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subject: O APRENDIZADO DA MORFOLOGIA NA ESCOLA [print this page]


INTRODUO
INTRODUO

O presente artigo refere-se, ao estudo da morfologia na escola, enfatizando a importncia do tema no processo ensino-aprendizagem, sendo que no termo morfologia, encontram-se os elementos. [morf.(o)] e [logia] do grego, morphe = "forma" e logia = "estudo". Portanto a morfologia o estudo da formao e estruturao da palavra. E este trabalho tem como objetivo contribuir com o processo educativo e o entendimento morfolgico, e servir como subsidio para os interessados no estudo da morfologia e sua abrangncia funcional, no estudo da estrutura da lngua. Dentro dessa concepo o artigo far referncias: a importncia da gramtica no mundo da aprendizagem, a lngua no mbito de variabilidade e invariabilidade na gramtica descritiva. E a morfologia como suporte da lngua na realidade escolar. Assim o trabalho decorrer atravs de pesquisas e estudos feitos por Mattoso Camara e outros lingistas que se preocuparam com est rea de estudo.

1. A IMPORTNCIA DA GRAMTICA NO MUNDO DO APRENDIZADO

Sabe-se que a comunicao e interao do homem se d atravs da lngua, e esta forma de comunicao acontece de maneira clara e objetiva atravs da fala, escrita e etc. Sendo esta maneira de exteriorizar suas idias, sensaes e organiza-se em sociedade. Analisando o contexto que organiza esta comunicao entre seres capazes e dotados de inteligncia. Para compreender regras e normas. Observa-se que muitos limitam-se a deixar para os estudiosos da rea do papel de compreender, falar, escrever de acordo com a "dita" norma culta. Outros pensam que gramtica somente um manual com regras e normas utilizadas por aqueles que buscam na sua fala e escrita expressar-se guiados pelo uso da norma culta, e que consideram o conhecimento da gramtica como um componente indispensvel para o bom entendimento de um texto. Outros ainda julgam-se incapazes de entend-la. Observa-se que este pensamento algo cultural, "no possvel aprender gramtica". Portanto tem-se um embate, como quebrar este paradigma. De acordo com Bagno (2007) que questiona e responde.

"Gramtica ou no para ensinar? A resposta : se for para ensinar gramtica como mera repetio da doutrina tradicional, anacrnica e encharcada de preconceitos sociais, definitivamente no para ensinar gramtica. Se ensinar gramtica for entendida como decoreba de nomenclatura sem nenhum objetivo claro e relevante, analise sinttica de frases descontextualizadas e as vezes at ridculas, definitivamente no para ensinar gramtica, mas se por gramtica entendermos o estudo sem preconceitos do funcionamento da lngua, do modo como todo ser humano capaz de produzir linguagem e interagir socialmente atravs dela, por meio de textos falados e escrito. Portadores de um discurso, ento, definitivamente para ensinar gramtica sim".

Observa-se que possvel ensinar e aprender gramtica, e assim amenizar as confuses que at mesmo os universitrios fazem. Por exemplo: confundir, lngua e linguagem, norma culta e norma padro. Achando que tudo a mesma coisa, no consegue fazer a diferenciao entre ambas. O aluno precisa est apto para fazer essa diferenciao de forma coerente e assim poder observar a grande dicotomia que difere a gramtica normativa da descritiva, internalizada, reflexiva e todas as suas variaes.

2. A LINGUA NO MBITO DE VARIABILIDADE E INVARIABILIDADE NA GRAMTICA DESCRITIVA

A gramtica descritiva trabalha com todas as variedades da lngua, e no somente com a, culta. Sendo estas variedades, a realidade de todos os falantes, j que se encontram inseridos em um determinado grupo que faz uso de um dialeto que uma variante, que pode ser, regional, social, etc. Por exemplo, no Brasil o portugus o idioma oficial, mas sabe-se que dentro do Portugus tem-se as variaes regionais, o povo do sul, nordeste, norte e assim sucessivamente falam diferentemente uns dos outros e todos falam o portugus. esta variabilidade que segundo Mattoso (1970):

" um dos percalos mais srios com que se tem defrontado a gramtica descritiva, desde a antiguidade clssica, o fato da enorme variabilidade da lngua no seu uso num momento dado, ela varia no espao criando no seu territrio o conceito dos dialetos regionais, tambm varia na hierarquia social, estabelecendo o que hoje se chama os dialetos sociais. ( apud MARTINET 1954,15). Varia ainda, para um mesmo individuo."

Sendo assim a gramtica descritiva trabalha a forma oral dessa variedade. Pode-se observar o grande preconceito que estas variaes sofrem j que a escola da preferncia ao ensino da norma culta. A variabilidade e invariabilidade da lngua sofrem esses preconceitos h tempos. Segundo

Segundo Bagno (2007)

"Por causa de seus preconceitos sociais. Os primeiros gramticos consideram que somente os cidados do sexo masculino membros da elite urbana, letrada e aristocrtica falavam bem a lngua. Com isto, todas as demais variedades regionais e sociais foram consideradas feias, corrompidas, defeituosas, pobres, etc."

Ver-se que ainda hoje persiste pensamento, tudo que difere daquilo que tido como certo, um modelo a ser seguido considerado erro.

De acordo com Bagno (2007):

"Ainda na questo da variao os primeiros gramticos, comparando a lngua escrita dos grandes escritores do passado e a lngua falada espontnea, concluram que a lngua falada era catica, sem regras, ilgica e que somente a lngua escrita literria merecia ser estudada, analisada e servia de base para o modelo do "bom uso" do idioma. Essa separao rgida entre fala e escrita e rejeitada pelos estudos lingsticos contemporneos. Mas continua viva na mentalidade da grande maioria das pessoas."

E esta mentalidade s vai mudar quando se trabalhar a gramtica na escola, de forma clara, onde o aluno possa ter conscincia que a lngua esta em constante construo.

3. A MORFOLOGIA COMO SUPORTE DA LNGUA NA REALIDADE ESCOLAR

Mediante a realidade escolar observa-se que o aprendizado da morfologia que o estudo da estrutura, do processo de formao e classificao das palavras. Necessita de uma ampla explanao e uma melhor complementao. Sabe-se que a gramtica para muitos algo que est alm da compreenso ou decodificao de suas regras e normas. No entanto para que isto acontea gramtica precisa ser trabalhada desde os primeiros anos escolares, tendo seu inicio com o professor alfabetizador passando por todos os nveis de ensino. Obviamente o professor precisa respeitar os conhecimentos pr-adquiridos pelos alunos. Essa bagagem cultural que eles trazem consigo pode ser trabalhada dentro da gramtica e assim torn-la interessante aos alunos .Sem a necessidade de confrontos de conhecimentos, "As semelhanas so maiores do que as diferenas tanto nos aspectos estritamente lingsticos quanto nos aspectos scio comunicativos." Marcuschi (2004,P,45). No h necessidade de se eliminar, por exemplo, a lngua materna do aluno, mas sim trabalhar esses conhecimentos. A escola deve est ligada a realidade do aluno. Os muros que separam a escola desta realidade vivida pelos os mesmo. Precisam ser removidas, e os profissionais da educao devem ser os primeiros a querer que isto acontea e assim se tornem passeiros na formao educacional de seus alunos.

CONSIDERAES FINAIS

Considerando o estudo da morfologia como critrio bsico para o entendimento de um texto e do contexto que o constitui. E cientes que o objetivo maior do ensino da lngua materna o domnio do uso da linguagem nas varias situaes sociais, ou seja, o desenvolvimento da competncia comunicativa nas diversas formas de interao.

Neste sentido, os conhecimentos lingsticos devem ser ensinados visando motivar o aluno a entender a funo da morfologia na estrutura das palavras e no funcionamento da lngua.

Assim o estudo da gramtica no deve se restringir apenas em repassar um conjunto de regras, deturpando os objetivos da lngua materna. E preciso entender que dominar uma lngua no significa incorporar "um conjunto de regras". Mas adquirir competncia comunicativa, aprender especialmente a refletir sobre a linguagem.

Portanto o estudo da morfologia deve nortea-se em favor da cidadania critica e consciente, conduzindo o ensino por caminhos prticos do uso da linguagem.

REFERNCIAS

BAGNO, Marcos, 1961. Nada na lngua por acaso: por uma pedagogia da variao lingstica. So Paulo: Parbola Editorial, 2007.

MATTOSO, Joaquim Camara jr. Estrutura da lngua portuguesa, 34 Edio, Petrpolis: 2001.

MARCUSCHI, Luiz Antnio, da fala para a escrita: atividades de retextualizao, 5ed. So Paulo: Cortez, 2004.

O APRENDIZADO DA MORFOLOGIA NA ESCOLA

Por: Arlete Monteiro

Perfil do Autor

(Artigonal SC #3202608)

Fonte do Artigo - http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/o-aprendizado-da-morfologia-na-escola-3202608.html




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