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1. GRAMTICA: TODO FALANTE NATIVO SABE1. GRAMTICA: TODO FALANTE NATIVO SABE

Para que possa-se livrar das marcas deixadas pela aprendizagem desagradvel da gramtica, procura-se convencer-se que o estudo cientifico da linguagem nos permite o conhecimento mais crtico de ns mesmos, dos outros e da sociedade em geral.

importante ressaltar que a pessoa antes de chegar at a escola, j possui um conhecimento sobre a gramtica; ela est vinculada em sua conscincia e que foi aprendida na relao social, no modo social de sua linguagem. Conforme afirma Sabino (1994):

" aula de portugus. Sujeito, predicado e complemento. Concordncia, regncia, figuras de retrica, idiotismos lingsticos. J aprendemos outras coisas tambm - algumas que cheiram a dentista, com prclise, mesclise. S que dentro em pouco esqueceremos tudo. As funes do qu, por exemplo, que a matria da aula de hoje. De que me adiantar na vida saber que o que pode ser tudo na orao, menos verbo? Pode ser at substantivo: como nesta frase que acabei de dizer acrescento ao professor".

De acordo com Sabino o individuo tem agregado em sua vida uma bagagem de conhecimento, a qual gera conflitos com os conhecimentos adquiridos na escola, que muitas vezes os alunos no compreendem o intuito daquela aprendizagem, como novas nomenclaturas e informaes, dificultando seu desenvolvimento. Deve haver uma coerncia na articulao dos pr-conhecimentos com os novos, aproveitando-os.

2. A DIFERENA ENTRE GRAMTICA E LINGUAGEM

importante dizer que qualquer criana que tenha acesso linguagem, logo nos primeiros anos de vida, "aprende" o sistema de regras que lhe permite construir a gramtica de sua lngua: "toda criana j chega escola dominando com perfeio a complicadssima gramtica (que os lingistas tentam descrever sem sucesso cabal h mais de quarenta anos)", no entanto, saber gramtica, bem mais do que saber nomenclatura gramatical. uma atividade que consiste em usar a lngua, sem depender de sua sistematizao escolar. Verifica-se nesse caso, uma diferena entre saber conhecimentos formais e saber falar sobre o funcionamento da lngua, pensar sobre ele, problematiz-lo e descobrir suas regras.

Diz Perini (1988)

"O ensino da gramtica deve levar o aluno ao conhecimento explicito de certos traos da estrutura da lngua; esse conhecimento no ter valor primariamente por ele mesmo, mais antes pela a oportunidade que oferece de iniciar uma reflexo independente a cerca dos fatos da linguagem, e de possibilitar uma posterior leitura critica das gramticas existentes".

A concepo de Perini sobre o valor do conhecimento coerente com a de Sabino, propondo a reflexo da linguagem gramatical pr-existente, no descartando qualquer informao, levando-se em considerao o verdadeiro valor intelectual de cada indivduo.

3. A LINGUAGEM CONTEMPORNEA QUER SER COMPREENDIDA

Nesse aspecto moderno a linguagem experimentada atravs de uma dialtica que observada de maneira contrria, preocupada com os pensadores, isolada do pblico, com exterioridades tcnicas da linguagem.

Contudo, surgiu uma necessidade de comunicar com o pblico mais amplo e de se integrar s correntes mais populares. Tendo em vista esse lado, abandonou-se o caminho concretista, preservando uma inovao formal, da disposio grfica e restabelecendo laos com o cotidiano do individuo. Segundo Ferreira Gullar (1984):

"A literatura engajada aquela que trata dos temas sociais, tais como a seca, a misria dos trabalhadores, a luta contra a opresso poltica, etc. E procura a linguagem adequada expresso eficaz desses temas. O poeta engajado procura mobilizar o leitor para a ao no mundo real, ao passo que o pensador formalista busca tambm discutir problemas".

O emprego da linguagem com o objetivo de educar e despertar a sociedade visto com excelentes perspectivas, j que uma populao consciente e crtica do contexto em que inserido capaz de auxiliar na diminuio das enormes desigualdades sociais existentes no mundo.

CONSIDERAES FINAIS

Os diversos processos que envolvem a gramtica, esto acoplados desde o nascimento do sujeito, interiorizada em seu pensamento, e na sua ampliao na vida escolar, pois, o mundo est o tempo todo se transformando e tornando ultrapassado os estudos, disseminando idias e elaborando novas expresses intelectuais.

A interao social produz a aprendizagem da lngua materna, isto , o portugus, pois, no decorrer da vida s aprimora as relaes gramaticais entre a fala e a escrita, possibilitando novas interpretaes da palavra.

Contudo, este artigo esta intimamente ligado ao uso da linguagem verbal, nas relaes sociais, est tendo o domnio de todo e qualquer ser humano, independentemente de raa, cultura e condio social.

REFERNCIAS

PERINI, Mrio A. Gramtica Descritiva da Lngua Portuguesa. tica: So Paulo. 1995.

A GRAMTICA E SUAS DIFERENASA GRAMTICA E SUAS DIFERENAS

Por: Shirlene Balieiro

Perfil do Autor

(Artigonal SC #3202521)

Fonte do Artigo - http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/a-gramatica-e-suas-diferencasa-gramatica-e-suas-diferencas-3202521.html




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