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GOVERNANÇA CORPORATIVA

Nas empresas, o principal objetivo da governana corporativa preservar o patrimnio dos acionistas

. Quando se trata da governana de estados federativos, o patrimnio a ser defendido passa a ser o histrico, ambiental e cultural. A desateno s normas e legislao de proteo ao patrimnio cultural, muitas vezes, tem levado ao estabelecimento de um conflito de interesses, que, na verdade, no deveria existir, pois h formas de dilogo aptas a compatibilizar a preservao com o desenvolvimento. O poder econmico atual do mundo corporativo inquestionvel. Somente as 500 maiores companhias mundiais ranqueadas pela revista norte-americana Fortune faturaram US$ 58,2 trilhes, o que representa 39,6% do Produto Mundial Bruto de 2009. Mas se as empresas defendem com inegvel competncia seu patrimnio monetrio, o mesmo no se pode dizer com relao ao patrimnio natural, o ambiente no qual elas atuam. O Programa das Naes Unidas para o Meio Ambiente divulgou este ms um comunicado, afirmando que as 3 mil maiores empresas do mundo foram responsveis, em 2008, por um tero do dano ambiental, correspondendo a US$ 2,1 trilhes. No contexto brasileiro, o poder econmico vem dando mostras de que pretende se alinhar questo sustentvel. Basta ver o elevado nmero de projetos empresariais, to necessrios a otimizao da infraestrutura brasileira, com investimentos j aprovados e disponveis, mas que aguardam seus respectivos licenciamentos ambientais. Ocorre, muitas vezes, que, nestes processos, a necessidade de preservao do patrimnio cultural ainda pouco conhecida das corporaes e este desconhecimento pode gerar efeitos nefastos sobre os cronogramas de execuo, captao de recursos, entrega de obras e custos altssimos, alm de aes cveis e criminais. A indicao de mudana pode ser percebida pela formao de alianas com o intuito de preservar o patrimnio brasileiro. Exemplo maior foi a elaborao da Carta Empresarial pela Conservao e Uso Sustentvel da Biodiversidade, assinada por 50 grandes empresas brasileiras, unidas em torno do Movimento Empresarial pela Biodiversidade (MEB). Entendemos que as corporaes no sculo 21, que daro as cartas no mundo globalizado, estaro atentas s "novas condicionantes" do planeta. Os conselhos de administrao precisam se posicionar estrategicamente e monitorar a forma como esses temas vm sendo tratados em suas organizaes. Tambm as diretorias executivas precisam focar na otimizao de resultados, para diminuir as externalidades negativas j existentes e cuidar para que a sua gesto no acelere aes de curto prazo que possam gerar outras externalidades negativas no mdio e longo prazo. O nosso ponto de vista passa pelo racional: conscincia de ser versus conseqncia de no ser. Na primeira perspectiva, a sociedade, como um todo, entende a importncia da sustentabilidade como legado e valor a ser garantido s prximas geraes. J a conseqncia de no ser sustentvel ser sentida em todas as dimenses, por meio do aumento do nmero das regras/leis que podero ficar a cada dia mais fortes, punitivas, cerceadoras e impeditivas da atividade empresarial. Nesse caso, a clube se transformar em testemunha passiva e conivente no processo de destruio do planeta. O rompimento desse repetido vcio passa pelo desapego do atual modus operandi, que j se mostrou totalmente ineficaz, ultrapassa a questo do consenso ou eleio do mais votado, indo na direo da busca legtima da sociedade por uma maneira diferente de entender e atuar. Isso significa inovao e discusso, fatores determinantes para a chegada de um tempo em que, nas empresas, o lucro mximo possa ser substitudo pelo lucro timo, para que a harmonizao de interesses de todos os stakeholders (partes afetadas pelo mundo empresarial) esteja de certa forma, legitimamente contemplada, por meio da qual a competncia tcnica especfica possa ser ampliada pela aquisio de outras competncias e vivncia em outros setores. A nica certeza que a resposta passa pelo interesse legtimo, colaborao, persistncia e firmeza de propsitos, a partir dos principais atores da sociedade.

GOVERNANA CORPORATIVA

Por: Rossano

Perfil do Autor


Rossano Lopes BastosRossano Lopes Bastos

Arquelogo do IPHAN

Professor Convidado MAE/USP

Professor IPT/UTAD/Mestrado Erasmus mundus. Comisso Europia.

Professor coordenador do MBA/negcios sustentveis:Ambiente, Cultura e Turismo do CEDS/Unisantos

Secretrio Geral do XVI Congresso Mundial da UISPP/UNESCO. 2011/Florianpolis/Brasil

http://www.xviuispp.ning.com


http://www.xviuispp.webnode.com

Adriana Adriana Andrade - Professora convidada da Fundao Dom Cabral-MG

(Artigonal SC #3528976)

Fonte do Artigo - http://www.artigonal.com/carreira-artigos/governanca-corporativa-3528976.html
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