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subject: FONÉTICA E FONOLOGIA: MATTOSO CÂMARA JUNIOR [print this page]


INTRODUO
INTRODUO

A fontica e a fonologia so os aspectos que se procurou abordar neste trabalho, observando-se a concepo de Mattoso Cmara acerca do tema. Por isso, foi feito pesquisa bibliogrfica e a partir da discutiu-se a questo na viso do referido autor. Mediante a necessidade de conhecer mais profundamente ambas. A partir da, sentiu-se a necessidade de trabalhar-se a fontica e a fonologia na viso de Mattoso, com o intuito de levar conhecimentos diversos a sociedade. Onde, a confeco deste ser publicada para somar com a cincia em prol do social.

Sendo assim, recomenda-se a quem interessar-se pelo tema, que para um melhor entendimento do assunto, seja consultada a obra de Mattoso, pois a partir da leitura e compreenso da mesma, certamente as dvidas em relao s questes aqui expostas, podero ser sanadas. Ressalta-se que um trabalho de estudo da obra do autor, fundamental para que futuros profissionais de Letras possam desenvolver trabalhos de qualidade em sala de aula.

1- FONTICA E FONOLOGIA

Sempre foi atribudo fontica, o papel de estudar os sons da linguagem humana do ponto de vista material ou fsico, ela serve ento, para descrever detalhadamente como eles so produzidos e quais so seus efeitos acsticos. J a fonologia cuida do papel que tais sons desempenham num dado sistema de uma lngua particular: se tm ou no valor distintivo em face de outros sons, se podem ocorrer em qualquer posio silbica ou esto restritos a dada vizinhana fonmica etc. Por esse motivo preciso que em sala de aula o professor tenha a capacidade de explorar o assunto, demonstrando aos alunos as especificidades tanto da fontica, quanto da fonologia. Essa necessidade advm do fato de que de acordo com Mattoso (1969, p.34):

O grande problema, no mbito da lngua oral, que por vocbulo se entendem duas dimenses diferentes. De um lado, h o vocbulo fonolgico, que corresponde a uma diviso espontnea na cadeia da emisso vocal. De outro lado, h o vocbulo formal ou mrfico, quando um segmento fnico se individualiza em funo de um significado especfico que lhe atribudo na lngua. H certa correspondncia entre as duas entidades, mas elas no coincidem sempre rigorosamente.

Vale ressaltar, que no h uma uniformidade ou distino clara entre os termos fontica e fonologia na histria dos estudos gramaticais brasileiros. Os gramticos do sculo XIX, por exemplo, no estabeleciam distino conceptual entre as denominaes, porm, mera relao de continncia em que fonologia, via de regra, inscrevia-se no amplo campo de investigao abrangido pela fontica. Considerando irrelevante a distino entre fonologia e fontica, alguns fillogos optam por uma apresentao mais simplificada da matria, de tal sorte que se diminuam as seqncias hierrquicas sem qualquer valor individual na descrio verncula.

Com relao fontica, a mesma definida como o estudo dos sons que interessam linguagem humana, ou do meio fnico lato sensu, a fontica desenvolve sua pesquisa em pelo menos trs reas bem delimitadas: a fontica articulatria, a fontica acstica e a fontica auditiva. A primeira descreve e classifica os sons da fala em face da maneira como so produzidos pelo aparelho fonador. segunda cabe o estudo das propriedades fsicas dos sons produzidos pelo aparelho fonador e do percurso que as ondas sonoras trilham para chegar aos ouvidos do ouvinte. J a terceira ocupa-se da maneira como os sons da fala so captados pelo aparelho auditivo e interpretados pelo crebro humano.

Na concepo de Mattoso, em uma sequncia de segmentos ininterruptos, essa pauta permite identificar palavras fonolgicas: Como vemos a isomorfia entre as palavras fonolgica e a palavra prosdica existe em (3), mas no existe em (3b). Mais adiante (1969, p.36), com respeito aos clticos afirma: "as pessoas mal alfabetizadas de hoje e os copitas medievais, escrevendo olivro, sefala, falasse, sem espao em branco, esto adotando um critrio fonolgico." Mattoso Cmara (1969, p.37 referenda ainda que:

O cltico no uma forma livre porque no pode funcionar isoladamente como uma comunicao suficiente, mas tambm no uma forma presa, pois, entre ele e a palavra em que se apiam outras palavras podem intercalar-se. Classifica-o como forma dependente, analisando-o como palavra fonolgica. Inversamente, as palavras compostas, guarda-chuva, por exemplo, so dois vocbulos fonolgicos e um s vocbulo mrfico.

No resta dvida de que a rea da fontica que mais interessa ao lingista a da fontica articulatria, j que seu objeto est diretamente vinculado manifestao da lngua em sua materialidade. A fontica acstica, entretanto, tem contribudo significativamente no ensino de lnguas estrangeiras, visto que estabelece padres de percepo dos sons de dada lngua pelo ouvido de um falante nativo e de um falante estrangeiro, bem como as razes por que o primeiro mais capaz do que o segundo na tarefa de identificar os fonemas nas cadeias sonoras das palavras. Considerando que um mesmo fonema jamais ser produzido da mesma forma por dois falantes nativos distintos, isto , que os sons da linguagem humana quando produzidos por diferentes falantes se regem pelo princpio da semelhana, no da identidade, cabe fontica acstica descrever as diferenas auditivas pertinentes e impertinentes para a perfeita percepo das cadeias sonoras de que se compem palavras e frases.

2 NEUTRALIZAO FONMICA

Sabemos que o conceito mais acatado de fonema est vinculado ao princpio da oposio, que devemos Lingstica estrutural. Com efeito, o fonema s entendido como entidade autnoma significativa por que se distingue de outro dentro do mesmo sistema fonolgico. Assim, o /d/ um fonema sonoro do portugus por que a ele ope-se o correspondente surdo /t/ . H situaes, entretanto, em que a distino entre fonemas deixa de ser um fato relevante para o falante da lngua. Tome-se, por exemplo, a palavra paz. A pronncia dessa palavra nas diferentes regies geolingsticas brasileiras varia bastante devido consoante final: [pA], [pA], [pAs]. Verifica-se, pois,. que as consoantes //, /s/ e //, em final de slaba, perdem distino entre si; a este fato denomina-se neutralizao de traos distintivos.

O mesmo ocorre com respeito s vogais tonas finais portuguesas. A pronncia de rede, por exemplo, pode ser [Rede] ou [Rei]. Observe-se que a alternncia ente /d/ e // se d entre um fonema e um alofone, j que /d/ e // jamais se distinguem entre si no sistema fonolgico do portugus. J a alternncia entre /e/ e /i/ finais no pode ser atribuda a uma alofonia, visto que constituem fonemas distintos em nossa lngua, como se percebe em cedo e sido. Assim, conclui-se que /e/ e /i/ tonos finais sofrem neutralizao de traos distintivos, j que suas diferenas articulatrias no so pertinentes nessa posio da cadeia fnica vocabular. O mesmo se pode dizer de /o/ e /u/ tonos finais. Quando, por necessidade de descrio, referimo-nos a todas as possibilidades de pronncia decorrentes de uma neutralizao fonmica, optamos pela transcrio de um arquifonema, assim entendido como uma entidade abstrata resultante da neutralizao. Assim, o arquifonema /S/ resulta da neutralizao de /s/, //, // e /z/ finais.

No se h de confundir entre neutralizao fonmica e inocorrncia de um dado fonema na cadeia fnica vocabular. No caso das vogais tonas finais portuguesas, por exemplo, podemos relacionar dois arquifonemas e uma vogal: /I/, /U/ e /A/, os primeiros resultantes, como j se disse, da neutralizao de /e/ com /i/ e de /o/ com /u/, respectivamente. J as vogais // e //, se tonas, simplesmente no tm registro em slaba final, tendo em vista o padro prosdico do portugus. Por esse motivo, no certo atribuir a inocorrncia de // e // a um efeito da neutralizao, seno a mera impossibilidade de ocorrncia.

CONSIDERAES FINAIS

Para se estudar a obra de Mattoso e compreend-la, deve-se debruar-se em estudos e anlises, neste caso, sugere-se que aplique-se teoria, fatos do dia a dia, pois, certamente dessa forma, ser mais fcil compreender o que est sendo estudado.

Este trabalho de grande valia para enriquecer nossos conhecimentos. Servir de base para que novos trabalhos sejam efetuados, sobre anlises que envolvam aspectos inerentes s especificidades da lngua portuguesa.

REFERNCIAS

CAMARA JR., J. Mattoso. Para o estudo da fonmica portuguesa. 2 ed., Rio de Janeiro: Padro, 1977.

SILVA, Thais Cristfano. Fontica e Fonologia do Portugus: roteiro de estudos e guia de exerccios. Editora Contexto. So Paulo: 2007.

FONTICA E FONOLOGIA: MATTOSO CMARA JUNIOR

Por: Maria do Socorro

Perfil do Autor

(Artigonal SC #3201164)

Fonte do Artigo - http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/fonetica-e-fonologia-mattoso-camara-junior-3201164.html




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