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PROCESSO DE SELEÇÃO DAS LOTERIAS PELA CEF

INTRODUO

INTRODUO

A administrao, tambm chamada gerenciamento ou gesto de empresas, supe a existncia de uma instituio a ser administrada ou gerida, ou seja, um agrupamento de pessoas que se relacionem num determinado ambiente, fsico ou no, orientadas para um objetivo comum que a empresa. (www.wikipedia.com.br, 2010).

No caso estudado, tomou-se como exemplo a Caixa Econmica Federal, que tem como misso atuar na promoo da cidadania e do desenvolvimento sustentvel do pas, como instituio financeira, agente de polticas pblicas e parceira estratgica do Estado brasileiro (www.caixa.gov.br, 2010).

Ela trabalha com vrios canais de atendimento para oferecer o mximo de comodidade aos seus clientes. Um desses canais so as Casas Lotricas. Definidas como a pessoa fsica ou jurdica, inscrita no Cadastro Nacional da Pessoa Jurdica, constituda na forma de quaisquer sociedades empresariais, destinada atividade lotrica, podendo ou no possuir outra atividade compartilhada. Ela comercializa todas as modalidades de loterias, os produtos conveniados e atua como Correspondente no bancrio da Caixa.

Esse tipo de servio permite empresa atender melhor sua clientela usando de estratgias eficientes e enfrentando as constantes mudanas no mundo corporativo exigindo uma viso estratgica para enfrentar os desafios e a concorrncia, buscando no s profissionais competentes, como tambm estratgias de negcio.

O ponto de partida foi o levantamento de informaes feito a partir de material coletado em livros, artigos e sites da internet. O objetivo relacionar as atividades que se iniciam em um trabalho de Gesto por Processos em uma organizao. Entendendo como esta empresa pode ser visualizada sob uma tica dos seus principais processos. Em outras palavras, construir o modelo de gesto da empresa no pelos departamentos da empresa, mas sim pelo conjunto de processos existentes na mesma. Para isto preciso antes compreender qual o modelo de valor da empresa, isto , qual a forma que a empresa organiza seus processos para entregar seus produtos (bens ou servios) aos clientes.

A importncia desse artigo expor que a organizao precisa ser competitiva: estabelecer seus alvos, lutar por vantagens competitivas e buscar conquistas na disputa por mercados e clientes, e tambm por capacidades para reforar sua condio de competitividade. Nesse contexto, a Rede Lotrica tem desempenhado importante trabalho, posto que, por meio dela, a Caixa atua em todos os municpio brasileiros, inclusive implementado as polticas sociais do Governo, mediante o pagamento de benefcios sociais.

GESTO POR PROCESSOS E ESTRATGIA ORGANIZACIONAL

A automao de processos de negcio uma prtica extremamente eficaz. Quando se automatiza processos, rapidamente possvel se obter um controle mais rgido e adaptado s necessidades da empresa. No caso da CEF, ela, atravs da automao, presta um servio melhor, oferecendo ao cliente rapidez e organizao atravs de seus canais de distribuio. Alm disso, tem seus custos reduzidos, pois as Casas Lotricas, seus prepostos e colaboradores no tm com ela nenhuma vinculao, representao, mandato ou congnere.

J suas obrigaes (das Lotricas) para com a CEF so inmeras, como a cumprir os procedimentos, orientaes e rotinas operacionais, sejam elas referentes aos produtos comercializados ou aos servios delegados, e a acatar todas as novas e eventuais orientaes operacionais e administrativas estabelecidas e comunicadas pela Caixa; efetuar depsito da prestao de contas referentes aos produtos de loterias, comercializao de produtos conveniados e atuao como correspondente no bancrio, alm dos procedimentos operacionais, nos prazos e locais estabelecidos.

As lotricas funcionam para a CEF como objetivos organizacionais vistos como unidades sociais para atingir seus objetivos especficos.

A estratgia parte dos objetivos estratgicos da misso e viso que se pretende realizar e balizada por dois tipos de analise. De um lado a anlise ambiental para verificar e analisar as oportunidades que devem ser aproveitadas e as ameaas que devem ser neutralizadas ou evitadas. Trata-se de um mapeamento ambiental para saber o que h no entorno. De outro lado, a anlise organizacional para verificar e analisar os pontos fortes e fracos da empresa. (CHIAVENATO, 2010,p.70)

Existem trs formas de se enxergar o modelo de negcios da organizao a partir de uma viso por processos: a) Cadeia de Valor, criado por Michael Porter e bastante estudado e detalhado atualmente. Segundo este modelo, os principais processos da empresa esto relacionados dentro de uma viso de causa e efeito, com o intuito de entregar ao cliente os produtos e/ou servios da empresa. Estes processos, tambm chamados processos-chave ou processos de negcio, cobrem desde a venda do produto, passa pela sua produo e termina com a entrega do produto e/ou com a prestao de servio ao cliente. Os demais processos da empresa do suporte para que a mesma seja gerenciada e controlada da melhor maneira possvel. Este modelo, porm, bastante vlido para uma empresa com foco estritamente industrial, na qual bem clara a relao sequencial entre a venda, compra de insumos, fabricao, distribuio e servio ps venda.

Quando se trata de uma empresa de servios, o modelo de Cadeia de Valor no to lgico, estando mais relacionado com o modelo de gesto por processos: Rede de Valor: que muito comum em empresas que prestam um servio contnuo aos seus clientes e, desta forma, gerenciam este relacionamento normalmente definido por um contrato de fornecimento. Por exemplo, empresas do setor financeiro, telefonia, servios pblicos entre outras. Os processos principais da empresa esto relacionados a esta prestao de servio e, por conseqncia, tambm com a administrao da infra estrutura necessria para que o servio seja realizado com qualidade (caso das Loterias ). E por ltimo, c) Projetos de Valor: modelo de gesto bastante aderente para as empresas que prestam servios relacionados implantao de um projeto seja ele relacionado a um servio ou mesmo um produto especfico. Estamos falando aqui em empresas de consultoria, agncias de publicidade ou promoo, construo de navios, projetos de infra estrutura entre outros. Para cada projeto a ser entregue, preciso uma nova etapa de planejamento e desenho do que ser realizado, seguido por uma gesto eficaz da implantao do projeto e a medio dos resultados alcanados.

Esses dois processos devem ser tratados pelas empresas no s como uma prestao de servios, mais como uma atividade que alm de satisfazer as necessidades do cliente, seja coerente com seus princpios, crenas e valores, caso contrrio o servio ser substitudo por outro que se estabelea e ganhe aceitao de acordo com as caractersticas interpessoais do cliente. Pois a relao organizao/cliente uma interao das partes, com fim de um beneficiamento e aprovao um para com o outro.

REDE DE VALOR

Redes de valor caracterizam empresas que geram valor a seus clientes atravs da intermediao do relacionamento entre eles, de forma direta ou indireta. As empresas selecionam membros para a rede, gerenciam a comunicao e relacionamento com os mesmos, prestam os servios adequados e mantm uma infra-estrutura fsica e de informaes necessria para garantir a operao do negcio com eficincia e eficcia.

Segundo Schwartz (1992), existe na literatura sobre valores um acordo acerca de sua definio, qual seja: valores so crenas que pertencem a fins desejveis ou formas de comportamento; que transcendem situaes especficas; que guiam a seleo ou avaliao de comportamentos, pessoas e eventos; e que se ordenam por importncia relativa a outros valores, formando um sistema de prioridades de valores.

De acordo com esse modelo a empresa entrega servios continuamente a seus clientes, normalmente regidos sob um contrato estabelecido entre as partes para prestao destes servios e pagamento conforme o que foi acordado. Passa a ser crtica a gesto do relacionamento com os clientes, bem como a gesto da infra-estrutura adequada para a prestao do servio. Os processos principais da empresa so divididos em trs grupos:

1. Processos de Gesto da Rede: so os processos voltados captao de novos clientes para a rede, gesto dos contratos de servio e de relacionamento com os clientes.

2. Processos de Prestao dos Servios: que so efetivamente os servios prestados de forma contnua aos clientes da rede.

3. Processos de Suporte Operao: so os processos que garantem a execuo dos servios como, por exemplo, a gesto de sistemas para servios dependentes da tecnologia (p.ex. operadoras de carto de crdito e bancos).

Alm destes processos, tambm devem ser definidos os processos de gesto do negcio e de apoio (ou suporte): gesto financeira, gesto de pessoas, gesto de processos e projetos, gesto de suprimentos entre outros.

O ponto principal deste modelo enfatizar que os servios so prestados continuamente rede de clientes da empresa, no existindo uma entrega nica do servio ou produto. Outras caractersticas que se aplicam a este modelo so: aumenta-se o valor pelo aumento da rede, isto , aumento do nmero de clientes ou associados; Opera diferentes atividades da rede simultaneamente, presta diferentes servios; Exclusividade da infra-estrutura e polticas para os membros da rede; padronizao dos servios para a rede.

4- A REDE DE LOTERIAS

As permisses lotricas somente so concedidas por meio de licitao, considerando a disponibilidade de equipamentos ou terminais para a captao de apostas das loterias e prestao de servios, de bilhetes das modalidades de Loteria Federal, bem como a possibilidade de eficincia na execuo dos servios outorgados. A seleo feita por localidade, mediante publicao do respectivo edital de licitao no Dirio Oficial da Unio e nos meios de comunicao de grande circulao na regio.

Para abrir uma nova Unidade Lotrica, comercializar todas as modalidades de Loterias e atuar na prestao de servios delegados pela CAIXA necessrio obter autorizao formal da CEF. Essa autorizao concedida mediante licitao, baseada em critrios preestabelecidos no edital.

A relao comercial CAIXA/Empresrio Lotrico tem como fundamento o Regime de Permisso e regulamentada pela Circular CAIXA n 471/2009. O Regime de Permisso regulamentado pela Lei 8.987/95 e trata da delegao, a ttulo precrio, mediante licitao, da prestao de servios, feita pelo poder concedente (no caso de loterias, a CAIXA), pessoa fsica ou jurdica que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco.

Mediante estudo de potencialidade do mercado para determinar o municpio, o tipo de unidade lotrica e o local de sua instalao, a CAIXA divulga o edital do processo de seleo dos interessados na imprensa oficial.

adotado um procedimento de seleo rigoroso onde os empresrios lotricos devero atender a critrios para poderem concorrer com a licitao. A caixa seleciona mediante as licitaes, a seleo dar-se- por localidade, mediante a publicao do edital no Dirio Oficial da Unio e nos meios de comunicao de grande circulao na regio.

Atendidas as exigncias do edital, ser selecionado o candidato que apresentar a melhor proposta e conseguir alcanar a maior pontuao no final. Na hiptese de haver mais de uma proposta classificada, a caixa, a seu critrio, poder revogar a respectiva licitao e divulgar novo edital.

O candidato selecionado dever efetuar a CEF o pagamento das tarifas de permisso estabelecidas. Mediante ao pagamento, ser firmado o pr-contrato com o candidato. Com todas as condies essenciais realizadas pode dar incio s atividades lotricas. Sendo necessria a participao do candidato no treinamento para os novos empresrios, proceder padronizao fsica do imvel e instalar os equipamentos.

A expanso observar critrios tcnicos, entre os quais se destacam estudo de demanda e necessidades de atendimento, distribuio de produtos e servios financeiros, alm de convenincia e oportunidade. O aumento da demanda existe em razo do prprio crescimento populacional e da expanso dos servios realizados pelas lotricas. As novas licitaes para abertura de casas lotricas somente ocorrero depois de concludo o mapeamento dos locais que apresentam movimento intenso de pedestres e apenas quando a demanda no puder ser atendida com a ampliao dos terminais em lotricas j existentes.

A critrio da Caixa o treinamento poder ser realizado em qualquer localidade do territrio nacional em data e perodo estabelecida por ela.. Neste processo os candidatos so responsveis por suas despesas de transporte, alimentao e hospedagem. Ser oferecida assistncia, consultoria, orientaes e ministra treinamentos assim como todas as demais instrues necessrias ao incio e manuteno das atividades. Tambm de competncia da CEF a implementao de inovaes operacionais indispensveis ao exerccio da atividade lotrica e a melhoria na gesto e desempenho empresarial.

Poder ser adotada uma sistemtica de avaliao de desempenho com o objetivo de subsidiar o processo de gesto das Permissionrias. Ela estabelece os parmetros mnimos de desempenho e os prazos para o seu cumprimento. Os j empresrios Lotricos devero ser avisados periodicamente da Sistemtica e dos parmetros de avaliao, bem como os resultados mnimos esperados. Quem no alcanar no mnimo 70% da meta estabelecida anualmente dever apresentar as devidas justificativas, at o ms de maro do ano seguinte, incluindo um plano de ao visando a melhoria do desempenho, para anlise e aprovao da CEF, sob pena de revogao compulsria da permisso.

CONCLUSO

Nos tempos atuais cada vez mais as organizaes esto ampliando sua viso e a atuao estratgica. Todo processo produtivo somente se realiza com a participao conjunta de diversos parceiros, cada um contribuindo com seu recurso. O contexto atual globalizado, repleto de mudanas econmicas e sociais em mbito nacional e internacional, exige dos administradores preparo conhecimento e habilidades para atuar em situaes bastante complexas. O ambiente econmico, sujeito influncia da concorrncia interna e externa, a responsabilidade social das empresas, que exige uma nova postura tica, o impacto das novas tecnologias, a qualidade dos bens e servios como elemento indispensvel, tornam-se questes decisivas e determinantes de novos paradigmas de gesto empresarial.

Ao ser realizando este estudo, percebeu-se que os canais de atendimento da CEF, no caso analisado, as Lotricas so estratgias organizacionais, utilizadas para a organizao atingir seus objetivos, atendendo ao mximo de pessoas possveis e de diversas formas. Ela disponibiliza todo o sistema de captao de apostas, fornece os equipamentos e insumos para a operacionalizao das modalidades de loterias. Porm no tem nenhum vinculo empregatcio com esses canais.

O mundo corporativo de hoje est mudando a cada minuto, processos de modernizao tecnolgica, privatizaes, poltica econmica, fiscal e reestruturaro produtiva. Nossa sociedade est cada vez mais baseada na informao, no conhecimento e na tecnologia. Mais uma vez os gestores preciso estar atentos a qualquer mudana, e novas estratgias, participando ativamente dos processos na empresa. necessrio o uso de novas ferramentas para ajud-los a gerir melhor sua mo de obra. seja das pessoas ou da organizao.

H uma srie de processos que so essenciais para a gesto da empresa. De qualquer maneira, no importa o modelo, o importante que se consiga entender todos os processos da empresa e seu relacionamento, antes de se partir para as atividades de mapeamento e automao. A partir disto se consegue fazer uma efetiva gesto do portflio, priorizando-se as aes de anlise, melhoria e automao dos mesmos.

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PROCESSO DE SELEO DAS LOTERIAS PELA CEF


Por: Pollyana

Perfil do Autor

(Artigonal SC #3353899)

Fonte do Artigo - http://www.artigonal.com/gestao-artigos/processo-de-selecao-das-loterias-pela-cef-3353899.html
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