos, ou seja, a Lngua. atravs de desses signos, o grande nmero de possibilidades para se comunicar, podendo optar por diversas variaes ocorrentes dentro de um processo histrico da linguagem de uma determinada sociedade, que poder apresentar aspectos dos valores de cada lugar, principalmente os valores regionais e econmicos, que destacam-se como intercambio para as variaes da lingsticas.

A lngua um sistema de possibilidades que oferece um grande nmero de regras, combinao e substituio sem que haja a alterao e nem comprometer a interao. dessa maneira que chamamos de variao lingstica.

Dessa maneira, os seres falantes de uma determinada lngua, exercem aspectos diferentes dos demais falantes da mesma lngua, observando que nenhum falar do mesmo modo que o outro, o que caracteriza as variaes existentes.

2. LINGUAGEM E IDENTIDADE SOCIAL

O processo de formao da sociedade brasileira, que esta ligado ao perodo de colonizao do Brasil, revela os aspectos importantes da formao da nossa lngua, que espalha-se por todas as partes do nosso territrio, onde podemos definir uma juno da cultura e aspectos dos portugueses vindo ao Brasil, as caractersticas e conhecimento dos povos indgenas e ainda os aspectos relevantes dos negros trazidos para o Brasil que j adquiriam um certo conhecimento da lngua portuguesa, pois, habitavam antes em outras colnias portuguesas no continente asitico.

Segundo Le Page (1980)

Todo ato de fala um ato de identidade. A linguagem o ndice por excelncia da identidade. As escolhas lingsticas so processos inconsciente que o falante realiza e est associado as mltiplas dimenses constitutivas da identidade social e aos mltiplos papis sociais que o usurio assume na comunidade de fala. O que determina a escolha de uma ou outra variedade a situao concreta de comunicao.

Porm, o autor destaca que o ato da fala, relaciona diretamente dentro da sociedade em que vive, revendo que as bagagens da linguagem esta diretamente no contato como os demais falantes de sua determinada lngua em sociedade.

A presena de uma grande variedade lingstica resulta de fatores principalmente socais e econmicos. No decorrer do processo histrico do Brasil, o portugus falado por certas classes mais favorecidas tem sido a variedade mais presente que as demais outras. o que chamamos de linguagem padro ou lngua padro. aquela que foi aceita como representao mais figurada do um pas. ensinada e aprendida no mbito em casa, nas escolas. Quando essa variedade de lngua eleita uma variedade padro, a mesma ganha alta condio social, o que pode-se classificar como status, passando a ser elemento de dominao sobre as demais variedades lingsticas existentes e que passam a ser mais inferiores que as demais, graas a uma maneira preconceituosa, das regras impostas pela gramtica, fazendo da linguagem padro, uma linguagem nica.

2.1. As variaes de modo sociocultural.

Extremamente interligada variao da lngua est a variao sociocultural. Destacam-se os usos diferenciados por faixas etrias, principalmente os das crianas, dos jovens e dos idosos. Mediante o posicionamento de Possenti:

As diferenas mais importantes entre os dialetos esto menos ligadas variao dos recursos gramaticais e mais avaliao social que uma sociedade faz dos dialetos. (1996).

O autor destaca que a grande concentrao das variedades est aplicada no cotidiano das pessoas por conta de suas condies sociais e no o fato das aplicaes gramaticais.

Os jovens em busca de sua identidade, costumam criar formas prprias de expresso, transformando o significado dos termos ou criando uma sintaxe prpria. A essa variao est ligada a outra: a histrica que trata de enfatizar os processos diacrnicos no decorrer do processo lingstico.

Assim, entre os jovens temos as tribos dos surfistas, dos skatistas, das patricinhas, e assim por diante.

A variao por sexo se mostra nos termos utilizados por homens e mulheres. Por exemplo, o uso do diminutivo mais comum na fala da mulher do que na do homem. O homem se preocupa em no empregar uma terminologia feminina, mais afetiva, por conta da avaliao social imposta pela sociedade em geral.

H ainda os chamados intelectuais, que costumam falar por meio de aluses e citaes eruditas. Com isso, o homem e suas falas, em tantas e diferentes situaes sociais no decorrer da histria contempornea

4. A DISCRIMINAO NO USO DE VARIANTES

Em todos os casos, deve se est atento para a discriminao provocada pelo uso de variantes. Como cada variante representa um grupo social. comum as variantes de grupos com menos destaque poltico, social e econmico serem desprestigiadas. Com isso, surge o preconceito lingstico, as pessoas so julgadas pela fala e escrita que apresentam.

A substituio da lateral palatal por semivogal anterior, resultando em pronncia como "paia" em vez de palha, o r reflexo, em vez de semivogal posterior, resultando na pronncia de animar em vez de animau (que se escreve animal), tem pouco prestigio e, no entanto so aceitos pelos falantes de grupos sociais.

Reconhecer as diferenas entre as variantes e o prestigio de uma sobre a outra, sabendo compreende-las como uma forma de vida da lngua. o principio da cidadania e de respeito diversidade.

Devemos dar voz a todos os que desejarem se expressar. No h lngua portuguesa certa ou errada, existem variaes de prestgios lingstico.

O segredo est em se saber adequar o ato verbal s situaes de uso; compreender qual variedade mais adequada naquele momento com determinadas pessoas.

A norma padro uma variante lingstica de determinado grupo social que impe aos demais suas formas de uso. Ela est intimamente ligada ao poder econmico, poltico e social. A sociedade aceita que ela seja padro e que deva ser ensinada nas escolas e divulgada pelos meios de comunicao.

H um contato social nem sempre equilibrado que determina o que adequado e o que errado. H uma presso social para sua defesa e manuteno. Muitos dizem que ela preserva a nacionalidade.

H dicionrios e gramticas que dizem o que certo e o que errado no uso da lngua.

Infelizmente as modalidades prestigiadas muitas vezes no so conhecidas por todas as pessoas, o que faz com que elas se sintam inferiorizadas por no saberem competir no mesmo grau de igualdade com aqueles que as dominam. Todos devem ter os mesmos direitos lingsticos.

Absolutamente no coloco uma substncia da resistncia face a uma substncia do poder. Digo simplesmente, a partir do momento em que h uma relao de poder h uma possibilidade de resistncia. Jamais somos aprisionados pelo poder: podemos sempre modificar sua dominao e segundo uma estratgia precisa..." "Esta resistncia de que falo no uma substncia. Ela no anterior ao problema que ela enfrenta; ela co-extensiva a ele e absolutamente contempornea. (FOUCAULT, 1986)

Na viso do autor acredita-se que a expresso lingstica ocorre mediante a prxis da fala, partido dos conhecimentos empricos ou cientficos, conforme o mbito social de cada falante da lngua.

CONSIDERAES FINAIS

Com base em tudo que foi aqui apresentado, pode-se dizer que jamais ser possvel um processo de aprendizagem sem que haja uma maneira de impostas colocaes de variedades e que existentes dentro da sociedade sua raiz, onde a mesma apresentar a forma mais clara da cultura dessa sociedade, ou seja, a cultura na qual ele est inscrito. Dessa maneira, que se deve pensar em que a educao sempre estar como uma forma de enriquecer a linguagem do povo de qualquer que seja a sociedade e que no esbarre em suas diferenas sociais e econmicas, pois a cultura do povo, est na construo da sociedade em conjunto. E que cada individuo deixe o preconceito lingstica e passe a respeitar as variaes lingsticas existentes em seu meio social, j que cada um tem suas particularidades e no da para esquecer de uma hora para outra s por que algum quer, escola deve continuar a ensinar a lngua padro, mas deve tomar cuidado para que o aluno no perca sua essncia lingstica. Com isso dever seguir criteriosamente os ensinamentos cientficos em prol social. Portanto a linguagem faz parte de cada indivduo. Pois ele usa para comunicar-se sendo que esta linguagem varia de um lugar para o outro, devido sofrer influncias sociais, econmicos e culturais. E muitas pessoas so julgadas pela maneira de falar, sofrendo assim um preconceito o que chamamos de preconceito lingstico.

REFERNCIAS

FOUCAULT, Michel. Microfsica do Poder. Rio de Janeiro: Graal, 1986.

LE PAGE, R. B. Projection, Focursing and Diffusio. York Papers in Linguistics. 1980.

MEC (Ministrio da Educao) Parmetros Curriculares Nacionais. Lngua Portuguesa. Braslia, MEC.1998.

POSSENTI, Srio. Por que (no) ensinar gramtica na escola. Campinas, SP: ALB Mercado de Letras, 1996.

LINGUAGEM, LNGUA, IDENTIDADE SOCIAL E DISCRIMINAO SOCIOCULTURAL

Por: ALCILENE SILVA

Perfil do Autor

(Artigonal SC #3202645)

Fonte do Artigo - http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/linguagem-lingua-identidade-social-e-discriminacao-sociocultural-3202645.html




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